terça-feira, 31 de agosto de 2010

Iracema

Iracema, de Zenon e Virgílio
O poeta Virgílio Maia visitou o local da criação da estátua e, encantado com a magnitude da obra, não conteve a pena e versejou com tudo. Eis, a seguir, Iracema
(Sobre uma escultura de Zenon Barreto):

Este arco retesado são as dunas
Da praia cearense à noite clara,
É o horizonte do mar, vela enfunada
É o seio nu da tabajara nua.

Vem de tribo remota para as ruas
Da Praia de Iracema com seus nomes
Das gentes que sofreram, ao tempo nômade,
À passagem do branco, sorte crua.

Olhando o nosso chão ela nos mira.
Em gesto de humildade ela se alteia.
Tão despedida de veste, nos consola.

O Disco

DISCO

Ano de 1961. Estava estudando em Fortaleza.Existia uma ansiedade muito grande em fazermos a gravação de um Disco com músicas nossas.
Certo dia Luciano Paiva, em conversa comigo no pequeno apartamento da casa de D. Águida na Rua São Paulo 1218 em Fortaleza onde residíamos, aliás, naquele local era chamado na época de "Pensão de D. Águida", uma casa duplex pouco confortável, mas para nós estudantes pobres estava muito bom. Mas, Luciano comentava tudo e até escreveu a introdução falada do Disco.
Mauro Coutinho, melhor sonoplasta da época trabalhava na Rádio Dragão do Mar, e por termos grande amizade nos proporcionou este momento que ficou para pós-vindouros.
Nos estúdios da Rádio Dragão do Mar e fizemos a gravação. Antonio Azevedo Martins (Uruca) falava no começo do Disco dizendo "Até as pedras se encontram, hoje depois de algum tempo os três seresteiros se reencontram e se enlaçam num abraço imenso, não mais em Ipu, desta feita Fortaleza é o palco dos três", era eu, Janjão Campos e Chagas Soares, respectivamente, Flauta, Bandolim e Violão.
Foi gravado o Disco, de Cera, já com características de LP, de vinil ficando gravadas as músicas MINHA SAUDADE de minha autoria e LUCI de Janjão Campos.
Para nossas imorredouras saudades ficaram nossas gravações para perpetuação de nossas memórias.

Um Indido civilizado visita Ipu - 1959

Um Indio Civilizado visita o Ipu.

Visitou nesta cidade dia 26 do corrente mês um indio da tribo “Caeté” de Guajarú, no Maranhão, chamado SEVERINO FERNANDES DE LIMA, cujo nome indígena é MARK BODON.
Em uma palestra que fez no Salão Paroquial, expôs o plano de construir com a ajuda do povo e do Governo Federal um Ginásio em sua aldeia . Também deseja escrever um livro que terá por título “MEU QUERIDO BRASIL”.
Conhece quase tôdas as cidades do Brasil e leva consigo atestados das principais autoridades, provocando sua passagem por cada uma delas de Espírito vivo e inteligente soube despertar o interêsse do público, falando sobre os costumes e religião de sua raça.
Como verdadeiro descendente do sangue Tupi, apresenta tôdas as características daquela raça.


Ipu em Jornal 1959

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Poesia Zezé do Vale

POEMA
Eu sou filho de Ipu
E ele fica muito além
Todos cantam sua terra
Eu canto a minha também
Minha terra tem beleza
Que o resto do mundo não tem

O bonito que tem lá
São coisas naturais
Não é com força e dinheiro
Que a gente querendo faz
Eu me refiro á beleza
Feita pela natureza
Porque só ela é capaz

Só aquela tromba de serra
Que orna a nossa cidade
É de fato uma beleza
É bonita de verdade

Então a nossa cascata
É um verdadeiro primor
A natureza fez
Depois de feita
Ela mesma se espantou

E saiu festando de costa dizendo
Meu Deus que belezão
Para tomar conta disto
Eu vou mandar o Sebastião

E aqui lá está
Mora em nossa catedral
Toma conta do município
Da cidade e arraial

E eu como Ipuense
Tenho a minha opinião
E qualquer filho da terra
Tenha a sua sugestão
Mas eu fico na minha
De zelar o nosso Ipu
Somente São Sebastião

Terminei os meus versos
E quem quiser falar que fale
Aqui fica um servo criado
Poeta Zezé do Vale.


Fim









domingo, 29 de agosto de 2010

Biografia de Padre Aureliano Mota

Padre Aureliano Mota

Terceiro Vigário da Paróquia de Ipu.
Nasceu na cidade de pedra Branca em 1° de abril de 1885. Ordenado em Roma a 18 de outubro de 1907, quando se doutorou em Direito Canônico na Universidade Gregoriana.
Depois que chegou ao Ceará exerceu as funções de coadjutor em Sobral e logo depois foi provisionado Pároco de Ipu, tomando posse na freguesia no dia 23 de setembro de 1911. De imediato procurou melhorar as condições que se encontrava a Igreja Matriz de São Sebastião. Intensificou com muitas pompas as Celebrações Religiosas do Padroeiro da cidade São Sebastião, realizando palestras para todos fieis, com muitos fogos, Banda de Música. Pe. Aureliano era um grande Orador.
Fundou algumas associações religiosas e instituiu a procissão de Passos no ano de 1914.
Pe. Aureliano mandou esculpir a Imagem do Bom Jesus que ainda hoje existe por um Francês que se encontrava radicado aqui em Ipu, o Dr. Leonardo Martins mais conhecido por Leo Martins para servir a Procissão do Bom Jesus dos Passos que ele mesmo criara.
Sentiu a necessidade de uma nova Igreja e assim lançou a Pedra Fundamental da Nova Igreja Matriz de Ipu, sendo concluída somente após 26 anos de trabalhos construtivos. A Planta foi do Arquiteto Ipuense Arquimedes Memória, que não ficou satisfeito com as modificações feitas sem obedecer a Planta original, contudo aí está a nossa Matriz Elegante e Bonita.
Dirigiu a Paróquia de Ipu até o dia 03 de março de 1916, quando se transferiu para cidade de Quixeramobim tomando posse a 05 de março de 1916. Depois se transferiu para Fortaleza em 27 de dezembro de 1933 e foi Pároco de Igreja de Nossa Senhora do Carmo, cargo em que faleceu no dia 12 de setembro de 1941. Foi Cônego da Sé Arquiepiscopal da Bahia, Vice Presidente da União do Clero. Era irmão do Dr. Leonardo Mota que veio para Ipu acompanhando o irmão e que se casou com D. Luisinha Araújo.
A Prefeitura Municipal de Ipu, quando governada por Joaquim de Oliveira Lima foi imortalizado com um nome de uma Rua no Centro de nossa cidade.

Poesia

Menino Moleque.

Correndo e saltando,
Pulando e cantando,
As meninices da vida.
Correndo nas calçadas,
Da Rua da Goela,
Em alarido constante,
Junto aos colegas de infância.
Ouvindo e vibrando,
Com a Sanfoninha de Ouro,
Uma festa no Céu,
Das aulas de músicas na sanfona,
De Valderez.
Amigos correndo,
Indo a calçada dos Bastos,
Luiz, Adrião,
Edílson Seixas e Alderino,
Maravilha e Luiz do Leonardo,
Wilson do Atalânio,
Às Tapas e Ponta Pés,
Com o Baldomir.
Correndo e saltando,

Na hora da chuva,
Tomando banho,
Nos jacarés da Igrejinha.
A enxurrada descendo
Inspirando canções,
Na composição SONHO.
Na cheia do Ipuçaba,
A Molecada corria
E saltava em mortal,
Na Ponte da Rodagem.
Ao regresso para o Quadro,
A pelada com respingos d’água.
Capim Orvalhado!
As tamarinas não faltavam
Para nutrir os nossos desejos.
A nossa fome,
De menino pobre,
Sempre querendo,
Matar a fome.
A tarde cai,
Um silencio!
Ao dobre do Sino da Igrejinha.
Nove badaladas – Hora do Ângelus.
A Ave Maria.
A Molecada cantando e sorrindo
Cumprira um dia de prazer.
E
DE ALTA MOLECAGEM.
Como é bom ser Moleque!!!
Correndo e saltando,
Pulando e cantando,
Parecendo,
Ser Moleque,
Outra vez.
A lua não tarda,
Os violões se afinam.
As primas e bordões,
Choram...
Já soam...
A noite começa,
É a serenata,
O canto mavioso.
Nostálgico,
Lânguido, nas ruas,
Do IPU,
Onde os moleques cantam e tocam
E fazem história.
Que bom ser um moleque,
Sempre alegre,
Altivo, catando a vida,
A FELICIDADE.

Francisco Melo (prof.)

sábado, 28 de agosto de 2010

História de IPU

História de Ipu

Eis a antiga matriz do Ipu, a<>, que sempre chamaremos nela está contido mais do que o nome diz. Ela é grande porque contém a maior parte da história de um povo, a história do Ipu.
Quantos não passaram pela >... Batizados, casados, crismados... Quantas dores, quantas lágrimas, quantos sofrimentos não foram acalmados dentro da !
Quantas penas não foram comutadas por Deus, dentro daquelas quatro paredes caiadas de branco! E quantas esperanças nasceram ali!
É-nos desconhecida a época em que foi levantada uma capelinha de taipa, para São Sebastião. Primeiramente foi construída com a frente para o poente, no local conhecido por ,que é a praça São Sebastião. Ali nasceu o Ipu.
Segundo a tradição, encontra-se enterrado, próximo a essa igreja, grande tesouro, deixado ali por holandeses, quando expulsos pelos portugueses.

Depois da inauguração da atual Matriz a <<>> ficou sendo Igreja de Nossa Senhora do Desterro e nela repousa 3 Ministros de Deus, que morreram na certeza de terem sido verdadeiros baluartes na conservação desta, nos cumprimentos da lei de Deus e na preservação do povo que é totalmente católico.
Muito do progresso material e espiritual desta terra. O povo de Ipu deve aos Reverendos. Pe. Francisco Corrêa de Carvalho e Silva, João José de São Lourenço e por último, o saudoso Monsenhor Gonçalo de Oliveira Lima. Nossa gratidão a esses três Vigários de Cristo.

