terça-feira, 30 de abril de 2013



HUMOR
Dois conhecidos se encontram de manhãzinha na rua:
- Rapaz, que pressa é essa?
- Vou correndo ao trabalho. Já estou atrasado.
- Trabalho? Não me diga você trabalha?
- Claro que sim. E você, não trabalha?
- Nem eu, nem você. Ninguém trabalha.
- Calma lá, eu trabalho sim senhor!
-Então vamos ver. Quantas horas você trabalha por dia?
- 8 horas.
- Muito bem. O ano tem 365 dias de 24 horas. Se você trabalha 1/3 do dia, 1/3 são 121 dias por ano.
- Certo.
- E quantos domingos há no ano?
- 52.
- 121 menos 52 são 69. Você só trabalha 69 dias por ano.
- Tá..
- Quantos dias de férias você tem?
- 30 dias.
- 69 menos 30 são 39, portanto você só trabalha 39 dias por ano.
- ??
-  Contando o Natal, o Ano Novo, Sexta-Feira Santa, aniversário da cidade e outros babilaques, nós temos 12 dias de festas, nos quais não se trabalha. Portanto, 39 menos 12 são 27. Você só trabalha 27 dias.
- !!
- Sábado, você só trabalha 1/2 expediente, certo? Meio dia durante o ano são 26 dias, não é verdade?
- Exato.
- 27 menos 26 resta 1. Você só trabalha 1 dia por ano.
- De qualquer forma eu trabalho um dia no ano. Preciso ir andando.
- Aí é que está o seu engano. Esse dia que sobrou é o dia 1º de maio, Dia do Trabalho e nesse dia ninguém trabalha.


CULTURA
Francisco Mello

Ação ou maneira de cultivar a terra ou certas plantas: a cultura de um campo, a cultura do café. – Categoria de vegetais cultivados: culturas forrageais. Terreno cultivado: a extensão das culturas.

Arte de utilizar certas produções naturais: a cultura da seda. Criação de certos animais, ex: a cultura das abelhas.

Estudo, aplicação do espírito a uma coisa: a cultura das belas-artes, a cultura, a cultura das ciências. Desenvolvimento que se dá assíduos às faculdades naturais: as belas-artes elevam alma, a cultura do espírito enobrece o coração; Por aquelas regiões haviam noutro tempo demoradas tribos adiantadas em cultural intelectual.
Apuro, esmero, elegância: a cultura do estilo da linguagem. O sistema de atitudes, instituições e valores de uma sociedade, no sentido sociológico e intelectual.

A Cultura se Manifesta de várias formas:

Cultura Musical,
Versa especialmente sobre a música propriamente dita, no que diz respeito a canto, composições, estudos das teorias e de instrumentos.

Cultura das Artes Plásticas, diz respeito à pintura e escultura. Uma cultura que visa como as outras muitas criatividades através do pincel e utensílios outros de escultura.Esta cultura também se relaciona com a criação dos artesanatos muito em evidência nos nossos dias.

Cultura da Arte Literária, uma cultura muito peculiar daqueles que teen na mente o poder da criação através dos versos, das poesias líricas e românticas, modernas com rima e sem rimas, com métricas e sem métricas. Observamos também este tipo cultural através da escrita feita em prosa e outras mais. (É o Poeta, a Poetisa...).

Cultura da Arte Teatral consiste em fazer teatro, apresentações, peças dramáticas, monólogos, diálogos, enfim tudo que venha se manifestar através da mímica, da fala e muito especialmente da expressão corporal que muito contribui para o bom desempenho do ator ou atriz nas horas e momentos de apresentações.

Cultura da Arte de Dançar, uma prática que desenvolve a beleza do corpo em passos rítmicos deixando um encanto sem igual nos trejeitos corporais quando fluem os movimentos para cada ritmo escolhido para dançar.




Mais um ano a Associação Filhos e Amigos de Ipu - AFAI realizou na cidade de Ipu, no quadro da Igrejinha, mais uma tradicional "Festa do Reencontro", atrações musicais e exposição de artesanato marcaram esse que já entrou no calendário sociocultural do município de Ipu.

Todos os anos ipuenses que residem em outras cidades e até mesmo em outros estados e países fazem questão de participarem da "Festa do Reencontro" a intensão é descontrair e rever os amigos e conterrâneos que chegam a passar anos sem vim a terra de Iracema.

