quinta-feira, 30 de outubro de 2014

HISTÓRIAS DE:
FRANCISCO ALVES DE SOUSA

(Chico do Padre – só que a razão Padre se referia ao Mons. Gonçalo de Oliveira Lima)

Francisco Alves de Sousa, conhecido na cidade como Chico do Padre, Chico da Farmácia, Chico da Sucam, Chico do Posto, Chico Cabeça Branca, Chico da Maninha, Chico Bica-Bica, tem histórias gostossisimas para contar.
Na Farmácia Iracema onde trabalhou por mais de 40 anos, certo dia um dos seus fregueses perguntou ao Chico se tinha para vender atadura, pois estava necessitando de uma por haver sofrido uma entorse no braço. De imediato Chico responde que sim, e como autentico gozador foi ao quintal da Farmácia e trouxe uma ATA (fruta) verde, dura e entregou ao freguês.
Chico ainda ao atender outro cliente que se queixava de: falta de sono não estavam dormindo bem e qual seria um bom remédio, não demorou nada e ele indica – bom mesmo pra dormir é Cama ou Rede.
Outra vez o paciente se apresenta dizendo que estava todo quebrado imediatamente Chico indica, bom mesmo, é: Cola Tudo.
Outro chega e diz que está com uma coceira danada e precisa de um bom remédio porque não agüenta mais, Chico receita-lhe dizendo bom mesmo pra isso aí, É Unha...
                       


HISTÓRIA DE JOÃO CRISTÓVÃO DE PAIVA

 João Cristóvão ou João da D. Águida como era conhecido, morou por muito tempo em Fortaleza na Rua São Paulo 1218, onde funcionava a “PENSÃO” de propriedade de sua mãe e que abrigava pessoas, estudantes, principalmente do Ipu.
Por algum tempo ali fixei residência, quando dos meus primeiros anos de estudo em Fortaleza, ainda recruta quase não conhecia nada e para melhor me adaptar fui morar lá em companhia de muitos outros filhos de Ipu.
João, além de funcionário do Excelsior Hotel, era alfaiate, costurando somente para homens.
Certa noite ao chegar do Hotel por volta de 10h. João procurou logo se recolher, era o plantonista da porta, ou seja, quem abria e fechava a porta para nós estudantes ali residentes.
Nesta noite quando chegamos da Central da RFFSA onde costumeiramente íamos esperar a chegada do Trem P6, vindo da zona Norte do Estado encontramos o nosso bom João dormindo de peito aberto, foi aí que o Gomes Farias que estava neste momento vindo da cozinha presenciou aquele momento de muito sono do João, e resolveu voltar ao local onde eram feitos os alimentos de D. Águida encontrou pendurada num prego da citada cozinha uma “fussura” ou “fissura”, e como a mesma ainda se encontrava fresca conseguiu molhar os dedos de sangue e passou no corpo de João que ao acordar e se dar conta daquele sangue em seu corpo faz um alarme dos mais incríveis correndo por todo interior da casa dizendo “Mamãe me acuda pelo amor de Deus que eu estou furado e não encontro o buraco”, quando D. Águida acorda e ver tudo aquilo diz: João isto é o sangue da “fissura”, já sei, é “safadeza” do Neném Pereira naquela época Gomes Farias era conhecido assim.
Mas tudo acabou em paz dormimos naquela noite depois de muitas risadas e gargalhadas

HISTÓRIAS DE RAIMUNDO LOPES DA SAPATARIA

Homem íntegro, austero, resoluto, estava ao lado dos mais fracos, comerciante de conduta ilibada, enfim, bom cidadão e pai de família exemplar.
Djacir Torquato, também homem íntegro comerciante, agropecuarista, sempre trabalhando nas suas várias fazendas. Chegando em casa depois de uma de suas viagens manifestou cansaço ao trabalho do campo.
Foi aconselhado ir ao médico.
Depois de fazer várias consultas, os médicos chegaram a uma conclusão que Djacir estava depressivo e precisava de um certo repouso a ponto de não poder receber nem mesmo visitas; assim foi feito Djacir recolheu-se aos seus aposentos e a família passou a fazer o tratamento indicado pelos médicos.
Djacir melhorava paulatinamente, pois as depressões sempre exigem um tratamento lento.
Raimundo Lopes sabendo do estado de saúde de Djacir foi até a residência do moribundo, ao chegar lá foi informado que as visitas estavam proibidas, mesmo assim Lopes insiste e consegue entrar no quarto do doente, ao ver o estado de Djacir exclama!... “Meu amigo DEJA”, te levanta, o Luiz Paulino que estava muito mais doido do que tu já anda por aí em todo canto da cidade, te levanta, rapaz “.
Ora meu amigo, para quem estava tão doente a ponto de não poder receber nem visitas e recebe uma dessas, é de lascar!...


