domingo, 27 de novembro de 2016



Biografia de Che Guevara

Che Guevara (1928-1967) foi um guerrilheiro argentino. Foi um dos principais líderes da Revolução Cubana. Percorreu de moto quase toda a América Latina. Presenciou na Guatemala, a queda do ditador Jacobo Arbenz. Conheceu Fidel e Raul Castro no México e integrou-se ao Movimento Nacionalista Revolucionário. Acreditava na construção do Socialismo. Na Bolívia, organizou um grupo guerrilheiro, com o objetivo de unificar o regime político da América Latina.
Ernesto Guevara de la Serna (1928-1967) nasceu em Rosário, Argentina, no dia 14 de junho de 1928. Filho de Ernesto Guevara y Lynch e de Celia de la Serna y Llosa. De família rica, estudou medicina na Universidade de Buenos Aires, concluindo o curso em 1953. Participou das lutas em oposição a Juan Domingos Perón. Fez várias viagens de moto por províncias argentinas e por vários países da América Latina.
Em 1951 iniciou com Alberto Granado, uma viagem de Buenos Aires a Caracas, na moto do amigo. Em 1953 visita a Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Guatemala. Essas viagens vieram reforçar seu ideal socialista, diante de tanta desigualdade social. Em dezembro desse mesmo ano, presenciou na Guatemala, a queda do presidente Jacobo Arbenz, pelo governo americano.
No México conhece Fidel e Raul Castro, exilados depois do golpe de estado do ex-sargento Fulgêncio Batista, apoiado pelos americanos. Guevara se integra ao Movimento Nacional Revolucionário de Fidel e participa, em 1956, do movimento para derrubada do governo de Fulgêncio. Em janeiro de 1959 após vitórias decisivas Guevara e Camilo Cienfuegos ocupam Havana. No novo governo, Che Guevara participou da reorganização do país, exerceu o cargo de Ministro da Indústria e Comércio e foi Presidente do Banco Central.
Em 1965, foi para o Congo, lutar no movimento guerrilheiro contra a ditadura do General Mobutu. Com o fracasso, seguiu para a Bolívia, onde organizou um grupo guerrilheiro, com o objetivo de unificar os países da América Latina. Durante seis meses, sem o apoio dos camponeses, Guevara e seus comandados vagaram pelas montanhas, até serem descobertos pelo exército boliviano. Ferido em combate, o grande revolucionário foi executado por um soldado, cumprindo ordens do Coronel Zentero Airaya.
Che Guevara morreu em La Higuera, na Bolívia, no dia 9 de outubro de 1967. Seus restos mortais foram encontrados em uma vala comum, na cidade de Vallgrande e levados para Cuba. Foi enterrado no Mausoléu Guevara, na cidade de Santa Clara, capital de Villa Clara, a duas horas de Havana.

sábado, 26 de novembro de 2016


PONTO DE VISTA--O AMAR--POEMA
Quando se ama,às estrelas do céu,como que,
lembram à pessoa amada; que nos parece linda
e radiante.Quando à simpatia é forte; fala o amor.


Quem ama tem o coração brilhante de luzes e sonhos...
Porém, precisa usar palavras doces e suaves,de maneira
terna e carinhosa. O te amo, é fundamental!
Liberdade é essencial, a confiança necessária.
Palavras fortes,agressões e imposições,por vezes, matam 
o relacionamento,até o amor.Como à luz do sol que se apaga,
lentamente,ao entardecer.São arestas que sempre machucam.
Amar é lindo privilégio...
é alegria de viver...
é bela inspiração...
é presente dos céus...
é ser iluminado..
é sonhar acordado..
é amar e ser amado..
é sorrir para á vida...
é ser abençoado...
é viver entre um jardim de flores....
é dar ser pensar no receber..
é viver fitando o azul do céu e
o verde dos mares...
é pintar à natureza de várias cores...
é sentir o bem e a bondade...
é nutrir os bons sentimentos..
é falar à língua dos anjos...
é sentir Deus Criador em todos os cantos..
O amor é o sentimento divino, que mata a teoria dos 
ateus que negam à existência de Deus , sua obra
fantástica e maravilhosa de toda criação dos mundos,
dos céus,mares e infinito temas e locais.
O amor que transforma os homens, lhes dando esperanças, otimismo,fé e atitudes dignas de elevados seres humanos.


O amor e à razão devem prevalecer e não à personalidade forte.
Quem ama, adora conversar,trocar ideias,
planejar,ser feliz...
É o encanto das pequenas coisas..
Amar é sentir o mais doce perfume , na pessoa amada.
É viver nas nuvens,sonhando á toa,procurando pequenos presentes; um chocolate,uma prenda,uma flor,um ligação noturna,fora d hora.
É adorar o encontro dos olhos...do sorriso cativante.
É gostar de beijar de mil maneiras...
Amar é divino, é belamente humano,é a felicidade.
(alberynunes--24/11/16