A idealização do evento partiu do Professor e Acadêmico, Francisco de Assis Martins (Prof. Chico Melo) que ha mais de dez anos, quando iniciou pela primeira vez, não esperava que o mesmo se tomasse de uma importância tão grande, como é nos dias de hoje AFAI ela engrenou a festa em nossa cidade, de uma forma intensa, que já faz parte do calendário e das atividades sociais do município “explica o ex presidente da AFAI.

Anualmente a AFAI durante a "Festa do Reencontro" outorga a "Comenda de Prata" a ipuenses ou amigos que se destacaram como memórias vivas da história ou da vida artística e literária da cidade, nesse ano de 2012, o filiados da associação escolheram para receber a comenda as famílias do músico ipuense, recentemente falecido, José de Alencar Soares, um dos maiores violonistas do Brasil e da professora Maria Vasconcelos Aragão.

Outro prêmio entregue durante o evento é o "Troféu Iracema" que é uma homenagem em vida, aos ipuenses ou amigos do Ipu que se destacaram em algum dos diferentes ramos profissional ou cultural, para 2012 os agraciados escolhidos através de votação foram os ipuenses: O Juiz de Paz, José Gessy Torquato e o professor aposentado, Francisco de Assis Martins (Prof. Chico Melo).

As atrações musicais ficaram por conta dos talentos genuinamente ipuenses: A banda de pop rock, Toxemia, o grupo de pagode, Raça Líder, a orquestra de câmara, Saxteto; grupo de chorinho, Choro Feliz e por fim o sanfoneiro Carlinhos Sampaio e o forró Pele Macia.

segunda-feira, 29 de abril de 2013


José Gentil Paulino.
(Zeca Paulino)

José Gentil Paulino era filho natural de Guaraciaba do Norte. Nasceu em 05 de setembro 1880, veio para Ipu em companhia do seu Tio Sr. Odulfo Carvalho, quando ainda era muito criança. Fez os seus primeiros estudos aqui no Ipu e já em 1915 se tornara comerciante de largas posses. Em seguida contraiu matrimonio com Ilda de Sousa Paulino filha de: Porfírio José de Sousa. Do seu casamento nasceram os filhos Francisca Neuza, Luis de Sousa Paulino Nepomuceno, Porfírio de Sousa Paulino, Manoel de Sousa Paulino, José Osmar Paulino, e Amauri Paulino.
Tenente da Guarda Nacional título adquirido durante a Guerra do Paraguai.
Exerceu a função de comerciante Ambulante para depois se tornar forte agropecuarista sendo possuidor de várias fazendas no nosso Município.
Ingressou da política no partido UDN, levado pelo renomado e autentico político Abdoral Timbó. Foi vereador em várias legislaturas. Foi Prefeito Municipal por nomeação da Câmara Municipal, muito conceituado no meio intelectual.
Como Prefeito realizou vários trabalhos especialmente aqueles ligados ao campo como: estradas, ladeiras, semente para os agricultores, cuidou do Riacho Ipuçaba, dispensou impostos de comerciantes de pequeno porte e sempre dava assistência ao povo pobre, arranjou o terreno onde funciona a Escola Murilo Aguiar, foi sócio fundador do Grêmio Ipuense e do Clube Artista Ipuense.
Passou logo depois para outra sigla partidária o PSD.
Coube-lhe a honraria de receber o nome de uma Rua no Bairro do Reino de França, localizada entre a Travessa Ibiapaba e a Rua Farias Brito.
Foi nomeado pelo Engenheiro Civil João Thomé de Saboya e Silva Presidente do Estado Ceará 3º Suplente do Juiz Substituto do termo de Ipu em 02 de janeiro de 1919.
Festejou suas Bodas de ouro, 50 anos de casado no ano de 1955. Em sua residência, situada a Praça Abílio Martins, com uma missa celebrada pelo virtuoso Sacerdote ipuense Francisco José de Aragão e Silva.