HISTÓRICOS PRÉDIOS ANTIGOS
 DE IPU
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A história se perpetua pelos fatos, pelos acontecimentos, pelos costumes e tradições de um POVO.
As breves descrições aqui contidas de alguns de nossos prédios que consideramos históricos irão de certa forma alastrar os conhecimentos de muitos que não os conhecem.

PRÉDIO ONDE FUNCIONA A PREFEITURA MUNICIPAL DE IPU

O prédio onde funciona a Prefeitura Municipal de Ipu foi construído pelo Governo Estadual em 1877, sob a direção de Antonio Francisco de Paula Quixadá.
Funcionou em primeiro plano como Cadeia Pública, o local de sua edificação era um matagal sem igual.
Teve como comissão responsável pela sua construção:
Dr. Leocádio de Andrade Pessoa

Dr. Raimundo Teodorico de Castro e Silva

Coronel Felix José de Sousa
Dr. Eugenio Gomes Beco

Raimundo de Sousa Martins.

A edificação do prédio consta de um térreo que serviu por muito tempo a guarda da Policia Militar, o andar superior foi aproveitado para as atividades da Câmara Municipal, Conselho Municipal e Arquivo.
Para o lado Poente existiam 19 degraus e que davam acesso ao andar superior.
No andar inferior era destinado aos presidiários. Funcionava também o Corpo da Guarda local reservado aos Militares e seus armamentos.

Na administração do Prefeito Municipal, Dr. Francisco das Chagas Pinto o prédio passou por leves reformas cujas alterações em nada foi alterada a sua estrutura principal. As escadarias que ficavam para o lado de fora depois edificada no interior do edifício conservando as mesmas propriedades características. Isso aconteceu em 10 de novembro de 1939.

O Paço Municipal de Ipu é um marco da Monarquia em Ipu, funcionando primeiramente como Cadeia Pública. Está localizado na Praça Cel. José Liberato, no Centro da Cidade.

Continua funcionando neste prédio a Prefeitura Municipal de Ipu (2001-2004) que por algum tempo esteve desativa.
Tem um valor inestimável para história de nossa cidade.



terça-feira, 28 de outubro de 2014


...o Mello dedilhava habilmente as cordas do violão e eu um vozeirão, era o cantor-mor. Defronte a residência das garotas das quais éramos fãs, parávamos e o Mello e Eu interpretávamos os sucessos da época, principalmente músicas do repertório de Nelson Gonçalves: "Boemia", "Deusa do Asfalto", "Atiraste uma Pedra", "Renúncia" e outras.
Uma canção, uma dose de gim-tônica e a madrugada friorenta iam esquentando. Quando o cantor titular cansava, nós nos revezávamos como improvisados cantores. A certa altura, interpretávamos com nossos poucos recursos vocais, uma melodia, quando, alguém que, com certeza queria dormir sossegado, soltou um gigantesco cachorro para nos atacar. Ao depararmos com o bicho furioso, de olhos acesos, resolvemos fugir em alta velocidade para salvar a pele. No trajeto, deixamos cair às garrafas de bebidas que levamos como estimulante. Mas, o pior foi à decepção que tivemos no dia seguinte. Encontramos, no "footing" do jardim da praça, um grupo de mocinhas para as para as quais dedicamos nossos números musicais. Conversando com elas, na esperança de receber elogios, fiquei decepcionado quando uma delas assim se expressou: "Daqui uns vinte anos "talvez" você se torne um bom cantor, nem deu para saber quais as músicas que você cantou".
Depois dessa serenata frustrada, o negócio foi desistir, definitivamente, de fazer outra.
(AD, MAS é DO IPU.)