Ipu em Jornal, maio de 1959

Antonio Marinho de Mello

AO ANTONIO DE MELLO MARINHO

Ipu, minha Terra. Torrão de filhos ilustres, daqueles que se apresentam nos mais destacados ramos de atividades.
Atividades que engrandecem uma cidade que diz que pode se orgulhar dos seus filhos. Dentre muitos quero me reportar ao Industrial Antonio Marinho de Mello, um ipuense que aqui procurou desenvolver as suas atividades profissionais.
Movido pelo elevado espírito de criatividade fruto de sua inteligência começou ainda na tenra idade a manifestar a sua tendência pela criação de uma série sem numero de objetos que impulsionava o desejo de crescer industrialmente, pois confeccionava brinquedos infantis de barro e breu que animava a garotada, nos idos anos 50.
Não faltando na sua ilimitada capacidade criativa o preparo de substancias outras. Veio a manipulação de certos produtos que acabaram depois de suas reações químicas a formação de perfumes, brilhantina, óleos, todos perfumados que eram vendidos nas feiras livres da cidade aos sábados. Resalte-se eram produtos que eram adquiridos pela sociedade de Ipu pelos feirantes pelos participantes da vizinhança que aqui vinham para fazer a sua feira.
E foi crescendo. Não tardou e o Antonio Marinho dentro de sua capacidade criava outros produtos, como o Vinagre, as Aguardentes, tão preferidas por quem consumia. Fabricou velas nos mais variados tipos constituindo-se assim uma tendência muito grande para fabricação de produtos que exigissem as reações químicas.
Depois veio a química propriamente dia, que criou o melhor Guaraná do Mundo, o Puro e Delicioso Guaraná Wolga.
E aí está a Industria Wolga que alcança os 50 anos de atividades, com uma conduta ilibada, recheada de bons princípios, constituindo uma reserva moral para nossa gente, nosso povo, nossa cidade, onde o exemplo à marca maior da dignidade, da honestidade, do compromisso realizado, de um homem que cumpre o seu deveres de cidadão como Comerciante/Industrial deixando assim um legado dos mais expressivos para todos que o cohecem e o admiram.
Versátil, dinâmico, está o Antonio Marinho no celeiro de Filho Ilustre da Terra de Iracema. Inconteste pelos seus bons princípios de honradez, fraternidade e solidariedade.
Na sua trajetória de vida foi sociável até demais, num imperativo de fazer valer o seu ponto de vista, não deixando postergar a firmeza de seu pensamento.
Fundou o antigo MDB, o MODEBRA, foi do Grêmio Recreativo Ipuense, foi de Lions e hoje integra a Maçonaria pertencendo ao Grande Oriente do Ceará, na Loja que leva o nome de Vigário Bartolomeu Fagundes nº 35, no Oriente de Ipu, segundo ele se considera realizado como Maçom. Marinho desconhece qualquer uma outra sociedade que seja tão fraterna e igualitária como a Maçonaria, Marinho é um Maçom por excelência.
Na sua vida encontrou Zilmar com quem teve 09 filhos e 08 netos. Uma prole que representa os costumes de uma família das mais conceituadas de nossa Ipu.
Fica neste pequeno apanágio a minha palavra amiga e Fraterna ao Irmão Antonio Marinho, e que o tempo seja sempre cheio de prodigalidade para você e sua família e que outras homenagens aconteçam, pois você é baluarte, pioneiro na industrialização de nossa tão querida a e amada terra o Ipu.

Francisco Melo
(Prof.).

Obs.:- Texto Produzido em 2003 quando a Fábrica Completou 50 Anos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ontem Vila Nova

ONTEM VILA NOVA

Transpondo o centro da cidade chegava-se rapidamente à "Rua da Mangueira". Se andássemos mais um pouco, encontraríamos a "Grota das Cunhãs". Num retorno, rumo ao centro, cairíamos na Vila Nova.Local de amores livres e sensuais, uma página que não podemos apagar da história de Ipu, que hoje, talvez, não dê mais frutos e frutas que o próprio tempo acabou.
Formada por casinholas, quase todas de taipa, a Rua da Mangueira levou este nome por possuir uma grande mangueira de porte avantajado, situada na rua do mesmo nome.No ano de 1968, na Administração do Prefeito Rocha Aguiar foi extinta a via, tomando o nome de Rua Antônio Memória, hoje urbanizada e bonita.
A Grota das Cunhãs também fugiu do cenário do “amor livre” do Ipu. Tomou grande impulso e hoje consideramos ser uma área nobre da cidade. A Vila Nova, ou simplesmente Vila, hoje ainda existem alguns casebres, mas já rodeados por prédios públicos e casas residenciais de portes elegantes.
Lembro-me, para se ter acesso à Vila, era preciso transpor um bom matagal, uma vereda entre o “mata-pasto” para alcançar as festas nas noites de sextas -feiras. Um “samba” dos mais animados e intensos.
Para lá rumava uma juventude sem opção e os feirantes que se preparavam para a famosa feira de Sábado.
E já nas caladas da noite era ouvido a distancia o saxofone do Zé Ribeiro, a bateria do Veadinho, o banjo do Escoteirinho, o pistom do Chico Hermeto e as Maracas bem ritmadas do Tomaz Bezerra. Era uma noite de sonhos e quimeras, onde só o amor prevalecia, fonte de uma juventude sonhadora que esperava um porvir de realizações. O Ipu ainda não possuía luz elétrica de Paulo Afonso. Era a iluminação hidráulica do Pé da Serra, que ofuscava somente as primeiras horas da noite. Em noites de luar a lanterna branca do espaço, com sua claridade argêntea iluminava o caminho dos transeuntes. Em noites de escuro o medo, vendo-se ao longe as lamparinas com aquela luz avermelhada na amplidão deserta da aventura. O firmamento parecia mais perto de nós, com o cintilar constante das estrelas. Em cada rua uma espreita; em cada esquina, um receio maior ainda. São as coisas da noite recobertas de mistérios. Enfim, um silêncio profundo... Uma voz, um violão: é a serenata! A festa do “amor livre” terminara. Começara o momento mais romântico dos enamorados. Já madrugada e os pássaros, com o seu trinado, avisam que a noite acabou.


Rua Manoel Horácio


Rua Manoel Horácio Araújo. Sempre foi barbeiro e relojoeiro. Casado com Terezinha de Paiva Neta e do Major Doroteu de Paiva, fazendeiro abastado. Manoel Horacio (“ou Manoel me afrouxa”). Gostava de fazer improvisações em versos de Cordel tendo sempre uma palavra jocosa para os seus fregueses de barbearia.
Faleceu em Ipu no final dos anos Sessenta. A rua que leva o seu nome está localizada no Bairro das Pedrinhas onde o mesmo tinha uma grande propriedade.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

CORRIGENDA.
170 Anos de Emanciapação Politíca de Ipu. 1840-2010.

Parabéns IPU

IPU- 170 Anos de Amancipação Politíca. 1840-1970 PARABÉNS!
MADRUGADA

Ipu, não dorme!
Relaxa com o passar das horas.
Fransquinha e eu poderíamos ser,
Um cartão Postal suave,
Das primeiras horas da madrugada,
De uma cidade que está sempre,
Sonolenta, sentindo falta da boemia.
Francisco Mello

Hino do IPU

PASSADO DO MEU IPU
Letra e Música de:
Zezé do Vale.

Terra cheia de encantamento
E de eterna bondade,
Sempre no meu pensamento
No meu sonho de ansiedade.
Quero cantar tua beleza,
E o teu doce passado
Terra do meu coração
E do meu amor
És toda minha adoração.


Terra,
Do meu berço
Ó meu poema.
Foste,
A preferida de Iracema.
Que percorreu
Teus prados de esmeralda em flor
Num lindo sonho de amor,
Tens o véu de noiva do Ipuçaba,
Num murmurejar que não se acaba,
Terra querida!
Ipu, minha eterna saudade,
Quisera adormecer sorrindo
A luz do teu olhar
De prata e de amizade.


Filho Ausente

Filho Ausente
Letra e Música de Carlos Gil

Eu vivo sempre tão distante
Quase não sei do meu lugar
Meu Ipu no pé da serra
Está sempre a minha espera
Que vontade de voltar

Quero rever aquela Bica
E o Gangão que já mudou
Na pracinha de Iracema
Eu deixei uma pequena
Com certeza já casou

Meu Ipu, minha paixão.
A saudade não tem fim
Mas não repare o meu lamento
Não te esqueço um só momento
Te levei dentro de mim

Onde estão os meus amigos
Antigos lá do pavilhão
E das festas de janeiro
Eu recordo o ano inteiro
Magoando o coração

Mas como é bela minha terra
Eu tenho orgulho de falar
Ai, que tristeza no meu peito.
Vou embora não tem jeito
Hoje quero de abraçar.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Poesia Corrinha Lima


Ipu Minha Terra

Corrinha de Melo Lima


Quero te dar um abraço
Minha querida cidade
Meu lugar, minha verdade
Meu pequeno paraíso
Em cada rosto um sorriso
Em cada olhar uma esperança
Tu não me sai da lembrança
Meu cenário encantado

Gosto de ti como és
Amo a tua tradição
Guardo no meu coração
Tuas festas animadas
Tuas manhãs ensolaradas
Tuas tardes amenizadas
Tuas noites enluaradas
Teus boêmios, tuas canções

De longe avistando a serra
Retornando à minha terra
Me sinto criança outra vez
Meu Ipu – minha saudade
Vira só felicidade
Quando piso o teu chão
De uma grande alegria
Meu coração se extasia
Me enchendo de emoção

Amo esta serra altaneira
Que circunda a cidade
Amo esta “Bica” majestosa
Jorrando amor e bondade
Sinto cheiro de campina
Ouço estrofes de poema
É linda e maravilhosa
Minha “Terra de Iracema.”

Biografia do Padre João José de Castro.

Padre João José de Castro

O Padre João José de Castro nasceu em Sobral a 27 de janeiro de 1847. Foi ordenado por D. Luiz Antonio dos Santos em Fortaleza no dia 30 de novembro de 1872.
Depois de ter sido coadjutor da Paróquia de Santa Quitéria e de Sobral foi provisionado Pároco de Ipu, tendo tomado posse a 13 de novembro de 1881. Passou 12 anos dirigindo a Paróquia de Ipu, isto é, 12 anos, 05 meses e 02 dias. Faleceu no dia 11 de junho de 1893. Os seus restos mortais encontram-se sepultados na Igrejinha de Ipu, antiga Matriz de São Sebastião, lado norte do altar-mor, com as seguintes inscrições: “Aqui jaz os restos Mortais do Padre João José de Castro ex-vigário de Ipu”. (Ipu 11 de junho de 1893.).
A primeira Capela construída pelo Padre João José de Castro foi a Capela de Ipueirinha que tinha como Padroeiro São José no ano de 1892. O terreno foi doado por Doroteu e sua mulher Canuta, sendo celebrada a 1ª missa no ano de 1892, mas a Festa do Padroeiro foi celebrada somente em março de 1883. No paroquiato do Mons. Gonçalo de Oliveira Lima foi trocado de Padroeiro ficando acertado com a diocese que a Padroeira seria certa Santa Luzia. Logo que chegou a Ipu o Pe. João de Castro tratou logo de fazer uma reforma na Igrejinha que se encontrava necessitando de tais reformas como Pintura e outras restaurações.
Pautado numa fé incontida o Pe. Castro construiu o Santo Cruzeiro em 1888 que ainda hoje se encontra ficado defronte a nossa Igrejinha como símbolo de nossa Fé e religiosidade.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Biografia Dr. José Lourenço de A. Corrêa



José Lourenço de Araújo Correa.

