segunda-feira, 31 de maio de 2010

Desfile dos Cruzados de Carnaubal/Ipu em Carnaubal

Padre João Batista com os Cruzadinhos de Carnaubal.
Desfile dos Cruzadinhos de Ipu e os de Carnaubal pelas ruas da cidade.
Ano de 1958. Padre Martins era Coadjutor da Paróquia de Ipu. Movimentou muito a juventude ipuense naqueles tempos. Fazia passeios e movimentos outros.
Na Cruzada com ajuda das Zeladoras: Maria Vasconcelos, Valderez Soares, Valdemira Coelho, Zulene Paiva, Assunção Martins e outras faziam muitas atividades com aqueles jovens.
Este que está na frente do destile é General Antonio Tavares com os seus 12 anos de idade, tudo isso era verdadeiramente apoteótico.
O Padre João Batista era Vigário em Carnaubal e mantinha um contato muito afetuoso com o IPU.


Carnaval em Ipu

O CARNAVAL DE IPU

Para podermos falar de carnaval será necessário conhecermos a sua origem, a sua história como apareceu e como eram as primeiras manifestações.
“Originário das festas pagãs, romanas ou gaulesas, o carnaval substituiu após o advento do cristianismo, que fez coincidir os seus folguedos com as festas do Natal, do Dia do Ano Novo da Epifania. A influencia da Itália pôs em voga as mascaradas públicas. Na época imediatamente anterior a Quaresma”.
No mundo cristão medieval, período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis (epifania) e se estendia até a Quarta-Feira de Cinzas, dia que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos e costumes pagãos como as festas dionisíacas ou saturnais, as lupercais e se caracterizava pela alegria desabrida pela eliminação da repressão e da censura pela liberdade de atitudes críticas e eróticas.
Os tríduos mominos eram imediatamente a quarta-feira de cinzas, dedicados a diferentes sortes de diversões, chamadas também de Tríduo de Momo.
Com a propulsão da origem do carnaval no Brasil de hoje é muito propalada se difundindo mais e mais em quase todas as cidades do interior do Brasil.
Criado também no Brasil o carnaval fora de época, sem as características daquelas marchinhas e sambas tão nosso tão brasileiro.
Mas, o ponto alto do nosso carnaval é no Rio de Janeiro através de suas Escolas de Samba que trazem sempre para Avenida Iluminada a nossa Cultura, os nossos Costumes as nossas Raízes.
Falando de Ipu, conto o carnaval a partir dos fins dos anos 50 e começo doas anos 60 até os dias de hoje.
Lembro-me da singeleza daqueles Carnavais, homens vestidos com roupas de Mulheres, Trajados de Satanás, de Urso, de Bebe Chorão e outros.
Existiu também o Bloco dos Sujos era do Clube Artista Ipuense que apresentavam os seus sócios vestidos com um “saco de estopa” daqueles antigos dando a impressão de sujos.
Os Corrupiões sem Maldade outro Bloco também do Clube Artista Ipuense homens daquela sociedade vestidos de Camisa Amarela e Calça Branca com um quepe mesclado com as duas cores foi um sucesso.
Depois apareceram outros Blocos avulsos soltos que pouco se identificaram. Os clubes da cidade também marcaram uma época de festejos mominos eram animadíssimos salve o Grêmio Ipuense com os seus Bailes Carnavalescos.
Algum tempo depois vieram as Escolas de Frevo, que marcaram uma época de ouro no carnaval Ipuense, mostravam à riqueza da nossa cultura através de adereços e fantasias, carros alegóricos e tudo mais.
Eram os Blocos Custemu x Xeguemu, Punk, Skpemu, Papalalau, Papareal, Vira Lata 2.000, Réus, Paquitas, Aventureiros do Havaí e outros mais. Era um senhor carnaval.
Existiram duas Micaretas, ou seja, carnaval fora de Época uma em Julho de 1999 e a outra em janeiro de 2000.


domingo, 30 de maio de 2010

Biografia de Edgard Corrêa

Edgard Corrêa de Castro e Sá.