A melodia "Moonlight Serenade", de Glenn Miller e Mitchell Parish, cuja tradução para o nosso idioma é "Serenata ao Luar", uma das músicas mais lindas, é sempre requisitada nos concertos da nossa "Lira Serra Negra", que a executa muito bem, me inspirou a escrever esta crônica, cujo título deveria ser "Serenata Frustrada".
Vou relatar um fato curioso, acontecido há muitos anos, no início da década de 60.
Numa noite de inverno, reunidos no bar do Nardo Civera e do Cabeludo, o saudoso "Bar do Cinema", o Antônio Oraggio e seu inseparável violão; o alfaiate, Tanin Accorsi; o garçom do Rádio Hotel, Ari Gouvetti e eu resolvemos fazer uma serenata.
O relógio da Matriz acabava de dar as badaladas, anunciando meia-noite. Munidos de um litro de gim e algumas garrafas de tônica, partimos para a nossa empreitada romântica. Decidimos que a mesma seria lá pelas bandas do cemitério (local não muito apropriado para se fazer uma serenata, não acham?).
Caminhando pela antiga linha de trem, na escuridão (não havia iluminação naquele lugar), com um frio de derreter pinguim, fomos nós, muito animados. Aquele lado da cidade ainda era pouco habitado.
O Oraggio, que dedilhava habilmente as cordas do violão e tinha um vozeirão, era o cantor-mor. Defronte a residência das garotas das quais éramos fãs, parávamos e o Oraggio interpretava os sucessos da época, principalmente músicas do repertório de Nelson Gonçalves: "Boemia", "Deusa do Asfalto", "Atiraste uma Pedra", "Renúncia" e outras.
Uma canção, uma dose de gim-tônica e a madrugada friorenta iam, esquentando. Quando o cantor titular cansava, nós nos revezávamos como improvisados cantores. A certa altura, interpretávamos como nossos poucos recursos vocais, uma melodia, quando, alguém que, com certeza queria dormir sossegado, soltou um gigantesco cachorro para nos atacar. Ao depararmos com o bicho furioso, de olhos acesos, resolvemos fugir em alta velocidade para salvar a pele. No trajeto, deixamos cair as garrafas de bebidas que levamos como estimulante. Mas, o pior foi a decepção que tivemos no dia seguinte. Encontramos, no "footing" do jardim da praça, um grupo de mocinhas para as para as quais dedicamos nossos números musicais. Conversando com elas, na esperança de receber elogios, fiquei decepcionado quando uma delas assim se expressou: "Daqui uns vinte anos "talvez" você se torne um bom cantor, nem deu para saber quais as músicas que você cantou".
Depois dessa serenata frustrada, o negócio foi desistir, definitivamente, de fazer outra.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Revivendo o Passado.·.
No programa de domingo foi uma viagem através do túnel do tempo. Uma ampulheta misteriosa nos levou aos anos dourados-década de 50.
O túnel veloz nos lançou no Quadro da Igrejinha, palco de um mundo encantado com Japonesas singelas e riso do praro,tamarinas maduras, jasmim Caetano e uma flor chamada saudade.
Foi uma viagem verdadeira. As mesmas músicas, as mesmas praças, a mesma lua saudosa e, o que é mais importante, os mesmos amigos num reencontro inesquecível.

Revi o casarão do “Seu João Camelo” cheio de juventude e de alegria. Parece que estava vendo a reunião nas tardes de domingo para assistir a passagem do trem. Não vi as minhas amigas, mas ouvi as suas mensagens. Ainda um pedacinho de “Madressilva” cantada por Leleis e não entendi porque foi retirada a gravação. Ouvi a poesias belíssima de Laís Mourão. Ouvi a sempre bela Sinhazita com os seus olhos maravilhosos descerrando a janela da vida, poesia que tanto nos emocionava. Revivi com a Tesinha e Tisinha, o Orfeão de Dona Valderez nos seus bons tempos da Marcha para o Oeste, Farinhada, Jangadeiro, Vatapá e tantas outras canções. Intercalando o programa, a mensagem segura e competente da Natália que relembrava a cada instante o que fomos e o que somos.
Obrigada, amiga, pele felicidade que nos proporcionaste. A Conceição, a cultura personificada, falando das coisas mais simples e mais importantes de um mundo feliz: Seá Romana e Madrinha Antônia. À Conceição um grande abraço.
Que saudades, meu Deus! Ao ouvir o meu irmão Tratais tocar com tanto sentimento a sua flauta e o seu realejo. Saudades da casa que nos viu nascer, do Quadro que abrigou os nossos primeiros passos e acalentou as nossas primeiras ilusões. Parece que estava vendo Papai, a mamãe, o Gilberto, o Francisco, a Maria Luiza, o Paulo e Delourdes, o Getúlio, Ana Lucia e a Sulamita, esta que hoje vive no seio de Deus.
E os meus olhos encheram da lágrima ao recordar a amplificadora de São Sebastiao com as lindas músicas dos cantores da época. O Tatais, o eterno trovador, nos levou a um mundo que jamais poderá sair dos nossos sentimentos. Lembre-me também, das coroações do mês de maio, quando oferecíamos flores orientadas pela Laura Aires e Dona Maria Assis.
Lembrei-me dos anjos bonitos que ficavam no altar: Graziela Sara e Marta Evangelista, Terezinha do seu Edgar, Sofia e Florinda Felizola, Martinha Marinho, que hoje é anjo lá no céu, e bem no centro, a Helena Aires com sua voz doce a afinada coroando Nossa Senhora. Saudade palavra que nos faz sofrer, mas que desafoga a alma num pranto solto e espontâneo...
Eu não estive no Quadro naquela noite, mas ouvi tudo, através do programa Revivendo o Passado, de nossa Rádio Iracema.
Peço a Deus que esse programa nunca se acabe. Francisco Mello, que nunca te falte forças nem sentimentos.
Teu grande programa é uma aula de cultura para nossa terra. Que a juventude busque o reencontro da verdade e não desvie a sua rota rumo a valores duvidosos. Precisamos salvar o que é nosso, precisamos amar nossas raízes, precisamos colocar nos olhos a nossa própria alma. Ipu, 05.05.90