Nasceu em Ipu no dia 31 de janeiro de 1922. Filho de Edgard Correa de Castro e Sá e Tereza Odete de Araújo Corrêa. Casado com: Dona Lucimar Cruz de Vasconcelos Corrêa.
Cursou o Primário nas escolas particulares de Ipu.
No Colégio Cearense do Sagrado coração de Jesus. 1935/1939.
Curso Ginasial: Colégio Cearense do Sagrado Coração de Jesus – Fortaleza-CE. 1937/1941 -
Curso Pré-Técnico: Liceu do Ceará, 1942/1943 - Fortaleza-CE.
Agrônomo forma Pela Escola de Agronomia do Ceará U. F.C. Tenente do Exercito Brasileiro com formação no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) Fortaleza-CE.
Curso Intensivo de Classificação de Armazenamento de Cereais.
Comparecimento e Participação Efetiva no IV Seminário Brasileiro de Sementes.
Curso de Tecnologia de Sementes.
Curso de Agrologia – DEMA-CE.
Curso de Treinamento para ocupantes de Funções de Direção e Assistência Intermediaria – DaIi – 110.
Encontro Nacional de Técnicos de Informação de mercado agrícola.
REUNIAO Anual da sociedade Brasileira de Economia rural.
Treinamento Projeto Ceará.
Administrador do Posto Agropecuário de Ipu-CE. De 15 de janeiro de 1952 a 21 de março de 1973.
Responsável peã Administração do Posto agropecuário de Sobral – de 29 de
Setembro de 1959 a 30 de outubro de 1962.
Designado pelo Ministério de Agricultura para várias funções em setores variáveis para exercer funções das mais diversa, sempre desempenhando com capacidade e dedicação.
Professor de Agricultura na Escola Normal Rural de Ipu.
Professor de Educação Física junto ao Ginásio Ipuense, em Ipu
Diretor do Tiro de Guerra nº 208, no Município de Ipu nomeado pela Inspetoria de Tiros de Guerra da 10ª Região Militar.
Prefeito Municipal de Ipu de 31 de janeiro de 1951 a 14 de janeiro de 1952.

Ponte Seca Soneto



Velha Ponte Seca
Por Tatais
Ponte Seca dos idílios
pecaminosos , sem brios,
sob os dormentes dos trilhos
doces soluços e mios

Noites escuras sem lua,
sem claridade inimiga,
pouca conversa ou cantiga,
só minha imagem e a tua

Nada de luzes modernas
sem turbação de passantes
negro contorno de pernas
trabalho ardente de instantes

todos só cantam purezas
quero cantar os pecados
que ficarão registrados
pois têm também suas belezas

Depois se cala o que foi
depois vá tudo prá breca
depois que Deus me perdoe
as noites da Ponte Seca...

Soneto. Igrejinha


Igrejinha.
Tatais
Velhas nuvens da foto desta igreja...
Nunca mais formarão igual figura,
Qualquer outra que seja a formosura
Ninguém faz que ela a mesma outra vez seja.

Esvoaça no céu, que a brisa beija,
O milhão de pontinhos, que não dura
Um segundo sequer, no qual segura
O desenho nos moldes em que esteja

Assim é para nós este momento,
Ou algum do passado que fixamos,
Como alguma fugaz felicidade.

Já tentei segurar (e às vezes tento)
Estes pontos felizes que gozamos...
Quando cuido só resta uma saudade.

Biografia de Antonio Marrocos

Antonio Marrocos Araújo.

Antonio Marrocos Araújo nasceu na cidade do Ipu (Ceará), em 1906, filho de José Assis de Araújo e de Francisca Laura Marrocos Araújo. Casou-se com Leonor Lima Marrocos Araújo, tendo cinco filhos e oito netos.
Passou sua infância e a juventude na cidade natal, tendo começado em Fortaleza suas atividades no ramo de Seguros da Sul América, passando pela Eqüitativa, não só no Ceará como em Pernambuco. Em 1945 foi para Salvador (Bahia) onde como gerente da Sucursal da companhia de Seguros Previdência do sul ficou até 1949, quando se transferiu para São Paulo – SP, exercendo o mesmo cargo ate 1971, quando se aposentou na referida empresa.
Ao lado das tarefas profissionais, dedicou-se a formação de uma biblioteca especializada em literatura regional e história brasileira, conseguindo reunir valioso acervo. Em sua residência a Rua General Eloy Alfaro, 209 (Vila Mariana, São Paulo recebeu estudiosos dos temas de sua predileção).
Em 1982 publicou a Coluna Prestes no Interior do Ceará.

(Extraído do Livro Coluna Prestes no Interior do Ceará - 1982)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Poesia IPU



IPU
Erguida no feraz sopé da Ibiapaba
Sob as bênçãos do sol e os ósculos da lua,
A cidade do Ipu ainda lembra e cultua
A outrora combativa e valorosa taba.

O favo do jati, o dulçor de mangaba.
Os perfumes do bosque estão-lhe em cada rua,
E como que se vê a Índia esbelta e nua
A banhar-se, sensual na BICA do Ipuçaba

Terra nobre e viril, - cuja altivez, notória,
Vem de longe passado e ferve em sangue novo,
No prestigio moral que lhe engrandece a história.

Mas seu lustre maior, a sua honra suprema
Está para o mais justo orgulho do seu povo
Na glória de ter sido o berço de Iracema.

Alberto de Moura Viana.
Ipaumirim, 1977

Poesia IPU

IPU
A Família Soares de Paiva

Lá, no pé da serra alcantilada,
Onde Iracema perfumava a Bica,
Lá, na mata virente, altiva, fica
A terra bem ditosa e bem amada.

Do Ipu, onde a saudade derramada
Como loura miragem, purifica
A tarde mansa, a tarde embalsamada,
Cujo céu de safira me edifica.

La sentiu Guerreiro, em doce espanto,
Da meiga tabajara o terno encanto,
Naquela plaga alvinitente e bela.

Não morreu o passado! O teu fulgor
É como a estrela que ilumina a flor
Na noite argêntea que o luar revela.

Cornélio Pimentel. (Da ACERE)

Zeferino Capistrano de Castro

Nasceu no dia 26 de agosto de 1900, na Fazenda Riacho Seco, Pires Ferreira (quando então distrito de Ipu). Morou até ali na referida fazenda de propriedade de seu pai até 1924, quando a partir daí veio a residir em Santo Izidro (hoje distrito de Pires Ferreira), até sua morte, em 04 de maio de 1979. Seus pais; João Capistrano de Castro e Luiza Mônica Roriz Vale (parenta do Zezé do Vale), tiveram desse enlace 8 filhos: Edite Timbó Castro, João Zeferino de Castro, Maria Timbó Castro (Irmã Francine – falecida, foi Diretora no colégio Salete em Salvador, e no Bom Jesus da Lapa também foi diretora. Foi conselheira da Ordem das Irmãs de Caridade do Brasil), Maria de Lourdes Castro, Miriam Timbó Castro, Odete Timbó Castro, Gutenberg Timbó Castro (Odontólogo formado pela UFC), José Everton de Castro (Médico formado pela UFC).
Tinha somente o curso primário e era agricultor e pecuarista. Foi casado com D. Marieta Timbó de Castro, filha natural de Santa Quitéria. Quando Prefeito de Ipu, o seu secretário particular era o contador municipal era o professor Bruno Aguiar.
Durante o seu mandato construiu o Jardim Thomaz de Aquino Corrêa na Praça São Sebastião, (Quadro da Igrejinha).

Cel. João Bessa Guimarães

Cel. João Bessa Guimarães

Era sobralense de nascimento e chagara ao Ipu na época da inauguração da Estrada de Ferro, de que era agente. Aqui se casou com dona Hermelinda de Sousa, filha do Cel. Porfírio José de Sousa e de dona Maroca Pessoa de Souza. O Cel. Bessa foi naquela época pessoa das mais influentes na região, filiado aos Marretas, opositores dos Democratas de então.
Foi Coletor Federal por muitos anos, quando se aposentou. Do casal nasceram os filhos Manoel, João, Luís, Maria, Raimundinha, Iracema, José (garoto que faleceu aos 11 anos, em 7 de fevereiro de 1921).
Manoel Bessa Guimarães, filho do Cel. João Bessa, foi guarda-livros (contabilista) e inspetor de ensino muitos anos em Ipu. Casou-se com a Srta. Maria da Conceição Menezes, natural de Mossoró, em 08-06-1944, consórcio de que nasceram os filhos Hermelinda e Marcos Aurélio de Menezes Bessa, Manoel Bessa era cidadão influente, muito inteligente, hábil no discurso e no relacionamento social, falecendo em Fortaleza em dezembro de 1973.
Outro filho do Cel. Bessa foi João Bessa Filho, que se casou já maduro com dona Elsa Rodrigues Bessa, de família sertaneja, obtendo desse casamento os filhos: Hermelinda, Francisco, João Bessa Guimarães Neto, José, Maria, Marcos, Maurício, Ana e Silvana. João Bessa morava em sua fazenda Boa Vista e faleceu nesta cidade a 27 de abril de 1976, com 75 anos.
Luiz Bessa Guimarães (Bessinha) tinha 21 anos, mais ou menos, rapaz brincalhão e divertido, quando ficou hanseniano, moléstia então muito temida. Retraiu-se na fazenda Boa Vista e lá faleceu em 1918, na flor da idade.
Maria Bessa Guimarães morreu moça velha em Ipu, em 1916.
Raimunda Bessa Belém casou-se com o Sr. Luiz de Paula Belém, proprietário do sítio Engenho, duas léguas desta cidade. Desta cidade vieram os filhos: Nilo, José Bessa e uma menina. José Bessa é casado com uma filha de José Pereira, Toinha, cidadão inteligente, ex-funcionário do IBGE e residente em Ipu. Nilo faleceu no Rio, no Hospital Miguel Couto, aos 12 de maio de 1961.
Raimundinha Bessa, no dia 05 de junho de 1928, no sítio onde residia, foi envenenada por uma empregada de nome Alzira, num prato de comida, vindo a falecer momentos depois. A criminosa foi presa e processada nesta comarca.
Iracema Bessa Belém casou-se com Luiz Belém, viúvo de sua irmã Raimundinha, dando-lhe vários filhos.

domingo, 22 de agosto de 2010

Desapropriação da Estação Ferroviária de Ipu. 27de novembro de 2002

Prof. Mello Presidente da AFAI,entrgando o Abaixo Assinado a Prefeita. Ano de 2002
Abilio feliz se dscontrai encostado em uma das colunas da ESTAÇÃO.