Fidel Castro

Ex-presidente cubano

Biografia de Fidel Castro

Fidel Castro (1926-2016) ex-presidente cubano, foi o líder da Revolução Cubana. Governou Cuba durante 49 anos. No dia 24 de fevereiro de 2008, doente, passou as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas, de Secretário-geral do Partido Comunista e de Presidente do Conselho de Estado, ao seu irmão Raul Castro.
Fidel Alexandro Castro Ruz (1926-2016) nasceu em Birán, um pequeno povoado na província de Holguín, em Cuba, no dia 13 de agosto de 1926. Filho de imigrantes espanhóis e proprietários rurais, Ángelo Castro Argiz e Lina Ruiz Gonzáliz estudou em Santiago de Cuba e em Havana. Em 1944 recebe o prêmio de melhor atleta estudantil. Em 1945 ingressou no curso de Direito da Universidade de Havana. Foi dirigente da (Federação de Estudantes Universitários).
Em 1948, casa-se com Milá Diaz-Balart, juntos tiveram um filho. Em 1949, gradua-se em Direito. De sua relação com Naty Revuelta, nasce Alina, que vive exilada nos Estados Unidos. Em 1954 Fidel divorcia-se de Milá. Com sua segunda esposa Dalia, tiveram cinco filhos.
Depois de formado defende gratuitamente camponeses, operários e prisioneiros políticos. Ingressa na Juventude do Partido Ortodoxo e participa da campanha eleitoral como candidato a deputado, mas em 1952, foi surpreendido pelo golpe de Fulgencio Batista contra o governo de Carlo Pio. Em 1953, comandou um grupo de jovens para atacar o Quartel de Moncada, mas a operação acabou sendo um desastre militar. Submetido a um processo especial, assume sua defesa, mas nesse mesmo ano é preso e condenado a 15 anos de prisão.
Anistiado em 1955, se exila no México, onde planeja novo golpe contra o governo de Fulgêncio. Vai aos Estados Unidos em busca de apoio dos emigrantes cubanos. Em novembro de 1956, chefiando um grupo de revolucionários, entre eles Che Guevara, partem do México, a bordo do Iate Granma e chegam em Cuba, na praia de Las Coloradas e se escondem na Sierra Maestra.
Fidel Castro lidera o Movimento Nacionalista Revolucionário, foram dois anos de combates. No dia 1 de janeiro de 1959, Fulgêncio Batista foge para a República Dominicana. No dia 2 de janeiro, Fidel Castro entra em Santiago de Cuba, transformando-a em capital provisória do país. No dia 4, instala-se um governo provisório. No dia 8, entra em Havana.
No início, sem clara definição ideológica, seu governo recebe ajuda de setores políticos norte-americanos. A medida que toma o rumo socialista, os Estados Unidos decretam bloqueio comercial, e em 1961, rompem as relações diplomáticas. Os graves conflitos de interesse, entre Cuba e Estados Unidos, levaram Fidel a se aproximar da União Soviética, mas com o colapso soviético, o apoio financeiro à ilha foi suspenso.
O Partido Comunista Cubano, apesar de ter conseguido sucesso nas áreas de educação, esporte, saúde, pesquisa científica, por outro lado, estatizou as empresas, fechou os meios de comunicação que faziam oposição a seu governo, vários dissidentes foram presos e seus opositores foram mortos. Milhares de pessoas deixaram o país, por não aceitar o radicalismo e a violação dos direitos humanos.
Com a saúde fragilizada, no dia 19 de fevereiro de 2008, o jornal do Partido Comunista, O Grama, anunciou que Fidel Castro renunciaria ao cargo de presidente, passando o poder a seu irmão Raul Castro, o que se concretizou em 24 de fevereiro do mesmo ano. Em abril de 2011, Castro renunciou a chefia do Partido Comunista Cubano.
Fidel Castro faleceu em Santiago de Cuba, Cuba, no dia 25 de novembro de 2016.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Olívio Martins de Souza Torres
Titular da Cadeira nº 8
                                                              