Praça Cel. Felix de Sousa Martins, junto a Rodoviária que tem o mesmo nome.
Cel. Félix de Sousa Martins
Filho de José Martins Pereira e Maria Francisca de Sousa. Nasceu em 14 de outubro de 1848, na Fazenda Irapuá, hoje, Pires Ferreira.
Contraiu matrimônio em 1869 com Maria Verônica de Sousa do qual teve treze filhos: Verônica, Maria Bela, Sebastiana, Maria Cecília, Antônia, Ana (Donana), Raimundo Martins, Elmiro, Gonçalo Martins, Francisco Martins, João Martins, Félix Martins Filho, José Martins.
Viuvou em 1924, casando-se no mesmo ano com Éster de Sousa Martins e logo aumentou sua família, tendo mais três filhos: Josefa, Maria e Félix Martins Segundo.
Em 1885 edificou em sua fazenda Lages um engenho onde fabricava rapaduras e aguardente. Nos anos seguintes construiu dois açudes e uma barragem que muito beneficiou a comunidade local e circunvizinha.
Em 1910 arquitetou uma fábrica de descaroçar algodão puxado a boi e outra de curtume beneficiamento de couro do gado. Destacou-se também pela dedicação a pecuária e a lavoura.
Foi coronel da Guarda Nacional e primeiro prefeito eleito por votos em Ipu.
Em 24 de maio de 1941, Ipu perdeu este grande empreendedor, exemplo dignificante, líder e cidadão, honraria moral que norteia, incentiva e impulsiona o clã dos MARTINS ao caminho do bem, quais irmanados, referenciam-lhe a memória e o reconhecimento como seu autêntico paradigma “PATER FAMILIAE”.
(Biografia foi extraída do Site da AFAI)
Esta Praça foi construída na Gestão do Prefeito Sávio Pontes e inaugurada no dia 23 de Agosto de 2009.




ABÍLIO MARTINS
  
Extraído de:
TIGRE, Bastos; SOLDON, Renato.  Musa gaiata (Antologia da Poesia Cômica Brasileira). Edição completa.  Rio de Janeiro: Editorial Unidade Limitada, 1949.            130 p   [CONSERVANDO A ORTOGRAFIA ORIGINAL]


 Abillo MARTINS foi, sem dúvida, uma das mais formosas inteligências do Ceará. Espírito vivaz e faceto, boêmio por índole, viveu sempre alegre e sem inimigos.

Justiniano de Serpa, em 1925, quando governava aquele Estado, numa época de grande agitação política, convidou Abíllo para a Secretaria de Polícia. Ocupando o cargo, no qual, por circunstâncias várias, os seus antecessores se vinham incompatibilizando com a opinião pública, dera-se com ABlLIO justamente o contrário: cresceu-lhe o número de afeições e o Ceará se transformou num verdadeiro seio de Abraão.

     Poeta de grande sensibilidade dedicava-se, principalmente, à poesia epigramática, em cuja faina não poupava mesmo os seus mais afeiçoados companheiros.

O juiz de direito João Damasceno Fontenele, em 1913, teve séria desinteligência com o então presidente Franco Rabelo, porque este o transferira da sua para outra comarca.

ABÍLIO que de tudo sabia, tripudiou:

_Foi em Viçosa que nasceu o João... 
E, quando o João nasceu lá em Viçosa, 
já foi com vocação.

pra vida preguiçosa
de Juiz substituto no sertão.

   Cara, pescoço e pernas, tudo fino ... 
    E FINO, em tudo mais,

fui até bom morrer, assim menino, 
diabo dêsse rapaz...


Franco o removeu, 
e o João virou,

e o João teimou 
e o João mexeu, 
até que, enfim,

veiu os ossos deixar em Camocim...

o clero cearense, em 1923, desenvolveu - mas em pura perda - forte campanha contra as festas dançantes, condenando principalmente o tango, sob o fundamento de ser de importação dos cabarés argentinos e, como tal, abominável aos espíritos de formação cristã.

ABÍLIO que em tudo metia o bedelho, saiu-se pela prensa, com êste descante:

_Chega ao céu uma defunta, 
loura, franzina, catita...


São Pedro, grave, profundo, 
vendo a defunta bonita,

coça a barba, se concentra, 
se concentra e lhe pergunta:

_Dançaste tango no mundo?
_Dancei, São Pedro... 
_ Pois entra...


A população da capital cearense, em 1920, foi surpreendida pela aparição sensacional de um galo com chifres.

Os jornais se ocuparam do fenômeno e o poeta lá esteve para, de visu, observá-lo. Instantes depois, registrava as suas impressões:


_ Eis um fato banal,
que nem merece a pena comentá-lo, 
pois me parece muito natural

o que acontece ao galo...

Penso que o galo, como o cidadão, 
tendo o seu lar... no fundo do quintal, 
e, entre a família, nome e projeção, 
está sujeito

ao mesmo preconceito, 
de ordem social,

que rege e orienta a vida conjugal.

Vê-se, portanto, positivamente, 
que a Natureza tinha,

de cédo ou tarde, assinalar o mal...
Pois se a mulher do galo, infelizmente, 
foi sempre uma galinha,

a cabeça do boi era fatal...