Sr João Anatácio contando toda história da Estação.


Pitote integrava a comissão.



POPULARES.





Francisco Martins de Pinho.

Francisco Martins de Pinho

Nasceu em Monsenhor Tabosa no dia 03 de março de 1909. Filho de Leodegário Marques de Pinho e de Maria Isabel Martins (conhecida por Maria Bela). Francisco de Pinho, como era mais conhecido, era neto do 1º prefeito eleito por voto em Ipu, o Cel. Félix de Sousa Martins.
Foi nomeado por Faustino Albuquerque, Interventor do estado do Ceará, na época, no dia 05 de março de 1947.
Sucedeu a Raimundo Rodrigues Martins que fora eleito a prefeito em Ipu nas eleições realizada em 7 de dezembro de 1947 e empossado em 1948.
Foi casado com Luiza Magalhães de Pinho em 03 de março de 1944. E, dessa união tiveram os filhos: Cláudio César, Maria Luiza, Fernando, Odília, Romildo, Elizabete, Maurício, Clara e Francisco José. Francisco Martins de Pinho foi o último Interventor Municipal de Ipu.

sábado, 21 de agosto de 2010

João Martins Sobrinho

João Martins Sobrinho

Nasceu em 05 de janeiro de 1891 na Fazenda Lages – Ipu-Ceará e vindo a falecer em 20 de janeiro de 1957 em Ipu-Ceará.
Filho do Cel. Félix de Sousa Martins e de Maria Verônica de Souza.
Casou-se a primeira vez com Raimunda Timbó Martins e tiveram os filhos: Manoel Timbó Martins (falecido). Do segundo casamento, com Francisca de Melo Martins, teve os seguintes filhos: José Gerardo Martins, nascido a 04 de março de 1929 (já falecido), em Ipu e aposentado como auditor do Banco do Brasil S/A; Tereza Martins Vale, nascida a 11 de abril de 1930, professora aposentada da Prefeitura Municipal de Fortaleza; Francisco Édson Martins, nascido a 08 de janeiro de 1933, fazendeiro em Cangatí-Ipu-Ceará (falecido); Maria de Salete Martins de Sousa, nascida a 08 de janeiro de 1940 (dona de casa) em Fortaleza; Francisco Rui Melo Martins, nascido a 08 de junho de 1948, formado em Ciências Contábeis e exerce a profissão de comerciante, em Fortaleza.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Biografias.

Doroteu Ferreira de Paiva
(Major)

Major Doroteu Ferreira de Paiva, abastado proprietário de terrenos no Município de Ipu e na sede do Município. Nasceu no dia 09 de outubro de 1845 e morreu no dia 24 de outubro de 1932.
Foi agropecuarista, comerciante e proprietário de “Carros de Boi”, negociava comparando mercadorias sal e outros produtos vindos das Praias de Camocim.
Possuía vários Carros de Boi que serviam para de transporte material de venda em outras localidades, até mesmo a longa distancia.
Foi um trabalhador e comerciante de grande importância para o desenvolvimento do comercio ipuense.
Recebeu da Guarda Nacional a Patente de major pelo seu destacado papel junto às atividades comerciais da cidade e de todo Município.
Nas suas principiais atividades destacamos Fábricas com dois Engenhos de Ferro, uma para fabricação de rapadura no Sitio Espraiado e outro com um Alambique para fabricação de Aguardente (cachaça) no Sitio Lagoa. A sua plantação de Cana – de – Açúcar era bastante grande. Possuía ainda um plantio de Mandioca com uma casa de Farinha que servia grandemente para fabricação de nossa farinha.
O Major Doroteu deu origem a grande família Paiva aqui no Ipu São muitos os seus descendentes se alguém da família fizesse a sua genealogia com certeza seria bem grande a sua descendência.


José Assis de Araújo

José Assis de Araújo nasceu na fazenda “Garças”, município de Sant’Anna – hoje Santana do Acaraú – Ceará -, a 17 de abril de 1880 (sábado), na “Casa –grande” que fora seu avô paterno. Filho de Francisco Assis de Araújo e Maria José Vasconcelos.
Ficou órfão de mãe aos 03 anos de idade. Transferiu-se para Ipu aos 13 anos de idade e aí residiu até o seu falecimento, ocorrido a 30 de março de 1925.
Iniciando em Ipu, suas atividades profissionais como auxiliar do comercio, não se descuidou dos seus estudos, obedecendo a uma natural inclinação de seu espírito. Recorreu a professor, mas, sobretudo desenvolveu um persistente autodidatismo. Graças a tais esforços, poucos anos depois já galgara a posição de guarda-livros da firma J. Lourenço & Cia.
Exerceu as seguintes funções:
Comerciante de Tecidos e Miudezas, Agropecuarista, Funcionário de Inspetoria Federal de Obras Contras as Secas – IFCOS, Colaborador dos Jornais da Região, Charadista, Colaborador do Almanaque de Lembranças LUSO – BRASILEIRO editado em Lisboa. Contava com vários órgãos da Imprensa especialmente e o “Correio da Semana” e a “Imprensa”, o “Santuário de São Francisco”, de Canindé escreveu duas colunas, em Acaraú escreveu no Jornal “A Comuna”.
Faleceu em plena atividade como Guarda – Livros da firma Silveira & Cia.ltda. “Drogaria Silveira”

Câmras de Vereadores de IPU.Vários Períodos.

Período de 1955 a 1958.

Sendo candidato a Prefeito nas eleições de 1954, foi eleito o senhor Abdias Martins de Sousa Torres, administrando de 1955 a 1958. Tendo disputado as eleições Vicente Belém Rocha e Abdias Martins. Vicente Rocha era pai do saudoso Vereador Helder Marcelo Pinho Belém Rocha (Valete) e de José Iran Belém Pinho Belém Rocha. Vicente perdeu as eleições por 240 votos para Abdias Martins.

A Câmara Municipal ficou assim constituída: Presidente: Zeferino Capistrano de Castro, Secretário – Antonio Rodrigues Martins, Francisco Pinto de Oliveira, Bernardo Afonso de Farias, Antonio Pereira Martins, Francisco Costa Martins, Antonio Olímpio Costa, José Carvalho Aragão, Francisco Martins de Pinho, Francisco Elmiro Martins.
Obs – Em março de 1955, onde consta como o presidente e o secretário acima, já em novembro do mesmo ano (1955) o Presidente era Antonio Rodrigues Martins e o Secretário – Francisco Pinto de Oliveira.

Período de 1959 a 1962.

Na eleição de 1958, foi eleito o senhor Zeferino Capistrano de Castro, tomando posse em 1959 e governou até 1960, renunciando ao seu mandato e, assumindo assim, o restante da gestão, o seu Vice-Prefeito, Antonio Pereira de Farias. Foi uma eleição muito acirrada. Quem disputou com o Zeferino de Castro foi Dr. Rocha Aguiar. Zeferino por ser do sertão, era chamado de: “cabra capador de bode” e o Dr. Rocha Aguiar por ser aloirado de: “bode louro”. Zeferino Capistrano de Castro ganhou a eleição do “bode louro” por 320 votos.

A Câmara Municipal ficou assim composta: Presidente: Antonio Pereira Martins em 1959. Em 1960 o Presidente foi Abdias Martins de Sousa Torres e Francisco Torres Veras – Secretário, Antonio Pereira Martins, Bernardo Afonso de Farias, Francisco Torres Veras, Antonio Djacir Torquato, Francisco Pinto de Oliveira (secretário em 1959), José Carvalho Aragão, José Gentil Paulino, Augusto José de Aragão, Antonio Olímpio, Francisco das Chagas Torres, Frutuoso Aguiar Ximenes. Antonio Soares de Aquino.

Período de 1970 a 1972.

Na eleição de 1970, foi eleito o cidadão Antonio Ximenes Veras, tomando posse em 1971, administrando apenas 02 anos, 1971 e 1972, sendo cedido o restante do mandato ou seja últimos seis meses a Antonio Pinto de Oliveira – o Tonhô. Disputaram para prefeito dois candidatos; Antonio Ximenes Veras e Francisco Ferreira de Moraes cognominado de Zorro, pois, Padre a aquela época vestia uma batina Preta e seu vice foi Zeferino de Castro. Antonio Ximenes foi chamado na época de “Sargento Garcia” por ser gordo e no filme “O Zorro” era quem enfrentava o Zorro. Venceu as eleições com mais de 700 votos.

A Câmara Municipal se constituiu assim: Presidente: Francisco Pinto de Oliveira, 1º Secretário: Francisco das Chagas Torres, 2º Secretário: Manoel Temóteo Passos, Antonio Soares de Aquino, José Carvalho de Aragão, Francisco Alves de Araújo, José Alves de Araújo, Cloves Costa Camilo, Francisco Bruno de Aguiar, Antonio Carlos Reginaldo, Felix Martins II, Francisco Lisboa Lima.

Período de 1973 a 1976.

Maria Antonieta Rocha Aguiar, Candidata única – eleita e empossando-se em 1973, governando até 1976. O seu vice-prefeito foi Francisco Pinto de Oliveira (Chico Pinto). Nessa época Dr. Rocha Aguiar era o líder absoluto dos Partidos Políticos da Cidade. A sua popularidade cresceu tanto que logo em seguida tornou-se Deputado Estadual, sendo uma dos mais votados no Estado do Ceará. Apresentou a sua esposa como candidata única. Foi o primeiro candidato único na história política do Município e a primeira mulher eleita Prefeita de Ipu.

A Câmara Municipal assim era composta: Antonio Rodrigues Irmão,(Tôtô Biluca) João Sampaio de Araújo, 1ª Secretária: Maria da Conceição Viana Mourão (primeira mulher eleita à vereadora de Ipu e quiçá do Estado), José Carvalho de Aragão, Antonio Pinto de Oliveira, Antonio Soares de Aquino, Antonio Carlos Reginaldo, Felix Martins II, Francisco Lisboa Lima, Francisco das Chagas Torres, Manoel Temóteo Passos.

Período de 1976 a 1977

Dr. Antonio Milton Pereira – Eleito em 1976, tomando posse em 1977, governando até 1982, por conseguinte 06 anos, sendo seu Vice-Prefeito: Francisco Gomes Bezerra (Chico Andrade). Disputou a eleição com Francisco Pinto de Oliveira (Chico Pinto) e o seu vice-prefeito foi Antonio Ximenes Veras. Milton Pereira venceu as eleições por 146 votos de maioria. Milton Pereira foi eleito por 4 anos, mas seu mandato foi prorrogado por mais dois anos. Na época os candidatos Milton Pereira eram da ARENA 2 e Chico Pinto da ARENA 1.