Nasceu Edgard Corrêa na cidade de Ipu-Ceará, na Praça a São Sebastião, atualmente Rua Maria Corrêa, nº. 1104, às 22 horas do dia 30 de setembro de 1898, filho de Thomaz de Aquino Corrêa e Sá e Cândida de Castro e Sá.
Foi batizado na Igreja de São Sebastião (Igrejinha), em Ipu no dia 21 de maio de 1899, sendo oficiante Padre Francisco Máximo Feitosa e Castro e seus padrinhos o Cel. Vicente Saboya de Albuquerque e Maria Júlia Saboya de Albuquerque.
Crismou-se na igreja de São Sebastião em Ipu, tendo como padrinho Dr. Felix Candido de Souza Carvalho.
Foi o 6º filho do casal. Seus irmãos nascidos em Ipu foram:
Francisco Corrêa de Castro e Sá, solteiro, farmacêutico agricultor, músico, falecido em 28-12-1966.
Otília Corrêa Quixadá, casada com Antonio Quixadá, falecida em 26.10.1923.
Adalgiza Corrêa Aragão, casada com Auton Aragão, falecida em 17.01.1916.
Cacilda Corrêa de Castro e Sá, solteira falecida em 20.10.1968.
Erotildes Corrêa de Castro e Sá, solteira falecida em 13.10.1910.
Maria Corrêa Aragão, casada em 1ª núpcias, em 1917 com Auton Aragão falecido em 16.03.1952 e em 2ª núpcias com José Dias Martins. Faleceu em 06.03.1958.
Desde os 17 anos de idade Edgard Corrêa começou a trabalhar com seu Pai, Thomaz de Aquino Corrêa, na Pharmácia e Drogaria Iracema, de sua propriedade, iniciando praticamente, sua profissão.

Atividades profissionais:
-Farmacêutico provisionado
-Agropecuarista.

Cargos Públicos e atividades Sociais:
Juiz de Direito Substituto
Sócio Fundador do Grêmio Recreativo Ipuense
Sócio Fundador do Gabinete Ipuense de Leitura
Titular principal do time de futebol da cidade
Presidente do conselho Paroquial das Conferências Vicentinas.
Sócio fundador da Sociedade de Proteção a Maternidade e a Infância de Ipu.
Membro do Diretório da União Democrática Nacional (UDN) m Ipu.
Edgard Correa casou-se com Thereza Odete de Araújo Corrêa, nascida em Ipu 03.03.1901, filha de José Lourenço de Araújo e Maria do Carmo de Araújo (Mimosa) no dia 12.04.1921, em Ipu sendo oficiante Mons. Gonçalo de Oliveira Lima.
O Casamento Civil foi realizado pelo Juiz de Direito Dr. Apolônio de Perga Bandeira de Barros, na Residência do Cel. José Lourenço de Araújo.
Edgard Corrêa e Thereza Odete tiveram os seguintes filhos:
José Lourenço de Araújo Corrêa
Thomaz de Araújo Corrêa
Maria do Carmo Araújo Corrêa (Mimosa, - Em Memória)
Luiz Ivan Araújo Corrêa
Cândida Araújo Corrêa (Candinha)
Darci de Araújo Corrêa (Em memória)
Maria Mirtes de Araújo Corrêa
Francisco Ivanir de Araújo Corrêa
Maria Araújo Corrêa (Natimorto)
Terezinha Araújo Corrêa.

No dia 20 de fevereiro de 1941, faleceu sua esposa Thereza Odette e em 05 de março de 1943 contraiu segundas núpcias com Maria da Conceição Araújo Martins, nascida em 08 de dezembro de 1913. Não tiveram filhos.
No dia 29 de março de 1977, às 15h50 minutos confortado pelos Sacramentos da Igreja, faleceu Edgard Corrêa, em Ipu, deixando para seus descendentes e todos aqueles que o conheceram, o exemplo de vida honrada, de amor a Deus e de serviço ao próximo.


Ruas e Locais com nomes Exóticos em Ipu

Quebra Bodega.

IPU-NOMES EXÓTICOS DE SUAS RUAS E ALGUNS LOCAIS.

Conhecemos e sabemos através da história, que Ipu e como em outras cidades o que não é diferente as suas Ruas tiveram os seus primeiros nomes e por conta de ações políticas administrativas sofrem modificações que muitas das vezes se tornam interessantes.