Muito cuidado, camaradas, tomem:
se a Natureza fez assim com o galo, 
pôde fazê-lo muito bem com o homem...


   Cumprimentando, por seu aniversário, ao virtuoso Monsenhor João Alfredo FURTADO, Cura da igreja da Sé, em Fortaleza ABÍLIO mandou-lhe estes versos:

__ Parabéns pelos anos que ontem fez 
e pelos outros que há de festejar!
Mando-lhe este soneto que, talvez, 
nem mesmo valha a pena conservar.


Logo que o leia, rasgue-o duma vez, 
não caia na tolice de mostrá-lo.

ao Climério _ doutor em Português _
que muitos erros nele há de encontrar.


Mas isso nada vale... O que tortura 
o meu já pobre cérebro cansado,

é ninguém dar-me explicação segura

sobre este paradoxo danado:
Você nunca foi médico, mas CURA...
E sempre honesto foi, mas tem FURTADO...
Extraído de:
TIGRE, Bastos; SOLDON, Renato.  Musa gaiata (Antologia da Poesia Cômica 
          Brasileira). Edição completa.  Rio de Janeiro: Editorial Unidade Limitada, 1949.  
          130 p



domingo, 28 de abril de 2013


Isso é realmente algo assustador!
Mas o Dr. Al Sears indica um analgésico que não tem efeitos colaterais.
E o mais interessante é que provavelmente você já tenha esse analgésico aí na sua casa ! Plante num vaso, no quintal ou no jardim.
Os pedaços de gengibre podem durar longo tempo fora ou dentro da geladeira.
Pasme, mas esse analgésico se chama GENGIBRE.
Isso mesmo! Gengibre.
Durante séculos o Gengibre tem sido usado em toda a Ásia para tratar dores
nas articulações, resfriados e até mesmo indigestão.
O Gengibre cru ou cozido pode ser um analgésico eficaz, mesmo para
condições inflamatórias como a osteoartrite.
Isso porque a inflamação é a causa raiz de todos os tipos de problemas
como artrite, dor nas costas, dores musculares, etc.
Ele contém 12 compostos diferentes que combate a inflamação.
Um desses compostos abaixa os receptores da dor e atua nas
terminações nervosas.
Juntos, eles trabalham quase o mesmo que as drogas anti-inflamatórias,
tais como o ibuprofeno e a aspirina, mas sem os efeitos colaterais.
Assim, se a sua intenção é eliminar esses analgésicos, passe a
consumir o Gengibre.
Segue algumas dicas para você ter uma boa dose diária de gengibre:
Isso vai estimular a circulação sanguínea e aliviar dores nas articulações.
Beber chá de gengibre: É barato. É muito fácil. O gosto é ótimo. E cura
Aqui está uma receita usada pelo Dr. Al Sears:

* Quatro copos de água;
* Um pedaço de aproximadamente 5 cm de Gengibre descascado e
cortado em fatias; * Limão e mel a gosto. Se preferir, use laranja
no lugar do limão. Fica ótimo!

Procedimento:
Ferva a água numa panela com fogo alto.
Assim que começar a fervura adicione as fatias de Gengibre,
deixe em fogo baixo, cubra a panela para que os vapores não saiam
e deixe fervendo por aproximadamente 15 minutos.
O chá está pronto!
Basta coar, e adicionar o mel com o limão ou laranja.