Eunice Martins

Jeremias Catunda!!!
Meu caro Professor Francisco Melo
Estou acompanhando, há alguns domingos, seu maravilhoso programa de saudades pela Rádio Iracema, uma apresentação que exige talento, versatilidade, o que você possui “dublê” de professor e radialista, já que da música saudosista não se pode eximir a poesia.
E como recordo das minhas andanças de rapaz, nos anos pouco antes de 50. Aí: Bar Cruzeiro, Tamarindo, festas de são João na Quadra do saudoso Tiro de guerra do Ipu, com o pistom do Zé Peba, o saxofone do Cireneu, trombone do Romualdo e a voz maviosa de Wilson Lopes.
As nossa farrinhas com o João Mozart, João Aragão, Gessy,LuizAlberto,Nivando,Zezé Carlos, Antônio Camelo e aquele “time’  de garotas de capa de revista como Leleis,Melizante,Silvia Tavares, Carmelita, Maria Alda, e Laís Mourão.
Que tempo, meu caro professor Chico Melo! E mais: olha ninguém, pode tirar do livro da história da antiga Ipu uma página a velha Mangueira, Mangueira do amor livre e sensual, do amor horizontal, como diria o poeta, que hoje talvez não dê mais frutos, ou frutas, meu caro Chico Melo!
Oh1 tempo que tudo destrói, porque também não varres da minha memoria toda lembrança do passado?
Um abraço de estimulo, para você, Chico Melo e uma modesta colaboração ao seu simpático programa, na sextilha que se segues:
Nas noites de lua cheia
A Bica é um lira de prata
Soluçando das alturas
A sinfonia da mata
Saudades de Iracema
Virgem filha da cascata.

Ipu, 21 de janeiro de 1990. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014


Primeiras Trilhas Ecológicas de Ipu.
Iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente
Secretário: Antonio Carlos Amarante da Silva.
Ipu-CE. Ano de 2009.

Propões-se o Secretário Carlos Amarante criar várias trilhas ecológicas no nosso Municipio.

Dentre elas figuraram no seu programa de governo do Municipio de Ipu a trilha a antiga Usina Hidrelétrica de Ipu.

Trilha da Usina Hidroelétrica. 

Em 1931 os senhores gestores municipais valendo-se do nosso potencial energético resolveram instalar um sistema HIDROELETRICO que pudesse aproveitar as águas que banham o Ipu se desprendendo perenemente da Serra da Ibiapaba.

Foi organizada uma Sociedade constituída por; José Tomé de Sabóia (Fortaleza) Oscar Coelho (Ipu) e Joaquim Sebastião Ferreira (Fortaleza) este último cognominado de o “Homem da Luz”. Senhor, Joaquim era casada com a distinta filha de tradicional família de Ipu Soares Oliveira D. Chiquita Soares assim era conhecida em nossa terra.

O nome da firma ora criada ficou assim denominada “Coelho, Ferreira e Companhia”.
Foram iniciados os preparativos. De imediato foi feita a aquisição de um possante motor de Marca “Bataclan”, de origem Alemã.

Estando tudo pronto no dia 20 de setembro de 1931 o Interventor Joaquim de Oliveira Lima, grande ipuense e empreendedor, autorizou o procedimento inaugurativo do grande evento, caso inédito em toda Zona Norte do Estado do Ceará. IPU era iluminada pela Força Hidráulica vinda do alto das serranias. .

E às 18horas com a autorização do Prefeito Joaquim Lima o Sr. Oscar Coelho proferiu o discurso dos altos do Coreto do Jardim de Iracema pronunciando a seguinte expressão: “EIS A LUZ”; neste momento foram muitos aplausos, buzinas de carros ecoaram em toda cidade, máquinas de trem que se encontravam na Estação Ferroviária apitaram, os Sinos Repicaram, Fogos de Artifício explodiam no ar, e as Bandas de Música tocaram Marchas e Dobrados e etc.

Hoje numa arrancada para o resgate de nossas raízes, está, pois a Secretaria do Meio Ambiente criando uma Trilha Ecologia nos caminhos de nossa saudosa Usina Hidráulica ainda com alguns vestígios de suas origens.

Será um percurso que começará pelo poético Gangão onde ainda escoam as águas benditas de nosso Ipuçaba, não obstante outros córregos nos caminhos da trilha.