Ficou assim composta a Câmara Municipal de Ipu. Presidente: José Gessy Torquato, Francisco das Chagas Farias (Secretário), José Lopes Martins, Antonio Pereira da Silva (Sargento Ferreira), Francisco Santos Aragão, José Alves de Araújo, Antonio Pinto de Oliveira, Osmar Aprígio Farias, Manuel Pereira da Costa (Manoel Guedes), Antonio Pereira Damasceno (Antenor Damasceno), José André Camelo, Antonio Soares de Aquino e Gerardo Camelo Madeira.
Nos últimos anos o Presidente foi o Sr. José Lopes Martins e Secretário o Sr. José Gessy Torquato.

Período de 1982 a 1988

Dr. Francisco Eufrásio Mororó, eleito em 1982 e governou até 1988, tendo 06 anos de administração. O seu Vice-Prefeito foi o Dr.Francisco Vladimir Ximenes Mourão. Disputou com Dr.Francisco Rocha Aguiar, e seu vice-prefeito foi o Sr. Francisco Pinto de Oliveira. Flávio Mororó venceu com 305 votos de maioria.

A Câmara Municipal de 1982 a 1988 se compôs a seguinte forma: Antonio Olímpio Costa, Antonio Ximenes Veras, Gerardo Camelo Madeira, Madalena Ferreira Pontes de Sousa, Francisco Santos Aragão, Antonio Pinto de Oliveira (Tonhô), Helder Marcelo Pinho Belém Rocha, José Alves Araújo, José Lopes Martins, Francisco José Moura (Zé Moura), Antonio Pereira Damasceno (Antenor Damasceno), Pascoal Guilherme de Oliveira, Osmar Aprígio Farias, Antonio Ferreira da Silva (Sargento Ferreira).

Novamente candidato, o Dr. Antonio Milton Pereira, sendo eleito em 1988 e tomando posse em 1989, governou até 1993. O seu Vice-Prefeito era Francisco Majela Aragão Ximenes. Disputou as eleições com José Carlos Sobrinho (O Zezé) e seu vice-prefeito era o Simão Martins de Sousa Torres. Milton Venceu as eleições com mais de 500 votos de maioria.

A Câmara Municipal assim era composta: Antonio Soares de Aquino, Antonio Elmiro Martins, Francisco Santos Aragão, Francisca Ivna Mororó Barroso, Francisco das Chagas Peres, Jorge Madeira Filho, José Lopes Martins, José Milton Rodrigues Torres, José Alves de Araújo, Madalena Ferreira Pontes de Sousa, José Antonio Martins de Sousa, Raimundo Nonato Martins Rodrigues, Osmar Aprígio de Farias, Maria Divanilde Gomes da Silva (D. Diva), Pedro José de Farias, Antonio Olímpio Costa, Francisco de Assis Barroso Farias.

José Carlos Sobrinho (Zezé), foi eleito em 1993 e governou o Município até 1996. O seu Vice-Prefeito era o Francisco Maurício Dias Xerez e disputaram as eleições com Dr. Antonio Carlos Martina (Dr. Cacá) e sendo seu vice o Francisco de Assis Araújo Tavares. (Dião Tavares).

A Câmara Municipal assim era composta: Presidente: José Lopes Martins (93/94), Antonio Olímpio Costa, Antonio Elmiro Martins, Antonia Bezerra Lima, Antonio Carlos Amarante Silva, José Antonio Martins de Sousa, José Milton Rodrigues Torres, Jorge Madeira Filho, Francisca Ivna Carneiro Mororó, Francisco Evandro Soares, Francisco Majela Aragão Ximenes, Madalena Ferreira Pontes de Sousa, Manoel Josino de Freitas Filho, Maria Divanilde Gomes da Silva, Raimundo Nonato Martins Rodrigues, Augusto José de Aragão, Francisco das Chagas Peres Martins, Ivo de Sousa Oliveira. Madalena Ferreira Pontes de Sousa foi a Presidente (94 a 95), depois a presidência passou para Jorge Madeira Filho (95 a 96).

Simão Martins de Sousa Torres, eleito em 1996, empossado no dia 1º de janeiro de 1997 e governou até 2000. Seu Vice-Prefeito era Dr. Antonio Carlos Martins (Dr. Cacá). Disputou com Dr. Flávio Mororó, sendo o seu vice Dr. Francisco das Chagas Peres Martins (Chagas Peres). Simão Martins venceu com mais de 4.400 votos de maioria. Candidato apoiado pelo Zezé Carlos.

A Câmara Municipal assim era composta: Presidente - Nilson Rufino Moreira (99 a 2000) Vice-Presidente: Manoel Josino de Freitas Filho, 1º Secretário: Ivo Sousa de Oliveira, 2º Secretário: José Ximenes Veras Júnior (Juninho), Jorge Madeira Filho, Antonia Bezerra Lima Carlos (Presidenta de 97 a 98), Maria do Socorro de M. Martins, Francisca Ivna Carneiro Mororó, Carmem Lúcia Pinto Martins, Antonio Carlos Amarante Silva, Antonio Elmiro Martins, José Alves de Araújo, Raimundo Nonato Rodrigues, Manoel Elmiro de Paiva (Manoel de Sousa), Francisco Evandro Soares, Antonio Olímpio Costa, Augusto José de Aragão (Deó).

Nas eleições de 2000, foi eleito Marcelo Joseme de Abreu Carlos, substituindo seu pai José Carlos Sobrinho que teve a sua candidatura caçada pela Justiça Eleitoral. Marcelo assumiu o poder por apenas alguns meses, assumindo a Vice-prefeita, Antonia Bezerra Lima. Disputou as eleições com Dr. Simão Martins de Sousa Torres tendo como vice o Dr. Antonio Carlos Martins (Dr. Cacá). Marcelo Carlos venceu com mais de 4.500 votos de maioria.

A Câmara Municipal assim era composta: Presidente: Antonio Carlos Amarante da Silva, Vice-Presidente: Francisco Evandro Soares, 1º Secretário: Carmem Lúcia Pinto Martins, 2º Secretário: Nilson Rufino Moreira, Antonio Elmiro Martins Francisca Ivna Carneiro Mororó, Ivo Sousa de Oliveira, José Alves de Araújo, José Maurício Ximenes Miranda, José Ximenes Veras Júnior, Luiz Dantas de Lima, Madalena Ferreira Pontes de Sousa, Manoel Elmiro de Paiva, Manoel Josino de Freitas Filho, Maria da Conceição A. Leite Amaral, Maria do Socorro Mesquita Martins, Raimundo Nonato Martins Rodrigues, Maria Eulália Rodrigues Lima (suplente), Raimundo Diogo de Melo (suplente). Em 01-2003 foi eleito presidente Francisco Evandro Soares.

Maria do Socorro Pereira Torres. Foi eleita nas eleições de outubro de 2004, assumindo a Prefeitura no dia 1º de janeiro de 2005. Seu Vice-prefeito Dr. Eduardo Pinheiro Bezerra. Disputaram as eleições pela primeira vez na história política do Ipu, duas mulheres; Maria do Socorro, e Toinha Carlos. Socorro venceu com uma margem de mais de 2.000 votos de diferença.

A Câmara Municipal era composta: Presidente: Raimundo Nonato Martins Rodrigues, Secretário Antonio Erivelton Alves de Sousa, José Alves de Sousa ( José Araújo foi (09) vezes eleito vereador-recorde na história política de Ipu), Efigênia Mororó, Carmem Lúcia Pinto, Manoel Josino de Freitas (Manoel Palácio), Nilson Rufino Moreira (de licença, substituído por Luiz Dantas de Lima), Ivo Sousa Oliveira e Antonio Carlos do Amarante.

O atual Presidente é o Vereador Francisco Ivo de Sousa.

P.S. Raimundo Nonato Martins Rodrigues, por irregularidades no processo de votação para Presidente da Câmara onde ele mesmo era candidato foi eleito, não sabemos como.
O seu mandato ficou sub-judce. No período de 2005 e 2006.


Antonio Pereira Martins – 12-1953
Zeferino de Castro – 03-1955
Antonio Rodrigues Martins – 11-1955
Abdias Martins de Sousa Torres - 1960
Francisco Pinto de Oliveira – 1971 a 1972
Antonio Pinto de Oliveira 1973 a 1975
José Lopes Martins - 1977 a 1979
José Gessy Torquato - 1979 a 1982
Antonio Ferreira da Silva - 1982 a 1983
Antonio Olímpio Costa - 1983 a 1985
Antonio Ferreira da Silva - 1985 a 1987
Antonio Pereira Damasceno - 1987 a 1989
José Alves de Araújo - 31-01-89 a 31-12-90
Obs: Francisca Ivna Mororó – Presidenta da Assembléia Municipal – Constituinte 1990.
Francisco das Chagas Peres Martins - 1990 a 1992
Madalena Ferreira Pontes de Sousa - 1993 a 1994
Jorge Madeira Filho - 1995 a 1996
Antonia Bezerra Lima - 1997 a 1998
Nilson Rufino Moreira - 01-01-99 a 31-12-2000
Antonio Carlos do Amarante -2001 a2002.
Francisco Evandro Soares 2003 a2004
Raimundo Nonato Martins Rodrigues 2005 a 2006.
Francisco Ivo de Sousa. 2007/2008.

(Fontes gentilmente cedidas pelo Câmara Municipal de Ipu, e o ex-vice-prefeito de Ipu o Sr. Chico Pinto de Pires Ferreira, João Anastácio Martins e mais alguns arquivos como: Jornal Correio do Norte).
Obs. Atendendo solitações de alunos da cidade para pesquisa durante as comemoraçõs da SEMANA DO MUNICÍPIO.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Convite IPU 170 Anos


Poesia IPU




Aniversário do Ipu

Corrinha de Melo Lima

Boa-noite meu Ipu
Desde a aurora que eu estou
A te sonhar com carinho
A te oferecer meu amor
Hoje é teu aniversário
O 26 tão amado
Que Deus abençoe tua gente
Teu futuro e teu passado

És minha terra adorada
Deus abençoe o teu solo
Quando estou a cismar
Volto a ti e peço colo
Escuto a cachoeira
Sinto tua brisa cheirosa
Ouço todas tuas músicas
Vejo a serra majestosa

O teu dia não me esqueço
Ipu, terra muito amada
Tens beleza em toda parte
És por Deus abençoada
Hoje o 26 de Agosto
Te ofereço este poema
Ontem eu também fiz festa
Pra minha filha “Lorena”

Deus te aguarde Ipu querido
Abrigando minha gente
Meu recanto encantado
Mesmo longe estou presente
Que o vento aqui da praia
Vá correndo te dizer
Que você é minha saudade
Minha fé, minha verdade
E Te Amo até morrer.