Não pretendo fazer, aqui, uma crítica literária do maior poema épico da língua portuguesa, pois, para tanto, me faltam engenho e arte.
Desejo, dentre outros aspectos, registrar as semelhanças existentes nos primeiros versos de alguns dos grandes poemas épicos da humanidade.
Homero, o grego pioneiro da epopeia, inicia assim a Odisseia: Fala-me, ó Musa, do homem muito viajado...
Virgílio, poeta latino, O Cisne de Mântua, diz na Eneida: Arma virumque cano... Canto as armas e o varão...
Torquato Tasso, poeta italiano, em Jerusalém Libertada, proclama: Canto l’arme pietose e’l Capitano ... As armas canto e o capitão piedoso...
Camões, o maior vate português, em Os Lusíadas, anuncia: As armas e os barões assinalados... Cantando espalharei por toda parte.
Consoante se vê, há, de fato, similitudes na introdução destes grandes monumentos literários que o espírito humano foi capaz de criar.
Alguns veem nisto uma homenagem que os poetas posteriores quiseram prestar a Homero, o poeta maior, pai de todos os épicos.
Já outros enxergam um ligeiro plágio, pois, como já dizia o comediante latino Terêncio (O Eunuco, Prólogo, 4), Nullum iam dictum est quod non sit dictum prius, ou seja, Nada se diz que já não tenha sido dito antes.
O filósofo popular brasileiro Abelardo Barbosa, o Chacrinha, também  sentenciava, frequentemente, em seus programas de TV: “Nada se cria, tudo se copia”.
Cada um faça seu julgamento sobre essas semelhanças ocorridas nos poemas supracitados e daí tire suas ilações.
Analisando sucintamente o poema épico Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, apontam-se os seguintes números:
10 cantos;
1102 estrofes ou estâncias de oitava rima;
8816 versos decassílabos;
5.000 palavras utilizadas no poema inteiro.
Segundo uma antiquíssima lenda, foi Luso, filho de Baco, o fundador de um reino situado na parte ocidental da Península Ibérica, e cujo nome derivou do seu: Lusitânia. O termo Lusíadas – que significa povo de Luso – quer dizer, portanto, os portugueses.
A primeira edição de Os Lusíadas saiu em 1572 e o poeta dedicou a obra a El-Rei D. Sebastião. Camões recebeu a tença (pensão) anual de 15 mil réis, que lhe foi paga com irregularidade.
Os Lusíadas, que contam a saga da gente lusitana, constituem-se num dos grandes poemas épicos de todos os tempos, obra que, por si só, representa a literatura de um povo
Ildeci Carvalho · 
DA MINHA TERRA NATALl IBIAPINA
Você sabe de onde eu venho? venho de uma terra pequena
que faz hoje 138 anos... venho da terra do frio, dos prados e dos montes, das margens do rio jaburu ?,
De onde venho,não esqueço jamais! venho dos nossos desbravadores, jesuítas, índios, escravos. IBIAPINA é minha terra é o meu torrão. As saudades ficam num passado distante e num presente cheio de esperanças.Muito já se viu e ouviu falar do nosso chão e ainda falarão por muitos e muitos anos.
Era uma simples aldéia, hoje trans formou-se numa cidade, tão pequena e sem importância para o mundo, mas tão linda e tão fagueira para aqueles que sempre lhe quiseram de qualquer jeito. Aqui nasceu meus antepassados, aqui vivi, sai e voltei para viver meus dias nessas terras que foram pisadas e amadas pelo seu povo simples, hospitaleiro, amigo e cheio de sorrisos, que até parecem que vivem em um pedacinho do céu. Mas na verdade é assim que sinto: moro em um "pedacinho do céu". De céu já tem bem pouco, o progresso já está chegando por aqui, mas um progresso que não tira a ingenuidade das pessoas, da sua credulidade no novo que continuam a conformar-se com o que lhe oferecem como se fossem presentes do coração. Os jovens querem festas,querem trabalho, querem movimento, querem desfrutar prazeres. Não sou contra seus ideais, mas infelizmente aqui, foi sempre assim... povo pacato, que tudo aceita e com tudo se conforma. Festas, brincadeiras, já houve muito, mas quando tudo partia da simplicidade de um povo. Hoje para ter uma cidade festiva e alegre, precisam do apoio de politicos que na verdade não se importam com isso.Mas como entender um político fazer uma festa para um município onde ele não teve apoio, perdeu seus votos numa eleição recente,não recebeu mais a confiança de seu povo? e mais, vivemos numa recessão que dá medo? É muita ingenuidade querer que as pessoas que estão saindo do poder, vão ter prazer de fazer festa pra entregar o seu comando ao novo mandatário?. Dizem que nunca houve isso em Ibiapina. Houve sim... toda vez que coincide a festa do município com o período eleitoral, não há comemorações como querem os jovens, "Festa no calçadão" mas poderiam ter muitas festas, se a aniversariante não fosse só política, mas se seu povo a amasse de verdade, faziam de tudo para enfeitá-la, fazer festas e folguedos sem precisar de apoio outros que não fosse o amor por sua terra e sua gente. Parabéns, minha amada IBIAPINA, minha terra querida e que sempre será vibrante em meu coração.
Essa foto era do relógio de flores que tinha na praça da Gruta na administração do prefeito Liz Bezerra de França.E ele funcionava de verdade

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Dia 22 de Novembro: Dia da Música
Dentre as datas comemorativas do dia uma merece destaque: o Dia da Música! Ou do Músico! 
Sem dúvidas a música precisaria de um dia para celebração, embora, todos os dias sejam dias de "Músicas"... De ouvir, de cantar, de tocar, de soletrar, de sentir...

Notas musicais são antes de tudo, sentimentos, inspiração, desabafo, desejo, sugestão e crítica... Crítica sim, por que não? Sabemos que por séculos letras de músicas fazem protestos em guerras, dita “duras" ou "brandas" como preferir...

Lembro-me como se fosse hoje: o dia do Impeachment do então presidente Fenando Collor (1992), eu lá no meu estado de origem, junto com dezenas de adolescentes cantava ao som de "panelas" e tamborins, "Que país é esse?", (Renato Russo/Legião Urbana)... Lá mesmo, a mais de 3 mil quilômetros de onde tudo acontecia, "num outro Brasil", entoávamos forte um som de protesto... Alguns nem sabiam por que cantavam, mas, estavam ali: cantando, chorando gritando...

No auge da Ditadura Militar muitos de nossos melhores músicos soltavam versos censurados, sucumbidos, ameaçados... Mas, eles tentavam "botar para fora" a dor que vinha de dentro, num amargo "Cálice: de vinho tinto de sangue"... (De Chico Buarque e Gilberto gil).

Ainda podemos destacar "Pra não dizer que não falei das flores", também conhecida como  "Caminhando" de Geraldo Vandré: quanto ódio e amor marcaram o "III Festival Internacional da Música/1968", onde a sugestiva canção era apontada como favorita, mas, para tristeza de muitos, não venceu o concurso... Contudo, foi eleita para sempre no coração daqueles jovens, que vaiaram o resultado do júri...

Merece destaque ainda a "We are the World" - que se tornou um movimento - de artistas dos Estados Unidos e de vários cantos do mundo na luta "pela mãe África" - no disco "USA for Africa".

Da mesma forma o grupo de rock progressivo Pink Floyd, quando fizeram o álbum "The Wall" (1979) - dez anos antes da Queda do muro de Berlim. Em 1982 o álbum virou filme (direção de Alan Parker) - E um ano após a queda, o grupo realizou um mega show (1990) - considerado por muitos um marco na história do Rock Mundial: "All in all you're just another brick in the wall".

A música... O músico... A melodia faz parte da vida humana: ela faz sorrir, chorar, emocionar... ela une, recorda, traz acalanto aos corações!