Está, pois criada a cidade a idéia de um extraordinário e significativo feito para nossa história para o nosso Povo.

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Trilha da Escada de Pedra.

Outra trilha que a Secretaria do Meio Ambiente se propõe a fazer é a da famosa Escada de Pedra, destacada pelo íngreme percurso até chagar a Várzea do Jiló.

Terá inicio logo após o Balneário, e a sua extensão é de aproximadamente de 01 km.

No trajeto da Trilha ora descrita encontramos a Pedra do Descanso, uma local que paramos para a devida pausa e contemplação do alto das serranias a nossa encantadora cidade.

Em seguida cumprimos mais uma pequena jornada e chegamos ao Poço do Guerreiro onde suas límpidas águas escoam formando a decantada Cachoeira do Urubu onde hoje é a AABB da Serra.


Ainda sobre a escada de Pedra, e no que diz respeito à fabulação, que nas proximidades da cidade de Ipu, ao sopé da Serra Grande e denominada em suas faldas, deságuam as águas do Riacho Ipuçaba, que formam a nossa conhecidíssima “Bica do Ipu”. Reza a tradição lendária que, certa feita, um jovem par, casado às escondidas da família, descia a famosa escada de pedra que liga o vale ao alto das serranias. E numa fração de segundo, o jovem é lançado despenhadeiro abaixo... Anos depois, era sempre observada à tardinha a reprodução da tragédia... Haviam casado na manhã do trágico dia e afirmavam as más línguas que fora a noiva que empurrara o jovem sertanejo...  

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Ladeira da “Lasca da Velha”, oficialmente hoje conhecida como Ladeira de São Sebastião.

Situa-se na Serra da Ibiapaba.  Começa no local conhecido por “Quebradas” e se prolonga até as imediações da localidade de Riachão já nas proximidades de nossa cidade.

Será uma trilha de muita significação econômica para a nossa Ipu. Por muito tempo foi um veículo de escoamento de produtos como: óleo de mamona, coco, tapiocas, frutas em costas de animais, cebolas e alho, coentro e outros produtos similares. Era verdadeiramente bucólico o comércio feito pela nossa Ladeira chamada Lasca da Velha.

O local em certos momentos se apresenta não muito íngreme, onde encontramos no seu percurso vestígios de um velho calçamento, cruzes de pessoas que por lá desapareceram e marcas dos Cavorteiros nas toscas pedras do trajeto da ladeira.

Era comum nas noites de sexta para sábado ou mesmo pela madrugada vermos os transeuntes comerciante descendo a ladeira com uma lamparina ou bibiana para fazer a iluminação do seu trajeto, não muito desconhecido era quando das festas religiosas na nossa Ipu, logo após as novenas as pessoas que vinha assitir o ritos sagrados da Igreja voltava com as suas luminárias na cabeça, assentido pelos ipuense que ficavam em suas calçadas vendo a écloga procissão de luzes rumo a nossa Serra.

Uma panorâmica se descortina numa pedra grande que vamos denominá-la de Pedra do Descanso onde a visão é de uma bela raridade quando ao longe vislumbramos a nossa cidade.

Vem oportunamente esta Trilha resgatar as nossas memórias e raízes não tão distantes, mas teen um enriquecimento Cultural e Turístico dos mais expressivos dignos de quem a conhece.

A sua extensão é aproximadamente de 01 km

Ipu, 09 de fevereiro de 2009.