Vejamos algumas na linda Grei dos Tabajaras.

Rua da Mangueira:
Possuía uma grande e frondosa Mangueira, ladeada por casinholas onde habitavam as “mulheres da vida” como eram chamadas as prostitutas daqueles tempos, para quem não se lembra é hoje a Rua Antonio Memória onde fica o Colégio Ipuense. A prática do amor livre era ali. Hoje, fica bem no centro da cidade, com amplas e bem construídas residências que orgulham nossa terra.

Rua do Papoco, hoje Rua Vereador Francisco das Chagas Farias, antes, porém já foi cognominada de Avenida da Municipalidade e Rua D. Pedro II.
Residiram nesta rua várias personalidades de antigamente do Ipu, como:
O CHICO LÃO, JOAQUIM DIAS MRTINS, CÍCERO MATARRATO, MANU BALBINO, A MUNDOCA E D. CECÍLIA MAGALHÃES, ABDORAL TIMBÓ, Dr. ROCHA AGUIAR, ABDIAS MARTINS, TOINHO SAPATEIRO, Sr. PINHO, JORGE MADEIRA, CHICO GABRIEL, ANTONIO GOMES, O CANDIDO ESTEVÃO, O MESTRE ÂNGELO E MAIS OUTROS e OUTROS MAIS...
Joaquim Dias muito satírico apelidou a pobre rua de: RUA DO PERDOE por passar com muita freqüência os pedintes do Pão de cada Dia.
Este nome de Papoco conta alguns os historiadores que os seus moradores que antecederam aos acima citados eram muito briguentos e por qualquer nada ou quase nada do nada, era um PAPOCO de briga.

Rua da Goela, nome dado devido a sua toponímia ter a forma de um pássaro, é a nossa primeira rua, e que também já recebeu os nomes de: Rua Senador Catunda, e hoje Rua Cel. Pedro Aragão.
Os seus primeiros moradores foram: Gonçalo Soares de Oliveira, Neném Coelho, Osvaldo Araújo, D. dos Anjos, Cel. Auton Aragão, Cel. Manoel Dias depois o Sr. Sebastião Nogueira Bandeira o “Seu Bastos” Doroteu de Paiva, D. Generosa.
O Sr. Lopes e D. Bibi, pais do cantor Wilson Lopes, Mirandolino Farias e sem medo de errar outros e mais outros.

Rua da Itália, nome recebido em face de haver residido nesta artéria alguns italianos e que fabricavam manualmente produtos como: Biscoito, Bolachas, Pães, e muitas Broas e Doces. O seu nome oficial é Rua Pe. Corrêa em homenagem ao primeiro Vigário Colado de Ipu que veio da Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos fazer a cúria na Capela de São Sebastião de Ipu.Nesta rua funcionou por muito tempo o Cine Teatro Moderno construído pelo Pe. Cauby Jardim Pontes em 1943.

Av. Auton Aragão, uma honraria ao Cel. Auton; antes, porém a via era conhecida com Rua dos Canudos, nome influenciado pela passagem de Antonio Conselheiro no Ipu autor da Batalha de Canudos.Hoje o Bairro continua sendo chamado de Bairro dos Canudos.

Rua da Indústria, depois Rua Detrás, Rua Santos Dumont e hoje Rua Gonçalo Soares. Funcionou nesta rua uma beneficiadora de Arroz, Café e Milho de propriedade da família Soares. Uma Fundição de propriedade de Mirandolino Farias, que confeccionou as Grades e Portões do Cemitério depois Raimundo de Castro em seguida de José Leopoldo e por fim Valdemar Ferreira de Carvalho que se mudou para Praça da Estação hoje rua Major Antonio do Vale. Uma oficina que fabricava Engenhos e outros similares.
Rua onde nasceu este escriba numa casa humilde de n° 432.

Rua ou Beco do Caburé, hoje tem o nome de Rua. D. Maria Corrêa. Tinha esse nome porque o único morador da pequena rua era o Luiz Leopoldo carinhosamente conhecido por Luiz Caburé.
Na esquina com a Praça do Quadro da Igrejinha nasceu o primeiro Juiz Federal de Ipu, Antonio Carlos de Martins Mello o TATAIS.
O seu nome oficial hoje é Rua D. Maria Corrêa.

