quinta-feira, 4 de abril de 2013


Jardim de Iracema.

Conheci a Avenida Iracema, quando existia ainda o velho Coreto. No centro da Avenida se destacava aquela peça arquitetônica, onde os músicos da cidade com sua bandinha se reuniam para as memoráveis retretas. Servia ainda o singular monumento para reuniões de políticos, não deixando também de servir à meninada que brincava descontraidamente às vistas do Sr. Chico Pedro. (Servente da Avenida)
Ao redor do Coreto ficava o jardim, de flores belas de magnólias e bogarís exalando o mais suave perfume aos seus viandantes.
As flores de nove horas era uma constante no tapete verde pálido da Avenida, o gradil de arame liso separados por uma estaca e outra, era outro símbolo.
Os casais de namorados ali se encostavam para suas trocas de juras de amor. As juras de amor são sempre boas e agradáveis para os corações apaixonados.
O perfume dos Jasmins Estrelas cobria a pequena Praça com seu odor penetrante que ainda hoje nos deixa uma grande saudade.

O passeio era longo, e nós rodávamos a todo instante aquele local prazeroso e de raro encanto. 
Os postes para iluminação do Jardim eram de uma originalidade bem romântica, pois as suas luzes emitiam de globos de formas arredondadas, lisas, que davam um ar de nostalgia e beleza ao logradouro.
Descrevo aqui a Avenida de Iracema, a Primeira, aquela do Coreto, as modificações ali realizadas são um contraste à sua originalidade onde não existe nada da antiga e verdadeira avenida de Iracema.
Na sua penúltima reforma ficou mais parecida com esconderijos preparados para ataques à “BALA", e não aquele sonhador logradouro de flores perfumados, de músicas suaves de gente que era gente.
Agora no ano de 2006 foi feita nova reforma. Desta feita com uma construção de um calçadão, descaracterizando toda a originalidade do nosso logradouro, existindo ao lado da Praça ora reformada a Índia Iracema de tamanho médio e o Guerreiro Branco. Antes o cenário composto de Coreto, Cerquinha de Arame Liso, de Flores Belas e perfumadas e de Bancos de Madeira que eram símbolos de um Povo digno de uma Praça que se tornou história para todos ipuenses.



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