Uma das Sete Artes, a música traduz aquilo que os lábios não conseguem dizer, mas, que o momento eterniza... Só agora compreendo o que chico Buarque queria dizer em sua música "Cecília", a padroeira dos músicos: 

Quantos artistas/Entoam baladas/Para suas amadas/Com grandes orquestras/Como os invejo/Como os admiro/Eu, que te vejo/E nem quase respiro/Quantos poetas/Românticos, prosas/Exaltam suas musas/Com todas as letras/Eu te murmuro/Eu te suspiro/Eu, que soletro/Teu nome no escuro/Me escutas, Cecília?/Mas eu te chamava em silêncio/Na tua presença/Palavras são brutas (...)

Enquanto cada um tem uma música preferida, um músico para admirar, um assunto para protestar, as canções serão eternizadas, amadas, desprezadas, no entanto, nós: Caminhando e cantando/E seguindo a canção/Somos todos iguais/Braços dados ou não/Nas escolas, nas ruas/Campos, construções/Caminhando e cantando/E seguindo a canção... 

Origem do dia

A palavra música tem origem grega e significa "as forças das musas". 

As musas eram ninfas que ensinavam às pessoas as verdades dos deuses, semideuses e heróis, usando a poesia, a dança, o canto lírico, o canto coral, o teatro, entre outros. 

No dia 22 de Novembro, comemora-se o "Dia da Música", porque também é dia de "Santa Cecília", conhecida como a "padroeira da música e dos músicos".

A tradição conta que Santa Cecília cantava com tal doçura que um anjo desceu do céu para ouvi-la. A música é, sem dúvida alguma, uma forma única de expressão, para enaltecer a palavra e o sentimento humano, que utiliza a voz como instrumento artístico.



sábado, 19 de novembro de 2016


Nesta semana observei dois pais e duas mães discutirem sobre as personalidades tidas como ídolos na atualidade para a juventude. Lamentavam o fato de os brasileiros em formação estarem demasiadamente carentes de boas referências. Bons exemplos que possam contribuir na descoberta de vocações e que colaborem no direcionamento de suas vidas. Citavam, ainda, o desinteresse dessa garotada em aprofundar a busca desses vultos, inclusive do passado, já que tem a seu dispor a Internet, a mais importante invenção dos últimos tempos.


Mas será que é pequena mesmo a quantidade de bons exemplos no País? O desinteresse em procurá-los, descobri-los será apenas dos jovens? E qual a influência da mídia nesse questionamento?

No meu entender, ainda podemos contar com grande número de bons exemplos e em todas as camadas da sociedade, assim os procuremos. Estimular a busca por eles compete à família, que se deve munir de conhecimento da vida e obra dos grandes vultos de que dispomos no passado e de pessoas do presente, ainda vivas, e dignas de serem reconhecidas e mais divulgadas. 


Por outro lado, é notória a negligência da maioria dos pais, educadores e formadores de opinião por não insistir em mostrar claramente a diferença entre esses verdadeiros exemplos e certos tipos de “heróis, famosos, modelos a ser seguidos” (atores, cantores, jogadores, políticos, profissionais liberais, ex-BBB´s, etc.), com as devidas exceções, hoje produzidos pelo segmento nocivo da mídia. É claro que também existe quem se propõe a trabalhar para o bem da sociedade. Só que frequentemente tem de travar duelo com a outra parte que se pauta no interesse financeiro ou escuso.
Agora, pegando a deixa do Dia Nacional da Consciência Negra (20/11), relembro aqui três nomes – três exemplos de vida - que também lutaram pela liberdade com que sonhava o herói Zumbi dos Palmares (1655 -1695). Obviamente outros nomes importantes poderiam merecidamente fazer parte deste pequeno comentário, mas optei por esses três porque presumo que a maioria dos leitores pouco ou nenhum conhecimento tem desses grandes vultos.
Primeiramente, em nível local: Cosme Bento das Chagas (1800 - 1842), mais conhecido como Negro Cosme, foi um escravo livre que saiu de Sobral (CE) para ser líder na Balaiada (1838 e 1840), rebelião ocorrida no Maranhão. Negro Cosme comandou mais de 3.000 revoltosos, lutou até o fim por sua causa, mas terminou preso e enforcado em praça pública em Itapecuru-Mirim (MA), em 20 de setembro de 1842. 


Maria Tomásia Figueira Lima  (1826-1902?), foi uma sobralense, branca, e que lutou a vida inteira pela libertação dos escravos. Foi cognominada “A Libertadora”, pois durante o dia, em Fortaleza (CE), arrecadava fundos para comprar e libertar escravos; à noite, ajudava companheiros a “roubar” escravos de senzalas e os libertava.

Em nível nacional, ressalto a figura extraordinária de Luís Gonzaga Pinto da Gama (1830 - 1882), negro baiano (Salvador), que, apesar de filho de mãe negra livre e pai branco, tornou-se escravo aos 10 anos, após ser vendido pelo pai endividado (jogos). Sua a mãe, Luísa Mahin, havia confiado sua guarda ao pai por ter de fugir por participar da Revolta dos Malês. 

Luís Gama conseguiu alfabetizar-se aos 17 anos; atuou em várias profissões; tornou-se autodidata e, sem poder frequentar faculdade, transformou-se num rábula e jornalista famosa e empolgante orador; fez sua própria defesa, conquistando judicialmente sua liberdade; foi líder dos republicanos, maçom respeitado e elegeu o fim da escravidão negra no Brasil como sua meta principal; libertou também mais de quinhentos negros sem cobrar nada; aos 29 anos já era escritor e poeta consagrado e jamais arredou pé do seu ideal, o que o tornou famoso em São Paulo, onde vivia, e no Brasil. Mas morreu de diabetes aos 52 anos, pouco antes de ver seus sonhos concretizados: Abolição da Escravatura (1888) e Proclamação da República (1899). 