Beco do Progresso, hoje Travessa Teodoreto Souto. É uma Travessa que atualmente está bem cuidada conhecida por todos como Calçadão da Escola Auton Aragão. Residiram neste Beco a “Velha Severo”, o “Diaçucar”, ambos exóticos da terra ipuense.

Rua do Curral. Recebeu este nome por ter sido construído o Matadouro nas suas proximidades. Hoje leva nome do Pe. João de Castro primeiro vigário nomeado oficialmente de Ipu está bem urbanizada e com elegantes residências.
Na sua continuação funcionou por muito tempo a “Vila Nova”, o cabaré da cidade nos anos 50/60, comandado por Sergina, Luiz Malaquias.e o Dr. Barroso.

Existe ainda a Rua da MERDA. Paremos por aqui.
Existiram outros locais que o tempo ainda não destruiu, mas para os mais novos que não conheceram e talvez falar nem ouviram.

O “Quebra Bodega”, o “Buraco da Jia”, “Os Canos”, eram banhos ao longo do Riacho Ipuçaba.

A “Maria Maga”, um outro local de práticas do amor livre, ainda existe a casinha de D. Maria, fica na subida do Alto das Pedrinhas ainda hoje funcionando, comandada por sua filha Maria Hosana.

A Rua Cel. Felix tinha como primeiro nome Rua (05) Cinco de Julho.O motivo, desse 05 de julho até então é desconhecido pelos historiadores do Ipu.É uma Rua que fica no centro da cidade toda em paralelepípedo (Arquivos de João Anastácio Martins).

O local onde hoje é o Mercado Público era chamado de Praça do Mercado Público e até conhecida como Praça do Mercado o seu nome oficial é o nome do: Major Manoel Bezerra. (Eusébio de Sousa, Crônicas do Ipu – Revista Trimestral do Instituto do Ceará Pág. 157 – 1914.) Não sabemos, no entanto de quem se refere Eusébio de Sousa no tocante ao Major Manoel Bezerra.

Praça da Matriz. A Praça da Matriz aqui citada se refere à hoje Praça São Sebastião, Praça da Igrejinha ou simplesmente Quadro da Igrejinha. O seu nome primitivo foi Praça João Cordeiro, quando existiam apenas algumas poucas casas beirando o Riacho Ipuçaba. (Eusébio de Sousa, Revista Trimestral do Instituto do Ceará – Pág. 157 - 1914.).

Francisco de Assis Martins
(Prof. Melo).


sábado, 29 de maio de 2010

Mulheres que contribuiram para nossa História.Cont...

Valderez Soares e Aury Coelho em momento de descontração. Valderez Professora de música.Lecionou para toda juventude do Ipu, aprendemos as primeiras notas musicais no casarão de D. Valderez, nesta Terra de Iracema, foram muitos os que por ali passaram.
A sua vida foi devotada as artes, nunca esquecendo o seu lado de professora de sala, lecionando o Desenho, Educação Artística por muito tempo nas Escolas de Ipu, principalmente no Patronato e Colégio Ipuense.
Criou o Coral Santa Cecília, com 40 participantes sempre com vozes da primeira a quarta. Organizou o Canto Orfeônico no Patronato que muito animou as festas daquele estabelecimento.
Dirigia o conjunto musical Santa Cecília com vários instrumentos.
Fundou o Grupo Teatral Ernestina Magalhães que esteve em atividade por muito tempo. O nome de Ernestina foi uma forma de valorizar aquela que foi pioneira no teatro do Ipu.
Compôs vários hinos, inclusive o do Jubileu de Prata do Patronato, do Centenário de Cidade em 1985 e vários outros cânticos sacros, pois o seu devotamento pelas coisas da Igreja era muito sublime e cheio de muita fé.
Valderez Soares, a mulher dos sete instrumentos.
Maria da Conceição Guilherme Martins

Nascida em Ipu, filha de Gerardo Joca Peres e Teresa Guilherme Peres, é professora por vocação e convicção.
Cursou o seu ensino Fundamental e Médio em Ipu-Ce.
Na sua formação é Mestra em Filosofia da Educação e em Gestão e Modernização Pública pela Universidade Vale do Acaraú-Uva e Universidade Internacional de Lisboa-UIL. Graduada em Pedagogia na Universidade Vale do Acaraú em Sobral-CE.Bacharelado em Filosofia na Faculdade de Filosofia de São Paulo.