Bar Cruzeiro, inaugurado no dia 20 de dezembro de 1942. Era de propriedade de Pedro César Tavares. Recebeu este nome, quando foi mudado o valor monetário do País de REIS PARA CRUZEIRO.
Existiam várias atrações como: uma Orquestra formada por dois cantores, o Pé de Cera de Sobral e Wilson Lopes aqui do Ipu. Formava ainda a famosa orquestra do Bar Cruzeiro, José Peba no Pistom, Pedro do João Paulo - Trombone de Vara, José Romão - Trombone de Tecla, Cirineu - Saxofone, Sitônio Moreno - Baterista, João Abílio - Banjo (com caixa de harmonia), José Ribeiro da Silva – Clarinetista, estava assim composta à orquestra do nosso saudoso Bar Cruzeiro.
Funcionava uma amplificadora com uma programação de músicas em gravações variadas com o famoso Disco de Cera que cobria parte da cidade.
Eram funcionários do “Chique” Bar: Antonio Pedro Cordeiro (Parnaibano), Hermínio Fedô, Luiz Bentivi, José de Araújo Martins (José Margarida), Joaquim Albano, Cândido Torres e Jose Bezerra da Silva. 
Um acontecimento digno de destaque foi quando da passagem do candidato a Governador do Estado aqui em Ipu do Desembargador Faustino de Albuquerque, recepcionado por autoridades locais no Bar Cruzeiro, com um almoço constando de 100 talheres.
Algumas pessoas que estiveram recepcionando, o futuro governador foram os Udenistas: Abdoral Timbó, Abdias Martins, Joaquim de Oliveira Lima, José Oscar Coelho, Antonio Pereira Martins, Pedro Raimundo de Oliveira, Zeferino de Castro, Antonio Martins de Mesquita, José Joca Martins, João Camelo de Paiva, Francisco Martins de Pinho, Pedro Camelo da Silva, Gonçalo Francisco da Chagas, Manoel Bezerra, Sebastião Pedro, João Bandeira de Sousa, Pepeu Martins e outros tantos.
Durantes os festejos de São Sebastião era o ponto de encontro de todos ipuenses, para saborear a variedade enorme de comestíveis e tomar aquela cervejinha bem geladinha.

O Bar Cruzeiro foi uma iniciativa de Pedro Tavares que procurou a qualquer custo manter para sociedade ipuense um local aprazível e benfazejo. Produzia uma variedade enorme de guloseimas que eram oferecidas a sua clientela.
Zezé do Vale em feliz momento de inspiração compôs a marchinha em homenagem ao grande BAR:

Vejamos:

Moeda nova é centavo
Moeda nova é cruzeiro
Porque é que o bar de Pedro Tavares
Não é também dinheiro...
Tem bons cigarros,
E boas cervejas,
Se o freguês não acredita
Faz favor entrar e veja
Tem doces muitos doces,
Que se topam muito bem
Aqui no Bar Cruzeiro
Só falta o que não tem.

      É isso, e por muito mais isso, foi assim o Bar Cruzeiro.


Palavras do autor
Certa vez em conversa bastante descontraída com a Professora Maria das Graças Aires, uma das expressões fortes da nossa cultura, a MAGAÇA como chamamos carinhosamente em família, pois é minha prima bem próxima e com um relacionamento muito bom entre nós, à mesma me sugere que eu escrevesse alguma coisa sobre o Papai e até me alvitrou o titulo e ficaria muito bom se fosse HISTÓRIAS DO MEU PAI, pois “Seu João tem uma bagagem de conhecimentos sobre a nossa cidade muito grande e nós precisamos ficar com essas memórias, pois sabemos que a nossa história é feita por nós, filhos da terra”. E assim eu procurei fazer deixando para os nossos parentes e amigos mais próximos os que admiravam Papai, as suas conversas traduzidas hoje em histórias escritas por nós.
Papai na plenitude de sua lucidez o que manteve até os seus instantes finais sempre falava e contava verdadeiramente muitas histórias, pois a sua longevidade proporcionou a vivencia de muitas e muitas histórias bonitas, tristes e alegres que aqui retratamos.
E assim vamos deixando para pósteros desta leiva um pouco do seu “João Chiquinha”, que levou uma vida toda dedicada a sua família, e, no seu conhecimento de autodidata dedicou-se com o incentivo do historiador Joaquim de Oliveira Lima as pesquisas sobre o Ipu desde a sua chegada a Terra dos Tabajaras até os seus derradeiros momentos, registrando e anotando todos acontecimentos verificados nesta cidade que não era sua mais muito amou, pois aqui plantou e colheu todos os seus frutos que foram seus filhos suas noras, netos, e bisnetos, amava todos de coração com uma dedicação das mais fascinantes de pai, amigo e avô extremoso.
Fica, portanto o legado do Seu João, no acervo deixado por ele é muito grande e cheio de tudo sobre Ipu. Aqui retratamos apenas algumas facetas, aquelas costumeiramente relatadas por ele nas suas conversas informais e cheias de descontração.
Está, pois aceita a sugestão de nossa querida amiga e prima Graça Aires para deixar nos anais da história do Ipu, aquelas histórias contadas e vividas por Papai.

O Autor

sábado, 27 de abril de 2013


Jardim de Iracema.