Cento e trinta e três anos após sua morte, em sessão solene, no dia 03 de novembro de 2015 a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção São Paulo, concedeu o título de "ADVOGADO" a Luís Gama. Segundo as palavras de Marcos Vinícius Furtado Coelho, presidente da OAB, "Trata-se de uma justíssima homenagem a quem tanto lutou por liberdade, igualdade e respeito”.
Depois dessa rápida amostragem, completo o título deste artigo, e sem nenhum receio de incorrer em grave erro: Bons exemplos de brasileiros (homens e mulheres) temos, e muitos. Só falta quem os reconheça e os divulgue mais, principalmente se esses exemplos vêm de integrantes da parte mais humilde e menos lembrada do nosso povo. Pense nisso!

Realização

Antes, muita gente concordava com a afirmação de que o Carnabral só trazia benefício para os organizadores. Com a não realização do evento este ano, dá até pra se pensar que esse pessoal também caiu na real e constatou que não era bem assim. Ou será que faltou Real para realizá-lo?

Pérolas do Rádio

Aqui, prezamos pela parcialidade, pois estamos sempre de encontro à verdade e à seriedade”. Talvez o colega queria dizer: “Aqui, prezamos pela imparcialidade, pois estamos sempre ao encontro da verdade e da seriedade”. Mas, pelo que sei de quem falou assim, ele apenas confessou seu perfil inconscientemente
Dia da Bandeira

História do Dia da Bandeira Brasileira comemoração, 19 de novembro, criação da data, símbolo nacional


Bandeira brasileira

História do Dia da Bandeira

O Dia da Bandeira foi criado no ano de 1889, através do decreto lei número 4, em homenagem a este símbolo máximo da pátria. Como nossa bandeira foi instituíta quatro dias após a Proclamação da República, comemoramos em 19 de novembro o Dia da Bandeira. 

Nesta data ocorrem, no Brasil, diversos eventos e comemorações cívicas nas escolas, órgãos governamentais, clubes e outros locais públicos. É o momento de lembrarmos e homenagearmos o símbolo que representa nossa pátria. Estas comemorações ocorrem, geralmente, acompanhadas do Hino à Bandeira. Este lindo hino ressalta a beleza e explica o significado da bandeira nacional.

Curiosidades sobre a bandeira brasileira:

- Quando várias bandeiras são hasteadas em nosso país, a brasileira deve ser a primeira a chegar no topo do mastro e a última a descer.

- Quando uma bandeira brasileira fica velha, suja ou rasgada, deve ser imediatamente substituída por uma nova. A bandeira velha deve ser recolhida a uma unidade militar, que providenciará a queima da mesma no dia 19 de novembro.

- Caso a bandeira fique hasteada no período noturno, ela deve ser iluminada.

Você sabia?

- É comemorado em 30 de maio o Dia das Bandeiras.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

9 h
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA BRASILEIRA-15/11/1889

Que beleza,viva à democracia;
Adeus Dom Pedro II,fim da Monarquia;
Novo período de liberdade e cidadania;
Brasil com livre iniciativa e soberania.


Movimento político-militar, em 15/11/1889,no Rio de Janeiro,coman-
dado pelo general Deodoro da Fonseca,derruba à Monarquia e ins-
taura novo governo,nova forma Republicana de governar.
À República Federativa Presidencialista do Brasil.
"À Monarquia era incompatível
com o sistema de liberdade po-
lítica." Benjamim Constant.
Começava,então,à democracia no país.
Novo período de evolução da sociedade 
brasileira.
República do latim, RES PUBLICA-"coisa pública",é uma forma de 
governo de mais liberdade,de solidariedade humana,de maior senso de justiça,que prima por reais valores do trabalho,pelo pluralismo político e que seus poderes devem emanar do povo para o povo.
Sistema herdado da Grécia antiga.
Em nossa Constituição Brasileira,através dos artigos de 1 ao 4,
estão previstos os Princípios e Fundamentos da República do 
Brasil.
Vale lembrar os seguintes períodos:
Brasil Colônia:1500-1822:322 anos.
Brasil Império ou Monárquico:1822-1889;67 anos; Brasil Independente: 1822--2016--194 anos
O ANO DE 1889 FOI MARCANTE PARA O BRASIL E O MUNDO:
1. PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL;
2.DOM PEDRO II SEGUE PARA O EXÍLIO EM PORTUGAL;
3.NASCEM O INGLÊS CHARLES CHAPLIN, ARTISTA HUMANO, E O AUSTRÍACO ADOLFO HITLER,O CRIMINOSO DA II GUERRA DE 
1945.
4.INAUGURAÇÃO DA TORRE EIFFEL DE PARIS(presente da 
Alemanha) (alberynunes-15/11/16