O Cruzeiro (BRZ), também conhecido como cruzeiro "antigo", foi a primeira moeda a utilizar os centavos no Brasil, sendo que esta moeda foi emitida em substituição ao padrão Mil-Réis, em vigor durante o período colonial, a monarquia e também durante as primeiras décadas do período republicano.
Esta moeda vigorou durante o período compreendido entre 1 de novembro de 1942 a 12 de fevereiro de 1967, quando por conta da alta da inflação ocorrida em especial nos anos 50 e 60, houve a necessidade de readequar a moeda para haver uma contabilidade mais adequada das somas, que estavam cada vez mais vultosas por conta do descontrole monetário.
Por conta deste fato, foi criada a moeda transitória Cruzeiro Novo, que tinha o valor de 1.000 Cruzeiros "antigos" e se destinava a circulação até que as novas cédulas, lançadas em 1970 e emitidas pela Casa da Moeda do Brasil, entrassem em circulação.
Origem do nome[
Uma das primeiras sugestões de Cruzeiro para nome de moeda no Brasil foi feita pelo economista Carlos Inglês de Sousa em novembro de 1926 no seu livro Restauração da Moeda no Brasil, onde retomava sua preconização para a melioração da moeda (já exposta em 1924 no seu outro livro A Anarquia Monetária e suas Conseqüências1 ) e onde propunha se substituir a unidade mil-réis pela de Cruzeiro, se este for o nome escolhido 2
Contudo, o nome Cruzeiro já havia sido proposto por Américo Lobo, conforme consta nos Anais do Senado Federal do Brasil, no dia 21 de Setembro de 1891, em substituição ao Real, nomenclatura considerada por alguns, à época, uma herança portuguesa indesejada.
Projetos[editar |
Antes da adoção efetiva da moeda, havia o projeto de tornar conversível o Mil-Réis.
No entanto, estes projetos esbarravam no fato de circularem várias emissões diferentes no mercado, emitidas pela Caixa de Conversão, pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro Nacional, tornando difícil que se organizasse tudo em um único padrão, em especial pela ocorrência de ágio entre as cédulas conversíveis e as não conversíveis em ouro.
Com o interesse de se organizar melhor as emissões de papel-moeda, houve o projeto de se criar o Cruzeiro de Ouro, que teria a sua cotação estabelecida no valor fixado de 10 mil réis "inconversíveis".
No entanto, por conta do Crash de 1929 e da Revolução de 1930 esse projeto foi abandonado e somente em 1942 foi lançado o Cruzeiro como substituto do mil-réis, com a diferença de que o Cruzeiro, emitido em situação de guerra, não era conversível e era equiparado a moeda antiga na razão de um cruzeiro por mil-réis.

Cédula de um cruzeiro.
Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros, sendo que as notas de 1, 2 e 5 cruzeiros só foram introduzidas por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão de moedas metálicas.
Terceira estampa da cédula de cinco cruzeiros, a nota do índio.
Além disso, foram emitidas cédulas do tesouro nacional nos valores de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 mil-réis com o carimbo de uma rosácea no qual se constava os valores respectivos de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 cruzeiros.
Também devido ao esforço de guerra, antigas notas de 1 mil-réis emitidas pelo Banco do Brasil, em 1923, que estavam em depósito foram reaproveitadas e colocadas em circulação em 1944 com o valor de 1 cruzeiro. Ao contrário das cédulas de mil-reis emitidas pelo Tesouro Nacional, estas não tiveram nenhum tipo de carimbo ou marcação na nova unidade.5
A primeira estampa das cédulas foi encomendada a American Bank Note Company, enquanto que a segunda, com pequenas modificações e sem o valor de 1 cruzeiro, foi encomendada a Thomas de La Rue & Company Limited e emitida a partir de 1949.
Em 1961, sob este padrão, houve a primeira experiência de emissão de cédulas por parte da Casa da Moeda do Brasil, que emitiu a terceira estampa da nota de 5 cruzeiros, que passou a ser conhecida como a Nota do Índio.

Frente da nota de dez cruzeiros
Parte de trás da moeda de dez cruzeiros
Por conta da inflação, a nota de 5.000 cruzeiros foi lançada em 1963 e a de 10.000 cruzeiros em 1966, sendo mantido o esquema das cédulas anteriores, ficando a primeira estampa a cargo da American Bank Note Company e a segunda estampa a cargo da Thomas de La Rue.
As últimas cédulas deste padrão serviram de objeto ao padrão transitório chamado Cruzeiro Novo, que era equivalente a 1000 cruzeiros ou a 1:000$000 (um conto de réis), sendo emitidas cédulas carimbadas com os valores de 1, 5 e 10 centavos (10, 50 e 100 cruzeiros - 2ª estampa), 50 centavos (500 cruzeiros - 1ª estampa), 1, 5 e 10 cruzeiros novos (1.000, 5.000 e 10.000 cruzeiros - 1ª estampa).
Ainda em 1967, foram lançadas as notas da 2ª estampa de 10.000 cruzeiros, TODAS com o carimbo aposto do novo padrão.
Todas as cédulas pertencentes a este padrão perderam o seu valor legal entre 1972 e 1975.
As moedas foram emitidas inicialmente nos valores de 10, 20 e 50 centavos, bem como nos valores de 1, 2 e 5 cruzeiros, tendo suas emissões durado entre o período de 1942 e 1961.

As moedas de centavo perderam o valor no ano de 1964 e no ano seguinte foram lançadas as moedas de 10, 20 e 50 cruzeiros, que foram as primeiras a serem emitidas pelo Banco Central do Brasil e que acabaram por perder o seu valor 1 ano após a adoção do padrão Cruzeiro Novo.