Foi inaugurado festivamente no dia 07 de setembro de 1927 pelo primeiro Prefeito eleito de Ipu Cel. Felix de Sousa Martins, que ao cortar a fita simbólica disse: ESTÁ INAUGURADO O JARDIM DE IRACEMA, neste momento a banda de música tocou, fogos estalaram no ar, aplausos aos mais diversos, estava, pois inaugurado o Jardim de flores belas que veio depois sofrer várias modificações. A primeira foi na gestão do Prefeito Antonio Pereira de Farias, foram demolidos o bonito Jardim e o Coreto e colocado no mesmo lugar a estatua de Iracema, a Tapuia, à Virgem dos Lábios de Mel, substituída depois por um outro sistema de Praça dos mais ridículos já existentes, mais parecendo esconderijo para ataques a bala e assaltos à mão armada.
Um outro fato marcante na vida social do nosso povo foi à inauguração da Hidroelétrica, energia vinda de uma turbina instalada no pé da serra movida por um motor de fabricação Alemã de marca BATACLAN, iluminação que serviu por muito tempo a nossa cidade.
Foi na gestão do Prefeito Joaquim de Oliveira Lima a realização de tão deslumbrante obra.
A inauguração aconteceu no dia 20 de setembro de 1931, a cidade se revestiu de júbilo, toda ornamentada, estava preparada para o grande momento. O baile comemorativo aconteceu na casa do Sr. Manoel Dias Martins. Oscar Coelho proferiu o discurso e acionou a chave geral dizendo “EIS A LUZ”, neste momento as máquinas que estavam na estação apitaram, os sinos repicaram, fogos de artifício estalaram no ar e a banda de música entoou Dobrados e Valsas.

 Outro fato marcante foi em 1940, ano da comemoração dos 100 Anos de Emancipação Política do Município de Ipu. Todas providencias foram tomadas no sentido de realizar uma grande festa.
O Prefeito era o Dr. Chagas Pinto da Silveira, sendo Presidente de República Dr. Getulio Dorneles Vargas e Interventor estadual Dr. Francisco de Meneses Pimentel.
Era 26 de agosto de 1940 a cidade amanhecera radiante e em festa, para comemorar os 100 Anos de Emancipação. Logo ao alvorecer Salva de 21 Tiros em seguida Missa na Igreja Matriz celebrada pelo ipuense Padre Antonino Soares Cordeiro, logo após a Missa desfiles pelo Tiro de Guerra e Escolas Locais, pelas principais ruas da cidade e concentração em frente ao Paço Municipal para solenemente hastear a Bandeira do Brasil, como também proceder à inauguração do Jardim 26 de Agosto construído para marcar tão significante data. Presentes aos acontecimentos, autoridades civis, militares e eclesiásticas, o Tiro de Guerra nº 208 e as Escolas existentes no Ipu.
Às 14 horas Sessão Solene no prédio da Prefeitura Municipal onde foram ouvidos vários oradores como Osvaldo Araújo, Dr. Francisco das Chagas Pinto, Manoel Bessa Guimarães, e Dr. Eusébio de Sousa. Foi executado pelo Canto Orfeônico um número musical e por fim cantada pela primeira vez a Valsa de Zezé do Vale “Passados do Meu Ipu” por Wilson Lopes, voz orgulho da nossa cidade que se fez representar muito bem sempre levando o nome de Ipu através da música aos mais longínquos rincões deste País.
Esta valsa até hoje é cantada e conhecida por todos ipuenses. È um Hino de louvor a Terra Berço.

sexta-feira, 26 de abril de 2013


Crônica, Quadro e Igrejinha.
Um retrato, uma fotografia poderia representar o primeiro local onde se instalaram os primeiros moradores de Ipu; no entanto contar a sua história é bem mais significativo que uma fotografia feita por algum retratista e que talvez pouco dissesse de sua razão existencial, enfim uma fotografia “em preto e branco com diz o cantor”.

Em 1740 já havia o Arraial, com casa de chão de barro batido construído com o auxilio de alguns portugueses e pernambucanos que aqui se instalaram.