proclamacao-republica
O que é República?
República é o regime político em que o chefe de Estado é eleito pelo povo de forma direta ou indireta, por meio de uma assembléia representativa, para cumprir um mandato por “tempo determinado”. A república pode ser parlamentarista, sistema em que o poder se concentra no Parlamento, ou Presidencialista, em que o Chefe de Estado detém também a chefia de governo. Por definição, a organização política republicana está voltada para a gestão do interesse comum da sociedade.  Para ler mais sobre “Republica” clique aqui!
Como foi a Proclamação da República no Brasil?
A Proclamação da República ocorrida no Brasil em 15 de novembro de 1889, resultou na derrubada da monarquia, foi realizada por meio de uma rebelião militar, comandada pelo marechal Deodoro da Fonseca. Um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados por este marechal, deu um golpe de estado sem o uso de violência, depondo o Imperador Dom Pedro II. É bom lembrar que o grupo que “tomou o governo” era formado por membros da Maçonaria, como também se passou quando da independência em 1822 e de tantos outros fatos da história do Brasil.
Mas o que é “proclamar”?  Proclamar é apenas anunciar publicamente algo – no caso, que a Monarquia fora substituída pela República.
Fatores que levaram à proclamação da república
Alguns dos Fatores que levaram à proclamação da república e ao golpe militar, que toma o governo de dom Pedro II, foram: a interferência do Imperador nas questões religiosas, confrontando-se com a Igreja Católica (que mantinha um bom poder); descontentamento dos Militares que se sentiam desprestigiados e sem poder;  descontentamento dos Proprietários Rurais; a Classe Média, que crescia muito na época e era formada por um diverso grupo de pessoas que queriam maior participação na Vida Pública do país, entre eles estavam funcionários públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas e comerciantes.
O último abalo da monarquia é o fim da escravidão, em 13 de maio de 1888. O Império perde o apoio de escravocratas, que aderem à República. Liderados pelos republicanos “históricos”, civis e militares, conspiram contra o império. O Comandante de grande prestígio,  Marechal Deodoro da Fonseca , é convidado para comandar o golpe.
A Monarquia era formada por um tripé, um pé era o Exército, outro era a Igreja e o mais importante era o da Escravidão, quando esses pés começaram a “balançar”, acaba a monarquia no Brasil.
Em um pequeno histórico…
Vemos que os fatores que levaram à proclamação da República no Brasil, estão ligados principalmente a condições Sócio-econômicas, entre elas:
libertação dos escravos, através da lei Áurea assinada pela princesa Isabel (apenas um ano antes da proclamação da república), foi o abalo final, deixa os “fazendeiros” sem sua mão de obra escrava e sem indenização por parte do governo (império), algo que fora cogitado, é claro que havia muitos fazendeiros que já se utilizavam da mão de obra dos imigrantes, “não escravos”, estes eram republicanos;
Os militares que estavam se sentindo “pobres” e sem prestígio, precisavam trabalhar em outras atividades para ter uma vida digna, eles sempre estiveram em posição inferior à dos policiais civis, só que, depois da Guerra do Paraguai, que durou de 1865 a 1870, o Exército passou a exigir mais respeito e a reconhecer sua importância;
Em 1870 começa o primeiro partido republicano no Brasil, ser contra a monarquia, era querer acompanhar as mudanças do mundo, modernizar o Brasil, incentivar a indústria e o trabalho assalariado;
Igreja também teve forte influência, porque queria liberdade, ela vivia subordinada ao imperador, segundo uma tradição muito antiga, de Portugal, conhecida como padroado.
Depois do golpe militar foi instituído no próprio dia 15 de novembro de 1889 um “Governo Provisório” Republicano,  então o Brasil deixa de ser uma monarquia imperialista e passa a ser uma República. Esse “governo provisório” foi formado, entre outros, pelo próprio Deodoro da Fonseca, executor de uma mudança construída ao longo do tempo.
Mas, depois de tanto tempo, e de um processo lento,  podemos dizer que temos “a coisa pública”? Precisaríamos ter “coisas públicas”…  mas é isso que temos no “Brasil republicano”?
Ter a “coisa pública” não é só ter um “administrador” escolhido pelo povo, é muito mais, é termos as “coisas para o povo” e pelo povo. Mas… nós temos hospitais para o povo? Temos condições para a saúde do povo? Temos escolas de qualidade para o povo? Temos um transporte dessente para o povo?
Quando o Brasil era imperialista e tínhamos um Rei, Dom Pedro I e Dom Pedro II, talvez tivéssemos, proporcionalmente,  mais coisas públicas do que hoje na res publica

 Dia do Diretor (a) de Escola 12 de novembro

Hoje é dia do Diretor (a) de escola.
Hoje é o seu dia e através dessa mensagem queremos lhe agradecer.
Queremos que saiba que seu apoio nos foi, é e sempre será de grande valia.
Pessoas especiais como você estão sempre prontas a fortalecer o aprendizado de vida.
Nossa gratidão por estar ao nosso lado no desempenho de nossa missão.
Obrigado pela certeza de que nunca estivemos sós.
Obrigado pela sua simplicidade, atenção e carinho dedicado que
 contribui para nossa convivência nesta caminhada, pois enquanto acreditarmos
em nossos sonhos, nada será por acaso.
Que o Universo te cubra de bênçãos e seja sempre muito feliz!!
Muito obrigado!
Parabéns pelo seu dia!
Com carinho 
Professores, alunos e funcionários da Escola VENÂNCIO AIRES.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A DENÚNCIA DO CAÇADOR