Fortaleza, 26 de Agosto de 1995

Fulutrica.

FULUTRICAS
Dez cousas impossíveis, por que não podem mesmo acontecer no Ipu
I. O Jaime Fonteles vai trabalhar
II. O Freitas Luis Alberto, Raimundo Salu e Adelino resolveram casar
III. O Chiim está deixando de mentir.
IV. Estár nascendo cabêlo na cabeça do Parnaibano.
V. O Valter Bezerra aprender a dançar.
VI. O Autônio Melo ficar menos feio.
VII. O Milton Aragão ficar calmo e João Chiquinhino ficar esperto.
VIII. O Lauro Magalhães deixar de se tremer.
IX. O Xavier deixar o movimento de carroças.
X. O Mariano falar com os dois olhos abertos.




Ipu em Jornal 1959

Bairro Nova Aldeota


BAIRRO DA NOVA ALDEOTA

Bairro dos mais elegantes de nossa cidade foi assim apelidado em virtude do Bairro da Aldeota de Fortaleza. Os proprietários dos terrenos eram pessoas vindas da Capital do Estado, e para obterem melhores vendas dos seus terrenos deram o nome de Nova Aldeota.
É um bairro elegante de nossa terra pelas suas residências e por outros edifícios que ali se instalaram.

Rua Farias Brito.

Rua Farias Brito. Destacamos o vulto de Farias Britto. Gama Rosa: assim se expressou ao se referir ao perfil do filósofo Farias Brito «um grande espírito progressivo, iluminado pela cultura das idéias gerais, pensador e filosofo».
O Dr. Raimundo de Farias Britto nasceu na vila de S. Benedito, deste Estado, sobre a Serra da Ibiapaba. Veio, porém, para o Ipu, em tenra idade, e nesta cidade teve os seus primeiros ensinamentos ao lado de Dr. Raimundo de Farias Britto vemos os nomes dos Srs. Teodoreto Carlos de Farias Souto e Felix Candido de Souza Carvalho, este, atualmente desembargador do Tribunal da Relação do Estado, encomiado nas letras Jurídicas pelo vasto preparo que possuía.
São estes os nomes dos ipuenses em destaque na literatura nacional.
Farias Brito ainda no Ipu proferiu várias palestras no Gabinete de Leitura para sócios e a juventude ipuense. A Rua que recebeu o seu nome fica, no Bairro do Reino de França.


D. Maria Assis.



Ipu em Jornal 1991. Matéria Produzida pelo TATAIS.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Biografia de Delmiro Gouveia

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia
(Delmiro Gouveia)

Delmiro Gouveia nasceu em Ipu a 5 de junho de 1863, no município de Ipu, Estado do Ceará. Na Fazenda Boa Vista nas cercanias cearenses. Foi batizado pelo Padre Coadjutor do Vigário da visinha cidade de Santa Quitéria por ocasião da desobriga, ali, no casarão daquela fazenda.
Era filho do Major Delmiro Porfírio de Farias, morto a 02 de dezembro do ano de 1867, na Guerra do Paraguai.
A mãe era de procedência de Pernambucana, D. Leonilda Flora da Cruz Gouveia. Ficou conhecida pelo apelido de Curica nos sertões de Ipu e Santa Quitéria, onde viveu poucos anos, voltando para sua terra natal, após a morte do herói Major Delmiro de Farias, nome dado posteriormente a uma das ruas de Fortaleza.
Delmiro em Recife passou a comprar algodão e couro no interior do Estado de Pernambuco.
Fundou mais tarde em (1896) a firma Delmiro Gouveia & Cia., em Recife a Rua do Braun, com o capitalista Antonio Carlos Ferreira da Silva, diretor Gerente do Bando de Pernambuco.
O Mercado DÉRBI, instalado por Delmiro no centro de Recife era um Estabelecimento Comercial que imitava hoje os grandes mercantis, um avanço na história comercial do País.
Delmiro Gouveia era considerado “O Rei das Peles”, pioneiro do aproveitamento da Cachoeira de Paulo Afonso e fundador da cidade Industrial de Pedra, que hoje tem seu nome.
Iona & cia. Foram os incorporadores a 1ª e 2ª reuniões de Assembléia Geral para instalação de fábrica de linhas. Todas providencias foram tomadas para fabricação dos tipos de linha e fios-escolhidos a marca, bem como o símbolo – somente os carretéis, eram importados. A 1ª fábrica de linhas que se chamou de “Linhas Estrela” no sertão, aproveitando o homem e a matéria prima era de Delmiro Gouveia. A firma passou a ser chamada de Agro-Fabril Mercantil. Em 1903 Delmiro passa a residir em Pedra desenvolvendo grandemente a Indústria de Linhas. Passou a comprar gêneros e peles mudando assim um pouco as atividades referentes à linha.
Delmiro faleceu numa quarta-feira 10 de outubro de 1917, vitimado por um assassinato dos seus concorrentes. Um crime que deixou a população daquela cidade apática e revoltada. Morreu assim Delmiro Gouveia. Na tarde do enterro de Delmiro, muito concorrido, demorado, solene como nunca mais se viu nas ruas de Pedra.
Um cantador fez espalhar pelo Nordeste esta inspirada quadra:

Quando o enterro de Delmiro
Foi pela rua passando
Parece que a gente ouvia
A cachoeira chorando...

O povo que presenciou essas cenas e quem conheceu Delmiro, em vida, jamais esqueceu o grande ídolo. E, para que ele ficasse eternamente lembrando pela posteridade, foi erigido no lugar de sua morte um marco cuja lápide se lê esta inscrição: “Aqui o evangelizador dos sertões e fundador de Pedra Delmiro Gouveia, tombou mortalmente ferido pela bala homicida de sicários assalariados, no dia 10 de outubro de 1917”.

Hoje Pedra tem o seu nome e na cidade de Ipu Município onde Delmiro nasceu existe uma Praça com o seu nome e um Busto edificado no seu centro da mesma em sua homenagem.
O lugar onde Delmiro nasceu hoje distrito de Pires Ferreira a localidade de Santo Izidro passou a ser chamada de Delmiro Gouveia e ainda no Ipu uma Escola de Ensino Fundamental e Médio leva o seu nome.
Em Fortaleza na Praça dos Mártires (antigo Passeio Público) em seu preito foi arvorado o seu Busto entre outros Mártires já existente no logradouro.




Formação Eclesiástica de IPU



FORMAÇÃO ECLESIÁSTICA

A sua freguesia, sob a invocação de São Sebastião do Ipu foi criada pela Lei Provincial de nº 2037 de 27 de outubro de 1883, quando desmembrada da Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos.
No Ipu foi edificada uma Capela de pequeno porte em 1780, tinha a frente virada para o poente, pois se tratava apenas de um local para orações, o contrario da que vemos hoje virada totalmente para o Nascente. Em janeiro de 1780 foram doadas as terras que serviram de Patrimônio para Capela sob a proteção de São Sebastião, por João Alves Fontes, as terras do Santo como ficou conhecida tem uma légua de comprimento do Riacho Ipuçaba a começar na Bica, e meia légua para cada lado do referido riacho, limitando-se ao Sul com as terras do Sítio São Mateus, ao Norte com as terras do Sítio Ipuzinho. Por Portaria de 29 de agosto de 1856, do Juiz de Direito Dr. Vitoriano do Rego Toscano Barreto determinou que fosse feita à demarcação da referida légua de terra servindo de Título ao Patrimônio do glorioso São Sebastião.
Os festejos de São Sebastião acontecem de 10 a 20 de janeiro de cada ano reunindo os filhos da terra mesmo aqueles mais distantes. Neste período acontecem leilões, barracas, bailes e as tradicionais novenas celebradas na Igreja Matriz.
Outra Festa Religiosa que se realiza é a de São Francisco, também com um novenário de 25 de setembro a 04 de outubro, é grandemente celebrada pelos fieis de Ipu.
Quando Ipu foi elevado à categoria de Vila, transferiu-se para Freguesia de Ipu o Padre Francisco Correa de Carvalho e Silva que era vigário Colado da Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos, veio para Ipu com mesma função que exercia na Matriz de São Gonçalo, nomeado a 17 de agosto de 1842; tomou posse na freguesia a 13 de junho de 1843. Padre Corrêa faleceu em Ipu a 13 de junho de 1881, e os seus restos mortais se encontram sepultados no Altar-Mor da Igrejinha de Nossa Senhora do Desterro, portanto, padre Corrêa não foi o primeiro vigário de Ipu.
Padre Corrêa foi quem realizou a primeira Festa de São Sebastião em Ipu, no ano de 1860.
O primeiro vigário de Ipu foi o Padre João José de Castro, era um sacerdote zeloso, fez uma reforma na Igrejinha e foi o programador da festa de inauguração da Estação Ferroviária em 1894, falecendo em Ipu no mesmo ano.
O segundo vigário de Ipu foi o Padre Francisco Máximo Feitosa Castro o seu paroquiato foi de 1894 a 1911.

Terceiro vigário Padre Dr. Aureliano Mota, irmão de Leonardo Mota, grande folclorista do Ceará.
Iniciou a construção da atual Igreja Matriz de Ipu, realizando a benção da PEDRA FUNDAMENTAL.

Quarto vigário Monsenhor Gonçalo de Oliveira Lima, assumiu a paróquia em 09 de abril de 1916. Mons. Gonçalo ao contrario de muitos era considerado na sua Diocese-Sobral como a “Flor do Clero”, pelo seu extraordinário conceito junto aos seus paroquianos e ao Bispado a quem pertencia. Faleceu em 11 de outubro de 1955, o seu jazigo perpetuo encontra-se no consistório da Igrejinha. Monsenhor Gonçalo era filho de Ipu e nasceu em 09 de janeiro de 1884.

Quinto vigário, Monsenhor Francisco Ferreira de Moraes, seu paroquiato durou 52 anos.

O sexto vigário é o atual pároco Padre Raimundo Nonato Timbó, assumiu a Paróquia de São Sebastião de Ipu em 09 de dezembro de 1999. Deixou de realizar a Festa do Padroeiro em virtude de um Baile que acontecera durante o período do Novenário, sendo celebrado apenas um tríduo, ficando assim quebrado uma tradição de 140 anos (ano 2000 d.C.). Contudo vem fazendo uma excelente administração à frente da Paróquia de Ipu.