Tem uma participação ativa em eventos de Formação e Experiência Profissional em Seminários, Encontros e Palestras Internacionais, Congressos e Representações no Brasil e no Exterior.
Participação em vários cursos que envolvem a Educação.
Os seus trabalhos têm uma dinâmica toda voltada para Educação e muito especialmente para o nosso Estado.
Homenageada com muitas e muitas comendas como reconhecimento do seu trabalho em favor da Educação.
Aqui no Ipu, foi coordenadora do Centro Educacional Sagrado Coração de Jesus, Diretora da Escola de 1º Grau Nível “A” José Lourenço.
Secretaria de Educação Cultura Deporto e Lazer.
Atualmente é Diretora do Crede 5 em Tianguá.



Mini Biografia

Manoel Bessa Guimarães
Manoel Bessa Guimarães, filho do Cel. João Bessa Guimarães, foi guarda-livros (contabilista) e inspetor de ensino muitos anos em Ipu.
Natural de Ipu e aqui se casou com a Srta. Maria da Conceição Menezes, natural de Mossoró, em 08 de junho de 1944, consórcio de que nasceram os filhos: Hermelinda e Marcos Aurélio de Menezes Bessa.
Manoel Bessa era cidadão influente, muito inteligente, hábil no discurso e no relacionamento social, falecendo em Fortaleza em dezembro de 1973.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Caderno (2)

Meu amigo AS, este é pra você.

Caderno (2)

Meu amigo AS, este é pra você.

Bairros de Ipu.

Bairro do Reino de França está situado na parte ocidental da cidade. Quanto à origem do seu nome existem duas versões narradas pelos mais antigos. A primeira, dizem que o bairro nasceu da reunião de épocas remotas, de alguns desordeiros, homens afeitos a orgias que tinham como mandão um déspota mestiço de nome, Luiz de França. Foram tantos os tumultos, que ficou celebrizado aquele recanto de REINO.
A segunda opinião é que o Bairro em apreço tem este nome de Reino de França em virtude de um Francês que aqui chegou fixando residência.



Foto Bairro do Corte lado Nascente. (Arquivo Prof. Mello)

BAIRRO DO CORTE

Margeiam a linha de ferro de Fortaleza á Crateús, com um bom número de habitantes.
Recebeu este nome face um confronto topográfico que a cidade oferece de duas barreiras que ladeiam uma parte da linha de ferro com aprofundamento aproximado de 5 metros. No topo das barreiras se formaram várias casinhas dando inicio a formação de uma população que se tornou residente no Bairro que hoje chamamos de Corte.
Fonte: Monografia de Ipu de autoria do Prof. Mello e publicado no dia 24 de agos de 2002.

Poesia/Homenagens a Valdemira Coelho

ADEUS AO PATRONATO

Valdemira Coelho


Tranqüilo jardim de escol,
Todo ao sol,
A plantazinha acolheu
Deu-lhe seiva, deu-lhe vida,
E bem provida,
Para o azul ela cresceu
Ei-la coberta de flores!
Oh! Que olores
Suaves não são os seus!
Depois virão frutos mil
Pra o Brasil,
Sob o olhar de nosso Deus.


Mar, o mérito do terreno
Fresco e ameno
Foi bem maior, com certeza
Somente um solo regado,
E adubado
Produz da messe a riqueza

Somos nós a plantazinha
Que fraquinha
O Patronato abrigou
Que terreno assim guardado
Assim fechou
No bem, raízes firmou.

Aptas seremos pra luta,
Pra labuta
Lá no mundo a se travar,
E são mestras dedicadas
Extremadas
Que assim nos sabem formar.
Mas, nas férias, deste abrigo
Teto amigo,
Temos todos que partir...
E é bem grande a intensidade
Da saudade
Que já estamos a carpir!

Ó Patronato querido por nós lido
Qual outro segundo lar
Pelo bem que nos fizeste,
Que nos deste,
Deus vós queira abençoar!