É o Quadro da Igrejinha, onde foi construído a Capela de São Sebastião, de taipa em 1765 com a frente para o Poente. Com o passar dos tempos e com a chegada do Pe. Francisco Corrêa de Carvalho e Silva que veio da Matriz da Serra de São Gonçalo da Serra dos Cocos como Vigário Colado, a pequena igreja passa por uma reforma substancial e a sua frente se volta para o lado nascente e que segundo os mais estudiosos e de acordo com os princípios da liturgia dogmática da Igreja Católica o certo será a porta principal voltada para lugar onde nasce o Sol, e assim até hoje a Capela que passou por modificações criminosas e radicais afetando de um modo aculturado e sem princípios, por pessoas que reclamam do processo cultural de Ipu, desconhecendo de forma política e adversária o que fazemos hoje pela nossa cultura, a Igrejinha sofreu modificações profundas que alteraram de forma facinorosa parte de sua estrutura principal. (Era vigário da época o Pe. Moraes e o coordenador da Renovação Carismática o Sr. José Alves Martins, mais conhecido por Didé.) A nossa Igrejinha neste ano de 2006 está completando 241 anos, portanto uma existência que merece o respeito e acima de tudo que os seus mandatários procurem não esquecer que a história se faz com fatos acontecimentos, documentos, costumes e momentos de um Povo.
Com tudo isso se encontra interditada pelo Vigário da cidade Pe. Raimundo Nonato de Timbó de Paiva por se encontrar prestes a ruir. Até o momento nenhuma ação para restauração da igrejinha secular foi feito. (outubro de 2006)

E a Praça começou a sua formação, com a Igreja como estandarte de Fé e amor a Deus. Fincada no solo Ipuense recebeu como Padroeiro São Sebastião venerado até hoje por todos nós.

Como parte da Igrejinha erigiu-se o Cruzeiro, símbolo constante da crença religiosa de todo bom ipuense, a Cruz é o emblema da misticidade de todos nós que compomos a gleba Tabajara possuímos e reverenciamos diante dos céus e do mundo a ardorosa fé que o criador impôs para todos nós.
Resalte-se, o Cruzeiro foi construído depois da Igrejinha pelo Padre João de Castro primeiro vigário oficializado de Ipu.

Praça de Retrato triste e alegre. Relembramos aqui uma cena que podemos chamar de ridícula quando do enforcamento de dois escravos que receberam a aquela época a pena máxima que seria a sua excursão sumária ou enforcamento. Foram os escravos João Tavares e Estevão. E assim subiram à forca na praça que ora falamos mediante um público que assistia absorto a tamanha barbaridade do enforcamento que depois de encomendado por um sacerdote foram colocados no calabouço para o cumprimento da cena final, e assim aconteceu, na Praça no ano de 1845 e em 1855, o local foi mais ou menos onde hoje funciona o Fórum Municipal Dr. Francisco Pereira Pontes e no Edifício que leva o nome do Juiz Federal Antonio Carlos de Martins Melo.

Como fotografias sem negativas, onde hoje é a Praça Thomaz de Aquino Corrêa, era um gramado de “capim de burro” que servia para as “peladas” nos fins de tarde, que eram muito bucólicas, chamava atenção o atleta Luisinho Dantas.

Os seus primeiros moradores aqueles que residiram nas casinhas de taipa foram: Simplício Manoel de Souza, Justino José Uchoa (um vendedor de gado) Francisco Paulino Galvão, Cel. Porfírio Jose de Souza, os Souza Carvalho, admitimos, no entanto serem estes os primeiros residentes do Quadro da Igrejinha, seguido pelo Pe. Francisco Corrêa de Carvalho e Silva vigário colado vindo da Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos.

A Praça que hoje ornamenta o nosso Quadro foi construída na gestão do então Prefeito Zeferino de Castro com a ajuda substancial do progressista ipuense Antonio Carvalho Martins que em campanha com o Povo ajudou na construção da Praça que leva o nome do Alquimista Thomaz de Aquino Corrêa. A sua inauguração aconteceu no dia 19 de março de 1962

Funcionaram ainda na Praça várias instituições escolares que muito engrandeceram a Vida Educacional de nossa cidade, como: A Casa D’aula, Escolas Reunidas hoje Escola de Ensino Fundamental e Médio Auton Aragão, o Colégio Ipuense quando ainda se chamava Ginásio Ipuense, a Escola Normal Rural de Ipu. O Instituto São Luiz e outros.

O Grêmio Ipuense quando de sua instalação também funcionou no Quadro, e lá foi instalado o 1º Rádio chegado no Ipu. Foi chamado de “Rabo Quente”, pois era a válvula e esquentava muito que ficava vermelho a sua parte traseira, (nos fundos), por isso foi assim chamado.

O Gabinete de Leitura foi uma expressão fortíssima na nossa vida cultural e literária, uma riquíssima Biblioteca que por muito tempo serviu a população em Ipu, que teve o seu começo no Velho Quadro da Igrejinha. Podemos equiparar os Gabinetes naqueles anos como hoje temos as Academias de Letras. A cidade era reverenciada em toda região pelo seu valor cultural e social dentro de um contexto muito persuasível que acontecia naquela época.