A solenidade da benção da Pedra Fundamental da Igreja Matriz de Ipu data de 18 de outubro de 1914.
O arquiteto que projetou a Matriz de Ipu foi o ipuense Dr. Arquimedes Memória. A Benção solene da Igreja foi feita pelo Frei José Maria de Sá Leitão, acompanhado do Padre José Bezerra Coutinho e o vigário de Nova Russas na época Padre Francisco Ferreira de Moraes.

O primeiro Padre a celebrar sua primeira Missa no novo Templo foi o filho da terra Padre Antonino Cordeiro Soares.

Origem IPU



HISTÓRICO DE IPU

FRANCISCO DE ASSIS MARTINS
(Prof. Francisco Melo)
IPU - JANEIRO DE 2001

Ipu nasceu às margens do riacho Ipuçaba, cuja nascente fica no sítio São Paulo, neste Município. No seu percurso forma no rochedo da Ibiapaba a linfa cor de Prata chamada Bica do Ipu, se desprendendo de uma altitude de 120 metros formando na sua queda a imagem de um verdadeiro “Véu de Noiva” como diz a canção de Zezé do Vale. Nas imediações do Riacho se formaram plantios de cana-de-açúcar, bananeiras e outros.
O pequeno córrego inspirou muitos de nossos poetas. IPU está localizada em partes de 20 léguas de terra doadas à D. Joana de Paula Vieira Mimosa pelas Cortes Portuguesas de Lisboa em 1694.
D. Joana era missionária Portuguesa que aqui chegou para dar inicio a nossa civilização era, esposa de João Alves Fontes muito enérgica e habilidosa colonizou suas propriedades contribuindo para a catequese dos Índios.Os Índios eram os Tabajaras, o nosso primitivo que aqui viveu dando origem a lenda de IRACEMA de José de Alencar.

Ipu, berço de Iracema, terra de Martim e Araquém, tem sua civilização pautada nos costumes indígenas. Os Tabajaras sobreviviam fazendo roçados e neles plantavam o cará, o inhame, o abacaxi, milho, mandioca e outras culturas que se adaptassem a fertilidade do solo.
Construíram também casinhas ou casinholas a margem do Ipuçaba que com o passar do tempo foram substituídas por outras.

Em 1740 já havia o ARRAIAL, com pequenas casas de taipa sendo o seu piso de chão de barro batido, construídas com o auxilio de alguns Portugueses e Pernambucanos que aqui aportaram. Chegaram vindos da Vila Real de Viçosa alguns clérigos que continuaram o trabalho de catequese iniciado por D. Joana de Paula Vieira Mimosa. Em seguida vieram outros Padres Jesuítas e construíram uma Capela pequena edificada em 1765 em torno do atual Quadro da Igrejinha onde foi iniciado o Povoado que passou a ser conhecido e chamado de PAPO, seguido por uma Rua estreita que passamos a chamar de Goela, ainda hoje a pequena Rua apesar de ter possuído vários nomes como Rua Senador Catunda, homenagem a um Senador de República que aqui residiu.
A Rua mudou de nome outra vez para Rua Cel. Pedro Aragão que permanece até os nossos dias, contudo a pequena ruazinha onde nasceu Milton Dias, famoso cronista conhecido nacionalmente pelas suas crônicas, continua chamada por todos nós de Rua da Goela.
No Hino do Sesquicentenário de Ipu, letra do Professor Antonio Ramos e música do Professor Francisco Melo, num trecho do Hino, por sinal muito suave e poético dizem “O Ipu Ave Meiga em Vôo Sereno”, ficou bonito e gostoso de cantar, pois retrata a forma de um pássaro que Ipu teve na formação de sua toponímia.
Por Alvará ou Carta Régia, de 12 de maio de 1791, foi criado o município com sua primeira sede com o nome de Povoação de Campo Grande, depois elevado a categoria de Vila que se chamou de Vila Nova d’El-Rei hoje cidade de Guaraciaba do Norte. Ipu quando foi elevado a Vila, tomou a mesma denominação de sua sede Vila Nova d’El-Rei, mas mesmo assim, o povo continuou chamando de “Vila dos Enredos”, em face das constantes intrigas existentes naquele tempo. Tudo isso aconteceu em torno da Igrejinha, onde ficou consolidada a VILA.
Com a criação da Lei Provincial de nº 200 de 26 de agosto de 1840, ficou suprimida a Vila de Campo Grande transferindo a sede do município para Núcleo de Ipu Grande, com o nome de VILA NOVA DE IPU GRANDE.
Lei nº 200, de 26 de agosto de 1840 sancionada pelo Presidente Francisco de Sousa Aguiar.
Art. 1º – Fica transferido de Vila Nova d’El-Rei para povoação de Ipu Grande no mesmo município, com a denominação de Vila Nova do Ipu Grande.
Art. 2º – A Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos será igualmente transferida para Capela de São Sebastião do Ipu Grande, quando esta estiver em estado de nela celebrarem decentemente os ofícios divinos.
Art. 3º- Ficam revogadas quaisquer leis e disposições em contrario.
A Vila denominada por Lei, Vila Nova do Ipu Grande conservava a ingenuidade de uma época que em torno da Igrejinha o vilarejo foi tomando consistência. Mais tarde, em face da Lei de nº 432, de 31.08.1848 o Ipu Grande se tornou simplesmente IPU.
A origem do vocábulo Ipu tem varias conceituações mesmo porque a nossa Língua oferece opções outras para que chegássemos até a palavra IPU.
Vejamos:
Qualidade de terra fértil que forma grandes coroas ou ilhas em terras procuradas para a cultura. (José de Alencar)
Vem de IPOHU ou IPOÇU, alagadiço, sumidouro d’água (Dr. Paulino Nogueira)
Se o nome da cidade deriva de um salto, seria ITU, e não IPU (Pompeu Sobrinho).
No Ceará chama-se Ipu, a pequena lagoa de águas pouco profundas, que seca no verão.
O índio chamava YPU, a fonte, o olho d’água.
A opinião predominante em relação à palavra Ipu, conhecida pelo ipuense de ontem e de hoje, é a de Dr. Eusébio de Sousa:- a denominação desse vocábulo nasceu da admiração que faziam os indígenas da queda que davam as águas do cimo da montanha, grafado assim em língua TUPI: IG: água, e PU, queda, palavra ONOMATOPAICA que quer dizer-QUEDA D’ÁGUA.

IPU, de Vila, foi elevada à categoria de cidade conforme reza a Lei nº 2.098, de 25 de novembro de 1885.
O desembargador Miguel Calmon du Pin e Almeida Presidente da Província do Ceará etc.

“Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sanciono a lei seguinte”:
Art. 1º – Fica elevada a VILLA do IPU a categoria de CIDADE.
Art. 2º Revogam-se as disposições em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém.
O secretário desta província a faça imprimir, publicar e correr.
1885, sexagésimo quarto da Independência do Brasil do Império”.
Miguel Calmon du Pin e Almeida

Os seus primeiros edificadores deram como já dissemos a configuração de um pássaro, o bico fica no fim da Rua, goela o inicio da artéria e o papo o Quadro da Igrejinha propriamente dito.
O Município de Ipu limita-se ao Norte com Reriutaba e Pires Ferreira; ao Sul com a cidade de Ipueiras; a Leste com Hidrolândia; a Oeste, com Guaraciaba do Norte e Croata.
O Município está dentro da Mesorregião do Noroeste Cearense, portanto localizado na Microrregião do Ipu que engloba os seguintes municípios: Ipu, Ipueiras, Pires Ferreira, Poranga, Reriutaba e Varjota. Fica também, na Zona Fisiográfica de Sobral, tendo como sede à cidade de Ipu, a 247,20 m de altitude, as suas coordenadas geográficas estão assim distribuídas: Latitude 4° 19’ 20’’ S; Latitude 40° 42’ 39’’ W. Situa-se ao pé da Cordilheira da Ibiapaba, às margens do ribeirão Ipuçaba, com suas ruas amplas e arborizadas. Dista da capital do Estado pela rodovia da Fé 288 km. Os naturais do Ipu são chamados de ipuenses.
O Clima é semi-árido quente; a oeste na zona serrana tem clima fresco atenuado pela altitude. A temperatura do ano inteiro varia de 24ºC a 34ºC.
Orografia: A Ibiapaba margeia o município de norte a sul. Na área sertaneja encontram-se os serrotes Flores e Fuzil.

Superfície: 634.1 Km²
População: 42.000 Habitantes aproximadamente, sendo: 19.329 Homens e 19.816 Mulheres.
Crescimento Geométrico: 2,062,
Percentual de Crescimento: 10,92%
Densidade Demográfica: 61,70 Km²

Distritos, Ipu (sede), Abílio Martins, Flores e Várzea do Jiló Ingazeiras e Recanto..
A cidade do Ipu é de belo aspecto, surpreendendo quem a visita à procura de novas sensações. Regularmente edificada, destaca-se pela sua pitoresca paisagem localizada no sopé da famosa Ibiapaba, tornando-se, portanto, a mais próxima de quantas outras das cidades estão encravadas em suas imediações. Em todo seu perímetro urbano conta atualmente com 213 ruas (ano de 2006) bem delineadas, quase todas as calçamentadas, asfaltadas e arborizadas e com praças ajardinadas.

domingo, 15 de agosto de 2010

Boulevard Sebastião Carlos.



Boulevard Sebastião Carlos de Lima nasceu em Ipu. Casou-se com Isabel de Oliveira Miranda. Do enlace não deixou descendência. Em Ipu foi comerciante e proprietário, sócio do comércio de gado no tempo da Pastaria. Tinha a patente de Tenente Coronel da Guarda Nacional, foi um dos primeiros construtores da cidade de Ipu, especialmente na Rua Cel. Felix, construindo o prédio onde funcionou a Farmácia e Drogaria Silveira.
Era participante ativo dos festejos de São Sebastião, completando dos seus recursos próprios as despesas que ocorriam durante os 10 dias de festejos.
Educou seu sobrinho Mons. Gonçalo de Oliveira Lima e sempre foi considerado pela sua generosidade e rasgo de filantropia.
Quando esteve à frente da Paróquia de Ipu, o Pe.Francisco Maximo Feitosa e Castro foi feito por Sebastião Carlos e sua Mulher D. Isabel de Oliveira Miranda, a doação de cinco setas de ouro e de um resplendor de ouro para o glorioso São Sebastião, entregue ao vigário acima citado.
Por Ato presenciado por um grande número de pessoas religiosas passando a escritura Particular assinada por Sebastião Carlos e Isabel de Oliveira Miranda sua esposa.
A doação consta no livro de n°. 03 fls.47 em 11 de fevereiro de 1905, do Patrimônio de São Sebastião de Ipu. Os trabalhos de confecção foram realizados pelo o ourives João Cordeiro Coelho (era Português).
Foi imortalizado com uma larga Rua na subida do Alto dos 14. O Prefeito era o Sr. Joaquim de Oliveira Lima.
Nasceu no dia 04 de novembro e faleceu em 11 de fevereiro de 1915.