Vós Irmãs mestras bondosas
Piedosas
Eis a nossa gratidão!
Ficai certos que não vamos
Mas deixamos
Junto a vós, o coração!

A homenagem do Colégio Ipuense foi uma Serenata tocada pelos sobrinhos: Francisco Melo, Fátima Melo, e os amigos: Sebastião Vale e a Professora Valderez Soares.

A Professora Eunice Martins representou três grandes amigas de Dona Valdemira, as Poetisas Nainha Marins a Professora Zilmar Mendes Martins, e a Professora Luisinha Xavier, todas de Nova Russas.
A professora Zilmar enviou um acróstico para ser lido e que retratamos aqui. Por falta de nitidez da gravação deixamos de transcrever a poesia de D. Nainha e uma mensagem da professora Luizinha Xavier.


Valeu teu carisma de vestal,
A pira sempre acesa, o fogo vivo,
Labaredas de luz, luz imortal,
Derramando num solo redivivo,
Em bem dum povo que te glorifica,
Missão cumprida. Valdemira, agora,
Irás colher o bem que semeaste;
Raros frutos, e do Ipu na históriaA rica página que e

Homenagens a Valdeira por ocasião dos sus 50 anos de MAGISTÉRIO. 09 de maio de 1986

Paulo Germano faz homenagem

A PENA DA HISTÓRIA, A TINTA DO BOM HUMOR.

Eu não acredito em prólogos. Se um livro é bom revela-se por si mesmo; se não, mofará perdido no fundo do baú. Ou em casos menos raros é o leitor quem decide: tendo este cultura, aprecia o bom escrito; não tendo... paciência! Mas esse é um artigo em que o jovem quer aplaudir o mestre por não permitir ao ralo do esquecimento, sugar estórias tão pitorescas de nossa Ipu.
Este livro não trata de poesia; não trata de biografia; não trata de curiosidades, cartas ou contos. Não separadamente. É tudo isso em uma só obra, é quase uma enciclopédia de nossa terra. Certamente, um importante paradigma de futuras publicações e uma extraordinária fonte de pesquisa para estudantes ou mesmo àqueles que só desejam enriquecer o espírito.
Todas as páginas do livro trazem um carinho especial com a palavra Ipu. O escritor não conseguiu esconder esse amor que influenciou o seu estilo, ou talvez o Professor Francisco Melo tenha mesmo inventado, no clímax da liberdade literária, o “ipuensês”. Estilo para os bairristas incuráveis.
Sinto-me um pouco padrinho deste livro porquê fui um dos primeiros a lê-lo, e o que me impressionou foi justamente o “cheiro de Ipu”. Mesmo o leitor frívolo (e aqui nada há para ele) encontrará esse cheiro e acusará parecido com o que tem nas pracinhas, nas esquinas, nas rodas alegres das calçadas, no moer da cana, no ciciar dos pássaros enfim, vai entender que as essências não morrem, o progresso não consegue roubar isso.
É bom acalentar o sonho de que a cultura do Ipu é como o pássaro Fênix, ressurge das cinzas. Então, caro leitor, ponha um pouco mais de poesia em sua vida, leia este livro feito com a pena da história e a tinta do bom humor.