Ipu suas Origens!
Era o Ipu com suas casas baixas com calçadas altas, que ao lusco-fusco as famílias existentes no pequeno núcleo, colocavam cadeiras nas calçadas para um “bate-papo” amigo com os vizinhos.
Era o Ipu dos coronéis:
·        Cel. José Liberato de Carvalho
·        Cel. Félix José de Sousa
·        Cel. Pedro Aragão
·        Cel. Liberalino Dias Martins
À sombra do velho tamarineiro muitos deles se reuniam para o tradicional jogo de “cartas de baralho”.
Era o Ipu que ainda conservava a beleza do luar, refletindo suavemente sua claridade argêntea na encantadora Bica que se desprende da Ibiapaba.
Era o Ipu das noites bonitas, das velhas valsas, das serenatas de amor, corações que cantavam ao dedilhar violões, na quietude das noites.
Era o Ipu do piar saudoso do passaredo, ao pôr do sol.·.
Era o Ipu do Quadro da Igrejinha, da rua da goela , casas de taipas e casarões dos coronéis espalhados pelas imediações daquele núcleo.
Era o Ipu das famílias de destaque:
Família Coelho, na pessoa de General Coelho, que aqui se localizou vindo de Portugal.
Família Sousa, na pessoa do Cel. Felix José de Sousa.
Família Aragão, oriunda da província de Aragon, na Espanha. Na pessoa do Cel. José Raimundo Aragão Filho.
Família Martins, tronco da família – Cel. Manuel Martins Chaves, de Penedo (Alagoas) colono português de largas posses.
Família Oliveira Lima  - origem Tenente Coronel José Soares de Sousa Fogo – Tenente Coronel – título adquirido na Guerra do Paraguai. Veio Evangelina imediações de Ipu.
Famílias – troncos de uma grande geração.
Era o Ipu, dos lampiões de gás localizados nas entradas da vila-cidade e quatro lampiões na Igrejinha.
Quantos acendedores de lampião tiveram...
Era o Ipu que começava a ler sua primeira cartilha na escola do Professor Binga, do Mestre Antônio, do Professor Jorge Pinheiro, da Professora Raimunda Joana, etc.
Era o Ipu que ao badalar do sino da Igrejinha, despertava na esperança e acordava na fé.
Era o Ipu do glorioso São Sebastião – a figura imponente a bravura jovem, o grande soldado de Cristo, que se tornou Padroeiro desta terra.
Era o Ipu – do Pe. Francisco Corrêa de Carvalho e Silva – primeiro vigário desta gleba, que deixou o amor de Deus gravado no Tempo e estampado em cada página do evangelho da vida do povo simples.
Era o Ipu do Capitão Liberalino Dias Martins, negociante abastado, braço forte do Pe. Corrêa, que não media sacrifícios, dando tudo de si para dar grande esplendor e realce às solenidades em louvor a São Sebastião, sobressaindo a “entrega das noites” durante o novenário, que se vestiam de muita pompa.
Era o Ipu da primeira banda de música, organizada por R. da Silva Loureiro que animava as festas daquele pedacinho de chão, circundando de canaviais verde-pálidos.
A natureza, porem, foi lhe prodiga, emprestando-lhe certa graça, um quê de encanto, com a fertilidade de seus terrenos.

E o Ipu foi crescendo e abriu o grande livro de sua história nas páginas do tempo e escreveu um poema sobre o passado longínquo...

O PRIMEIRO AUTOMÓVEL E O PRIMEIRO CAMINHÃO NO IPU.
O engenheiro João Thomé de Saboia, após tratar as obras de prolongamento da estrada de ferro de Sobral até Crateús, no ano de 1909, chega à primeira vez na cidade de Ipu, em um trem especial, desembarcando com seleta comitiva. Foi essa comitiva recepcionada na casa do coronel José Liberato de Carvalho. No trajeto da estação até aquela residência, as ruas foram enfeitadas de palhas de coqueiro, em duas alas.
Na parte final do trem.

(Fonte: Livro Ipu do meu Xodó)

terça-feira, 21 de outubro de 2014


NOS MEADOS DO SÉCULO XIX
Diziam os nossos avós que os cruzeiros erigidos na entrada dos lugarejos eram exaltados pelos sacerdotes itinerantes, nos sermões que faziam, durante sua permanência em cada lugar. O cruzeiro servia para impedir a entrada do satanás e exatamente assim a crença ia passando de geração a outra. Ipu também foi contemplado. Se foi o Frei Mansueto, como querem alguns, ou qualquer outro – não se tem certeza - , mas o certo é que um deles deixou um cruzeiro na vila.
Atribui-se que o acontecido se deu na década de 1840, quando começaram a aparecer em localidades do interior cearense, aqui e acolá, os célebres (porque eram raros) frades da Ordem dos Capuchinhos, missionários em “desobriga” do vasto território habitado por indígenas.
Impossível é determinar a data exata, pois em nossa terra não existe arquivo nenhum onde se possa conseguir algo de positivo para está questão. É sempre naquela base do “mais ou menos”, ou então se aplicando o “anteriormente” e o “posteriormente”, para não perder a caçada. Mas o cruzeiro da cidade de Ipu foi demolido durante a seca de 1919, exatamente quando outro foi colocado lá no alto, em frente ao cemitério atual. O local primitivo ficava na Praça Abílio Martins, nas imediações do Jardim Iracema, dando frente para o nascente.