Um Fenomeno

UM FENOMENO
Desta vez não ficou envolto nos lençóis do esquecimento o dia do “fenomenamento”do fenômeno colosso de Ipu, rival do Pico da Bandeira,o ponto mais alto das cordilheiras do Brasil, o dia natalício do SR. Antônio Carvalho Martins, transcorrido no dia 6 do corrente.
E’ o homem mais alto do Ipu, mais alto do que ele só a torre daq Igreja Matriz e é porque está sita numa das elevações da cidade. Sua voz de amplificadora humana, seu basto bigode, horas, amarelado devido á nicotina do cigarrão de fumo picado, horas, preto, tingido a lápis, em cima uma boca de palmo e meio que, como o canguru, na defesa de seus filhotes, podem ele esconder o Ipu em semelhante circustancia devido seu tamanho e aspecto ciclópico, recebeu o nome de “ GOLIAS”.
Bole com todos. Inferna um aqui; outro ali; desespera um outro acolá; mais alem intima com os próprios colegas de emprego e assim leva a vida de “DIABO DO IPU”. Mas, apesar de todas demoniações,brincadeiras e piadas, é,uma das pessoas mais bem relacionadas do Ipu.Goza da simpatia de todos, graças ao seu sadio humorismo.
Já era noite. A cidade, ainda não dormia. As praças estavam movimentadas. Ás trevas dissipadas pela luz elétrica. Os amigos se entrevistaram. De súbito, pela amplificadora paroquial, ouve-se a divulgação do aniversário do digno conceituado, esforçado e dinâmico Diretor Administrativo desta folha e autor de “BOLA FÔRA” e “FULUTRICA”.
Sem detença, um seleto grupo de amigos se dirigiu á residência do aniversariante, levando-lhe as sinceras felicitações, dadas e recebidas na maior intimidade, pois o nosso “fenômeno” estava escondido dentro de uma caixa de fósforos, para assim, fugir ao protocolo social e ficar mergulhado na sua simplicidade e absorto em Deus.
Debalde, enquanto a amplificadora paroquial, em programa especial, dedica lindas páginas musicais ao homenageado, ex-tentativas também á senhorita Maria Vasconcelos, entram, de chofre, os seus amigos ao ouvirem o eslampido do “Gigante”:“PODE EMBURACAR”.
Um pouco surpreendido recebeu os parabéns dos visitantes que já traziam sanfona e bebidas tiradas na conta do aniversariante. Neste clima de confiança, intimidade e simplicidade foi festejado o dia natal do SR. Antônio Carvalho Martins.

Ipu em Jornal 1960

sábado, 14 de agosto de 2010

CD - Zezé do Vale



CD - ÁLBUM DE FAMÍLIA

O trabalho de preservação da Memória Musical e Poética de José Cecílio do Vale, nascido no Sítio Salgado, a 22 de novembro de 1900, ficará imortalizado neste CD através da Voz e Violão dos seus netos, Renan e Djacir do Vale.
Calcado no mais puro sentimento de amor e carinho, Renan e Djacir do Vale entregam para sociedade ipuense o primor da música e poesia de Zezé.
Zezé do Vale na velha Ipu, nos anos dourados de sua longa existência ou até mesmo no Sítio Salgado, animava as serenatas, as partidas familiares (saraus), os arrancava das estalagens e as pandegas noturnas, ao que nos parece termos certeza, que este é o famoso mestre conhecido por todos nós.
Almas encantadoras das ruas, no olimpo das serenatas do tempo, percebem no desfilar das seqüências musicais deste CD, especialmente nomeados, excelentes, compostas por este humano que passou neste mundo para deixar lampejos fugazes e duradouros recordações.
E foi neste carisma popular que ficou registrado na nossa história o Zezé do Vale.
Poupo-me e ao mesmo tempo me regozijo de ter convivido com o Grande Mestre Zezé do Vale desde o tempo da Ceará Rádio Clube – PR-9, até os seus últimos momentos . Privou-me o Mestre Zezé de uma amizade muito íntima e natural ao seu estilo. Era eu o primeiro a conhecer as suas canções e suas poesias, sempre com aquela sensibilidade as coisas do Sertão (Salgado) e o Ipu do Mártir São Sebastião.
Aqui estão as mais expressivas manifestações da nossa cultura musical, resistindo ao longo do tempo a todas as invasões não muito recomendáveis.
Ao cheiro do “bambu-ralo” e ao “Véu de Noiva do Ipuçaba” nós te agradecemos ZEZÉ.

Dez Coisas Impossiveis de Acontecer no Ipu

Dez coisas impossíveis de acontecer no Ipu

1) O Antônio Martinzão deixar de fumar o cigarro catinguento.
2) O Dr. Jonas Taumaturgo se desinteressar por dinheiro, gado e terra.
3) O irmão do Freitas (o Carioca) voltar a falar como cearense.
4) O Juvêncio Tavares deixar de “Lagartixar”.
5) O Gerardo Vasconcelos andar bem devagar e com passadas largas.
6) O Isaías Liberato aprendera guiar. (Não está nem doido. E o buqueirão?).
7) O Pe. Martins deixar de brigar com meninos.
8) O Dr. Evangelista se desinteressar por anedotas.
9) Antônio Melo ficar bonito. (Não pode. Já nasceu feio de pagode).
10) O José Itamar Mourão aprender a beber e quando estiver bem PILOMBETADO ter o chão como inimigo.




Ipu em Jornal 1959

Foram Presidentes da Câmara de Vereadores de IPU




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Joana Paula Vieira Mimosa

D. Joana Paula Vieira Mimosa.

Destacada figura que nessas paragens foi essa valorosa matrona, que, corajosamente, contribuiu para formação deste núcleo que, mais tarde, evoluindo, abrindo caminho ao mundo civilizado, viria ocupar lugar evidente na história contemporânea.
Era filha do português Antonio Sousa Carvalhedo, e Názaria Ferreira Chaves, casou-se em primeiras núpcias com o Capitão Luiz Viera de Sousa em 17 de julho de 1722. Do casamento de D. Joana de Paula Vieira Mimosa com o Capitão Luiz Vieira de Sousa nasceram os seguintes filhos: Capitão Luiz Vieira de Sousa, Ana Alves Feitosa, Ponciana Vieira, Ana Gonçalves Vieira Mimosa. (Araújos e Feitosa - Fundação Cultural de Fortaleza, 1995 – F. Araújo Farias).
E embora hoje esquecido o seu nome, teve naqueles remotos dias o reconhecimento das Cortes Portuguesas com a doação de 20 léguas – um vale coberto de sombrias matas e onde segundo a tradição imperava nas suas proximidades uma tribo Tabajara, aldeiada na chã da serra da Ibiapaba e menos de uma légua em linha reta, no sítio denominado Várzea e conhecido pelo nome de Aldeia de São João.
Com a sucessão dos tempos e transferência de domínio das terras doadas pelos herdeiros do primitivo donatário D. Joana Mimosa a outros proprietários adquirentes, o território veio a pertencer ao tenente João Alves Madeira e sua mulher D. Angélica Pinto Mesquita e ao Alferes Manoel Alves Ferreira e sua mulher D. Maria Alves Madeira, os quais instituíram o patrimônio da capela, fazendo doação de uma légua de terra no topo da serra pelo riacho Ipuçaba abaixo, com meia légua de fundo para cada lado. Estes, por sua vez, haviam adquirido estas terras por morte de seu pai, o sargento João Alves Fonte.
Ha aqui uma divergência de opinião entre aqueles que teen inquirido o açoito.
O Sr. Antonio Bezerra de Menezes, citado pelo Sr. H. J. Rodrigues no seu trabalho - Fundação do Ipu - diz que o local onde hoje se acha assentada a cidade pertenceu ao sitio de Manoel Alves Fonte, que em 1792 fizera doação de meia légua de terra em quadro ao orago S. Sebastião, edificando-se uma capela no lugar denominado – Papo.
Em sua homenagem foi criada uma rua que recebeu o nome, como prova de sua passagem no Ipu como desbravadora de nossas terras, imortalizado-a desta forma o seu nome para os pósteros de nossa história. A rua fica no Bairro da Caixa D’água.

(Fonte Araujo Feitosa – Fundação de Fortaleza, 1995 – F. Araújo Farias)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Poesia


Neste paciente trabalho, Thomaz Correia perfila o typo de Iracema «a morena virgem dos labios de mel» de quem se occupou o genio de José de Alencar.
Vejamos o bello soneto:

Da canella gentil
Roubaste a bella côr
P'ra teu collo gracil,
Oh! milha linda flôr.

Teus labios de coral
De volupia e amôr,
Formam puro idéal,
Verdadeiro primôr.

Que belleza pôz Deus
Nos meigos risos teus,
Nos olhos tão gentis,

Na bôcca de carmim
Um beijo, ai de mim!
Far-me-ia ser feliz.

Selvagem linda
Genio idéal,
Tens graça infinda
Celestial.

Labios ardentes
Na bôcca breve
Cercando dentes
Frocos de neve.

Que graça immensa,
Que chamma intensa
No puro olhar!

Quanto doçura,
Que gran ventura
Em te adorar!...

De suas Quadras Singélas:

Um beija-flor já vi morto
Ao pé de verde roseira,
Deu-lhe a morte agudo espinho
De uma rosa traiçoeira.

Quantos corações não ha,
Que vão em busca do amôr
E vão nisso achar a morte
Como o pobre beija-flôr.

São estas duas quadrinhas, leves e subtis, tiradas a esmo de uma collectanea, onde encontramos diversas com o titulo acima, todas justificando o pendor do poeta.

(Escrita toda na ortografia original - 1915)

Mons. Antonino Soares

Padre Antonio Soares
Professor João Barreto

Vai a mais de vinte anos que o conheço, envergando do luto a cor simbólica... Do sacerdócio a veste melancólica, - Relicário que o guarda em apreço!..
Incansável na luta, sem tropeço. Na exegese canônica apostólica, Sua existência, simples e bucólica, Deus há sem concede sem nenhum empeço...
Pequeno o porte, envolto na sotaina, Do serviço de Deus na dura faina, Há de haver sempre alguém que não o note...
Eu sempre o tive numa grande conta!
E’ eis a verdade que daqui reponta:- Pequeno é o homem. Grande o sacerdote!


Ipu em Jornal 1959

Alunos do Colégio Ipuense em Desfile. 26 de agosto dr 1983








Alunos do Colégio Ipuense em Desfile. 26 de agosto de 1983.