        Os homens do IBAMA chegaram à cidade a fim de investigar uma denúncia. Pararam no endereço que traziam no bolso e tocaram a campainha. Apareceu uma senhora de meia idade e um deles falou: - Bom dia, minha senhora. Gostaríamos de falar com o senhor Duquinha Abraão. - Ele não está em casa, mas de que se trata? - Trata-se de uma denúncia que ele fez junto ao IBAMA sobre um determinado caçador de avoante. Nós queremos dele somente o nome do sujeito. - Como ele não se encontra em casa os senhores voltam mais tarde, está bem assim? - Certo. Nó vamos agora apurar outros casos na serra da Ibiapaba e voltamos depois. À noitinha os homens voltaram e  encontraram a mulher bastante aborrecida informando que o marido já havia chegado e voltado novamente. Um dos homens falou assim: - Minha senhora, nós só precisamos saber o nome do cara que está caçando as avoantes. Fale com ele e nós voltaremos mais tarde. Lá para as dez da noite os homens ficaram impacientes porque a conversa fora a mesma. Prometeram voltar no dia seguinte. O  dia amanheceu cinzento e tudo corria normalmente na pequenina cidade do interior. Dona Virna andava para lá e para cá, danada da vida. Neste exato momento chegaram os homens novamente. Lá  do portão um falou assim: - E daí, minha senhora, seu Duquinha já chegou? - Não chegou e nem sei se ele ainda vai chegar. Ele está de porre e quando isto acontece é de dois dias pra lá. - Mas minha senhora, nós precisamos nem falar com ele. Só queremos o nome, entendeu? Precisamos do nome do caçador e pronto. Dona Virna fechou a cara, pediu licença por alguns instantes e entrou em casa. Depois voltou com algo nas mãos que assustou o pessoal que estava à sua espera. Bradou em alta voz: - O maior caçador da região foi o próprio Duquinha. Está aqui a prova: espingarda, cartucheira e patuá. Podem levar tudo. E por favor passem no boteco da esquina e levem o sujeito também. Só assim termina esta história de denúncia de caçador.


        Ipu – Ceará, 28 de janeiro de 1995.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

 NORDESTE PODERÁ TER TANTA CHUVA QUE VAI MODIFICAR A GEOGRAFIA

De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), ao Correio Online, chuvas torrenciais trarão um volume de água tão grande, a ponto de modificar a geografia nordestina, eliminando espécies e fazendo surgir novas fauna e flora. 
O desastre ambiental será provocado pela ação do homem, que resulta em emissão de gases do efeito estufa em atlas concentrações e desequilibram o clima no planeta. O resultado disso é que as correntes marinhas irão reduzir em até 44% sua intensidade, provocando super aquecimento das águas do Atlântico, nas imediações da região Nordeste, produzindo maior evaporação e formação de chuvas em excesso.
“O aquecimento global vai arrefecer as correntes marinhas de duas formas. Uma delas é intensificando as chuvas nas altas latitudes do Atlântico Norte, onde as águas precisam ser mais densas para afundar e retornar ao Sul, realimentando as correntes. Se chove muito, reduz a salinidade da água e consequentemente sua densidade, dificultado o afundamento. A outra forma é derretendo as calotas de gelo sobre a Groenlândia, liberando água doce e também reduzindo a salinidade da água, exatamente nos sítios de formação das águas profundas, onde as correntes marinhas fazem o retorno”, explicou o professor de Ciências da USP, Cristiano Chiessi, coordenador da pesquisa que estuda os efeitos da redução das correntes marinhas.
Após sofrer por várias décadas com a seca, o Nordeste brasileiro pode ir para o outro extremo e sofrer com excesso de chuvas, que começariam em 30 anos, de acordo com as previsões