O terreno era acidentado e de pequena elevação, a qual impedia a visão da estrada de ferro, com suas locomotivas alcunhadas de marias-fumaças. Mais ao lado, existia uma traçadeira de cal, nas proximidades da casa do coronel Sebastião Manoel, hoje o belíssimo prédio que residiu Dona Leopoldina Dias Barbosa, conhecida por Preta. Com a reforma da praça, verificou-se outro aspecto, que fez desaparecer relíquias do passado.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014


TRINCHEIRA NOS ALICERCES DA IGREJA
Naquela época, o Ceará estava pegando fogo! Era governador o cearense e coronel-de-exército Marcos Franco Rabelo, e dominavam, no tempo, dois fortes partidos: os Marretas e o Democratas. Tivera fim a Revolução de Juazeiro e acontecera a deposição de Franco Rabelo.
No interior do Estado, a situação era por demais melindrosas. A perseguição aos opositores era incrível. Houve uma pacificação entre duas correntes, e, por isso, até desavenças no seio familiar de cada uma delas. Cada qual queria ser mais poderosa e mais valente. Os inconformados com a perda do poderio e do prestigio político antes absolutos, procuravam por todos os meios perseguir os adversários, auxiliados pela polícia desenfreada, composta em sua totalidade de cangaceiros armados, afeitos ao crime. Pisavam o pé de um adversário, de firme proposito, e no caso de este se incomodar com a grosseria... “o cacete cantava”. Era assim o nosso Ceará naquele tempo!
Como já frisei lá nas bandas do Juazeiro de Padre Cícero, aportaram nesta cidade, como policiais do destacamento, quatro soldados de nomes Assunção, Mó, Pereira e Batista, sendo que o primeiro era sargento e comandante do destacamento, composto por jagunços sanguinários.
Não demorou muito, o novo destacamento policial entrou na dança das desordens, começando com Luiz Clemente (Catuaba) e Pedro dos Santos, que no mercado público foram moralmente desfeiteados e espancados.
Dias depois, oito de dezembro, no bilhar de seu cunhado, coronel José de Farias, o soldado Pereira aproximou-se de Osório Martins, que se encontrava no balcão do estabelecimento, com indagações fúteis e sem qualquer explicação, passou a espanca-lo violentamente, sob os olhares incrédulos das demais pessoas ali presentes. Osório, que pertencia à numerosa família, além de ser membro da oposição da politica local, era do Partido Democrata e obviamente desprestigiado pelo Governo do Estado.
A noticia da bela surra que Osório levara do policial espalhou-se rapidamente por toda cidade, surgindo comentários de que seu tio João Martins, da Jaçanã, bastante conhecido na região, logo que soubesse do acontecido viria revidar a desfeita ao sobrinho.
Dito e acontecido. Um “positivo” foi expedido relatando o fato e quando João Martins recebeu a carta, logo se preveniu de seus cangaceiros e de outras pessoas amigas, fornecendo-lhes arma para vir ao Ipu proceder à vingança, qual fosse matar o autor da agressão, no caso o jagunço, embora soldado.
No dia seguinte nove de dezembro de 1914, pelas cinco horas da manhã, o grupo comandado por João Martins deu entrada na cidade, todos montados em cavalos e fortemente armados. Investiram atirando contra a cadeia, julgando que os soldados estivessem ali aquartelados.
Antônio Rodrigues, conhecido por Chapéu Grande, cangaceiro famigerado e temido, em companhia de outros, entrincheirou-se nos alicerces da igreja a ser construída, que ficava no alto da praça da cadeia, atirando de pontaria. Dois dos soldados conseguiram se aproximar da cadeia e da calçada atiraram em direção ao nascente e também para o lado norte, no rumo dos alicerces, de onde vinham os balaços de Chapéu Grande e seus companheiros.
No resultado do fogo, morreu o soldado Batista. Só que os atacantes não fizeram o serviço direito, como o desejavam, porque o pessoal do grupo desconhecia por completo onde ficava o quartel dos policiais. Também pela incapacidade de Jandaia Passos, que se juntou ao grupo, mandando abrir fogo logo ao entrar na cidade, o que tornou difícil a realização e o desejo do coronel João Martins.

Pelas tantas das nove horas, o fogo terminou e se fez a retirada do grupo, de volta à Jaçanã. Antes cortaram os fios do telégrafo da Estação Ferroviária de Sobral, a fim de evitar as comunicações com a capital.