Imponentemente residiu no Quadro o virtuosíssimo e saudoso Mons. Gonçalo de Oliveira Lima vigário por muitos anos de nossa cidade. Foi durante toda sua existência uma reserva moral para nossa sociedade e para os seus e ex-paroquianos, coisa raríssima de acontecer hoje no meio clerical.
Já depois de alguns tempos ou mais recentemente residiram como até hoje acontece e fazem história, outros moradores que marcaram e identificaram muito com suas presenças à tardinha nas calçadas ou em outras rodas e até mesmo em passeios pela Praça que ora relatamos. Para não cair em total esquecimento, vamos citar apenas alguns que aqui relembramos como: Cel. José Lourenço, Thomaz de Aquino Corrêa, Gonçalinho Sobrinho, Jerônimo de Azevedo e Sá, Odulfo Carvalho, José Joca Martins, Dr. Jonas Taumaturgo, Francisco das Chagas Melo, Munu Carlos Francisco Sousa Melo (Caninha)D.Maria Ivone, Pedro Mororó, Antonio Carvalho Martins, Plácido Passos, Luiz Belém e outros muitos.Desculpem-me, mas vou parar com as citações muita embora saiba que irá causar constrangimento a alguns, contudo ficam apenas estes no nosso rápido apanágio.

Quadro do TAMARINEIRO, de uma história das mais pitorescas e românticas, viveu mais de duzentos (200) anos contam os historiadores. Dizem que a sua morte foi causada por um fogo ateado no seu tronco por terceiros deixando em cinzas o velho e secular tamarindeiro de tantas recordações.
Esse Tamarineiro foi palco de tudo e de muitas decisões, concentrações, divertimentos e outros muitos acontecimentos que ali se realizaram e aconteceram. Foi plantado outro em seu lugar. Neste ano de 2005 o novo Tamarineiro tem apenas quinze (16) anos. Um segundo Tamarineiro (antigo) ainda hoje existe defronte a residência de D. Terezinha Xerez também secular, mas a sua história é bem menos significativa que o outro.
As Mungubeiras ainda hoje existem algumas querendo alcançar os cem anos (100), mas sempre bonitas e majestosas engalanando a Praça que tanto amamos.

Valdemira Coelho quando escreveu um de seus livros “O Ipu em Três Épocas”, foi muito feliz quando fraseou: “Era o Ipu que ao badalar do sino da Igrejinha, despertava na esperança e acordava na Fé”.
Praça que presenciou os cem anos (100) de cidade em 1985 foram apoteóticos os seus festejos e muitos de seus filhos hoje já falecidos participaram de tão gigantescas festividades.

Lembramos aqui a singeleza das águas das chuvas que corriam entre a Avenida e onde hoje continua sendo a residência do Sr. Pedro Mororó e algumas casas comerciais, que cedeu inspiração à linda Canção “Sonho” com letra e música de Eunice Martins.

A Praça da Igrejinha, de São Sebastião, de Thomaz Corrêa, e Praça do Quadro, ela é assim conhecida, e não faz diferença para nós ipuenses, pois sempre estamos situados geograficamente, sentimentalmente, romanticamente e ipuensemente com todos estes nomes que nos faz muito bem pronunciar cada um deles. Oficialmente o nome da Praça é: SÃO SEBASTIÃO e a avenida: AVENIDA THOMAZ DE AQUINO CORRÊA.
No dia 18 de janeiro do de 2002 realizamos no QUADRO a primeira “NOITE DO REENCONTRO”, com muito sucesso, pois se reuniram mais de 500 filhos e amigos de Ipu numa noite profundamente saudável e agradável e que se tornou memorável. Uma iniciativa do Departamento de Cultura do Município de Ipu e que realizou nos anos de 2003 e 2004 o segundo e o terceiro reencontro, com a participação da Associação de Filhos e Amigos de Ipu – AFAI em parceria com a Prefeitura Municipal de Ipu, e que foi bem mais significativa, pois com o sucesso da primeira envolveu toda sociedade e filhos ausentes e amigos tantos por este Brasil sem fim.

Pois aí está a tua FOTOGRAFIA Quadro Velho, é mais ou menos assim, acredito que outros poderão fazer melhor ou de acordo com os seus conhecimentos históricos e vivencia, mas mesmo assim ti Fotografei no que foi possível. O retratista é fraco, mas a tua história é forte.