sábado, 5 de novembro de 2016


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Cinco de Novembro
A cultura brasileira é tão diversa que não se pode falar dela em apenas um dia. Apesar disso, hoje foi escolhido para festejarmos as manifestações culturais de norte a sul e de leste a oeste.
O Brasil, como todos já sabem, é um país de formação multi-racial e por isso carrega um pouco do costume de cada povo que aqui veio morar. Dos negros, herdamos o candomblé, a capoeira, parte do nosso vocabulário e muito do nosso folclore. Dos índios, herdamos o artesanato, a pintura, comidas exóticas como o peixe na folha da bananeira e a rede. Do português, ficamos com o costume católico, a língua, as roupas.
Essa mistura toda não se deu de maneira pacífica, mas sim por meio da dominação cultural e da escravização de índios e negros. No entanto, características culturais de ambas as etnias sobreviveram ao tempo e hoje compõe uma enorme riqueza cultural. Alguns estudiosos, como o escritor Sérgio Buarque de Holanda, acreditam que o fato de outras culturas permearem a cultura brasileira nos tornou “desterrados em nossa própria terra”. O movimento modernista da década de 20 mostrou a idéia de intelectuais que sentiam falta de um caráter estritamente nacional e que importava modelos sócio-culturais. O escritor Mário de Andrade construiu o personagem “Macunaíma” para retratar isso.
Independente da existência ou não de uma identidade nacional, o fato é que temos muito que comemorar hoje. Os costumes do povo brasileiro, seu folclore, suas comidas e suas músicas são neste sentido, grandes representantes das peculiaridades da cultura do país.
Folclore
O folclore brasileiro é recheado de lendas e mitos como o Saci-Pererê, um menino de uma perna só que mora na floresta, usa um gorro vermelho e fuma cachimbo. Uma de suas travessuras mais comuns é emaranhar a crina dos cavalos de viajantes que acampam na floresta. Seu nome vem do tupi-guarani. Outras lendas como a da Mula-sem-cabeça, do Curupira, Iara Mãe D’Água, Boi Tatá, o Negrinho do Pastoreio e do Boto cor de rosa também são bastante conhecidas.
Música
A música estava presente no cotidiano do índio e do negro, relacionada tanto ao simples prazer quanto a rituais religiosos. As cantigas de roda infantis e as danças de quadrilhas são de origem francesa. Pela influência de vários povos e com a vinda de instrumentos estrangeiros (atabaques, violas, violão, reco-reco, cuíca e cavaquinho), inventamos o samba, o maracatu, o maxixe e o frevo. Inventamos também o axé, a moda de viola, que é a música do homem do interior, e o chorinho. Alguns movimentos musicais, como a Bossa Nova e a Tropicália, também foram importantes na formação musical brasileira.
Comida
Assim como em outras instâncias da nossa cultura, o índio, o negro e o branco fizeram essa miscelânea que é nossa tradição culinária. Aprendemos a fazer a farinha de mandioca com os índios e dela fazemos a tapioca, o beiju e também o mingau. A feijoada é fruto da adaptação do negro às condições adversas da escravidão, pois era feita com a sobra das carnes. O azeite de dendê também é uma grande contribuição africana à nossa culinária, pois com ele fazemos o acarajé e o abará. Os portugueses nos ensinaram técnicas de agricultura e de criação de animais. Deles, herdamos o costume de ingerir carne de boi e porco, além de aprendermos a fabricar doces, conservas, queijos, defumados e bebidas. 
Cultura e Diversidade
O Brasil é um país cuja principal marca cultural é a mistura. Desde o começo de sua história, o país foi marcado pela presença de diferentes povos e culturas, fazendo com que sua formação tivesse grande diversidade e mistura. Aqui viviam povos indígenas, em tribos, com uma cultura guerreira, muito ligada à natureza; em 1500 chegaram os colonizadores portugueses, que trouxeram para cá a cultura européia, com uma forte influência moura. O uso do negro africano como escravo na colônia, trouxe ainda novas crenças, falas e costumes, que as poucas foram se misturando e integrando a cultura local.
Posteriormente, com o fim da escravidão, diversos outros povos ainda vieram para o país, como italianos, japoneses e alemães, cada um acrescentando ao Brasil um novo detalhe cultural.
Com toda essa miscigenação de povos e culturas, não é de se estranhar que o Brasil tenha na sua língua, costumes, religião e manifestações culturais traços únicos, que podem se assemelhar a outras culturas do
mundo, mas que sempre tem seus detalhes particulares.
A Língua
Apesar de aqui se falar o Português, Brasil e Portugal possuem algumas diferenças entre suas línguas. O português brasileiro traz a essência de Portugal, mas incorporou termos da fala das tribos indígenas e dos povos africanos.
No início do período colonial, o número de índios era muito maior que o de portugueses, por isso, a língua Tupinambá, indígena, era a mais usada e dela derivou a língua geral, que era aqui usado até o início do século XVII. Quando os portugueses começaram efetivamente a ocupar o território brasileiro, o português passou a ser língua mais usada, mas já incorporando algumas palavras indígenas. Com o início do tráfico negreiro, detalhes das línguas africanas começaram a se misturar ao português.
Hoje em dia, o português brasileiro é muito diferente do de Portugal e possui diversas alterações regionais, como o caipira (das regiões interioranas), o carioca (do Rio de Janeiro), o mineiro (de Minas Gerais), o gaúcho (do Rio Grande do Sul) e outros.
Entre as palavras herdadas do tupi, destacam-se os nomes de pessoas, como Araci, Iara, nome de estados e formações naturais, como Ceará e Ipanema, algumas doenças como catapora, e substantivos ligados à natureza, como mandioca e urupema.
Religião
O Brasil é marcado por uma grande diversidade de religiões, assim como pela liberdade de escolha e pela tolerância. A maior parte da população, 60%, é católica, uma das maiores heranças de Portugal. Mas muitas outras religiões se manifestam por aqui. Mais recentemente, começou a se manifestar no país o espiritismo, e hoje o Brasil concentra o maior número de espíritas do Mundo. O protestantismo também possui muito espaço aqui, sendo a segunda religião em adeptos; caracteriza-se pela livre interpretação da bíblia e pela grande variedade de denominações e grupos.
Também estão muito presentes as religiões afro-brasileiras, formadas por religiões trazidas da África pelos escravos e também pelo sincretismo de religiões. O candomblé é um exemplo, com cultos, cantos e danças sobreviventes da África Ocidental. Há também a Umbanda, um misto de candomblé, com catolicismo e espiritismo.
Existem ainda manifestações de muitas outras religiões, vindas dos mais diversos lugares do mundo, como o islamismo, o judaísmo, o neopaganismo ou o mormonismo.
Arte
Durante os primeiros séculos de colônia, a arte no Brasil estava intimamente ligada à portuguesa, com os movimentos artísticos europeus, como o renascimento, maneirismo, barroco, rococó e neoclassicismo.
Mas mesmo neste período uns toques típicos da cultura que aqui se formavam já se manifestavam, um exemplo são as esculturas de Aleijadinho nas igrejas de Minas Gerais ou os anjos negros nas pinturas de Manuel da Costa Ataíde.
No início do século XIX, as artes começam a ser ensinadas academicamente, e cada vez mais características nacionais, e nacionalistas, foram incorporadas, tendo como principal manifestação o romantismo, que exaltava as terras e o povo brasileiro.
Até o século XX, as artes brasileiras acompanharam as correntes européias, colocando um pouco do Brasil nelas, passando assim pelo realismo, naturalismo, simbolismo e parnasianismo, e criando grandes nomes na literatura, na pintura, na música, na escultura.
No século XX a arte no país renovou-se completamente, com o movimento Modernista, que quis criar uma arte genuinamente brasileira, buscando sua fonte na cultura popular. Esse movimento foi marcado pela Semana de Arte Moderna de 1922, quando seus principais trabalhos foram exibidos. Os artistas desta fase, como Villa Lobos, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcante, são ainda grandes nomes da cultura brasileira.
É claro que não se pode esquecer-se da cultura popular do país e de toda a arte que produz, seja na literatura, com histórias e contos folclóricos de origem indígenas; seja nas artes plásticas, com trabalhos em cerâmica; ou seja na música e na dança, onde deixa seus principais traços, criando ritmos e festivais únicos, como a bossa nova, o samba e o carnaval.