Paulo Germano Martins Aragão
Advogado

Biografia de Oscar Coelho

José Oscar Coelho
Por Francisco Melo

Nasceu em Ipu, sendo filho de: José Euclides Coelho e Ozonia Sales Coelho, e irmão dos Drs. Osmundo Coelho e Vicente de Paula Coelho, residentes no Rio de Janeiro e Raimundo Coelho cirurgião Dentista residente em Fortaleza.
Casado com dona Neném Marinho Coelho. Estudou no Estado da Bahia, aonde chegou a cursar a Escola de Direito, tendo concluído o curso Ginasial, no mesmo Estado. Abandonando os estudos, seguiu para o Rio, onde permaneceu cerca de 10 anos, estudando e ao mesmo tempo desenvolvendo sua vida comercial, estabelecido que foi naquele grande centro, dirigindo duas importantes casas comerciais. Regressando ao Ceará, depois de vários anos. Fixou residência em Fortaleza, aqui se estabelecendo com o ramo de material elétrico e ferragens. Gerenciando esta casa comercial, teve a patriótica iniciativa de instalar na cidade de Ipu, sua terra natal, a Usina Hidroelétrica, que fornecia força e luz a referida cidade, cuja instalação foi feita em 1931, é sobremodo surpreendente por aproveitar a lendária queda d’água (Bica do Ipu), com felicidade e acerto, aproveitada em beneficio coletivo ipuense que ficou a dever o nosso biografado um dos mais relevantes serviços.
Interrompendo a sua atividade comercial em Fortaleza, resolveu transferir-se temporariamente, para cidade de Granja, onde exerceu a função de Guarda-livros da importantíssima firma Joaquim Pereira de Oliveira & filhos. Com a morte 4do seu sogro Cel. Manoel Marinho, o abnegado capitalista de saudosa memória, voltou a residir em Ipu, a fim de gerir os negócios do benemérito extinto. Ali chegando resolveu restaurar o antigo estabelecimento comercial de seu mencionado sogro, já estando realizando vultosas transações, sem, todavia ter abandonado suas ligações com a firma J. P. de Oliveira & Filhos, para quem vem efetuando grandes compras de gêneros de exportação.
Oscar Colho foi Prefeito de Ipu em substituição ao Prefeito eleito Dr. José Lourenço de Araújo Corrêa que deixara o cargo para exercer as funções de chefia do Campo Florestal. Na época não existia vice-prefeito e Oscar como presidente da Câmara assumiu a Prefeitura, tendo realizado várias obras na terra de Iracema. Dentre elas podemos citar a construção do Pavilhão, a construção do Campo de Pouso de Ipu com verba conseguida pelo então Senador Plínio Pompeu por intermédio do Deputado Abdoral Timbó, Piscina de Iracema, a rodagem de Ipu São Benedito, Usina Hidroelétrica Açude do Bergdoff, Posto Agropecuário, os seguintes cacimbões: 02 na Praça Abílio Martins, Ponte Seca, Alto dos Quatorze. Ainda aquisição do Terreno para construção do Posto Agropecuário.
Faleceu em Ipu e os seus restos mortais repousam no Cemitério local.


Dados da Revista Vida dos Municípios de 1954




quinta-feira, 27 de maio de 2010

Variedades..................Cont

Gabinete de Leitura.
Disse-nos ainda que a “Sociedade Ipuense Palacete Iracema” por ações nominativas do qual era o “Gabinete de Leitura” um dos maiores acionistas.
No ano de 1929 a sua Diretoria ficou assim composta:
Dr. Francisco das Chagas Pinto – Presidente
Dário Catunda - Secretário
Joaquim de Oliveira Lima – Tesoureiro
Abdoral Timbó – Bibliotecário
Antonio Marrocos Araújo – Orador Oficial

Uma passagem na Vida Política de Ipu de muito valor foi na gestão do Prefeito José Oscar Coelho quando se deu a inauguração de uma Ponte de Cimento que construira, aquela que fica ali nas imediações do antigo Pneu - Center que completava o acesso da rodagem de Ipu-São Benedito.
Construiu um Campo de Pouso que chamou de Aeródromo Plínio Pompeu, ainda hoje não sabemos se o seu verdadeiro nome é este mesmo. (Revista Resistência – maio de l954).

O Clube Artista Ipuense ou Clube dos Operários ou Centro Artístico Ipuense foi criado pelos artistas de Ipu e mais especificamente os Pedreiros que não tinham acesso às dependências do Grêmio Ipuense, resolveram em 29 de junho de 1918 criar o seu Clube e assim foi criado e funcionou até os fins dos anos oitenta. Foram freqüentadores assíduos do Artista, o: Sr. Cajão, O Mestre Ângelo, Francisco das Chagas Paz, José Artur, Antonio Marcelino, Mestre Chico Sobral, Mestre Zé Mosaico, Nonato Ferreira, e muitos outros. Quando o então Presidente Antonio Marcelino durante a sua gestão colocou uma placa bem sugestiva e interessante que dizia: “CAVALHEIROS NÃO SE APUREM NAS DANÇAS PARA NÃO DESMORALIZAR O AMBIENTE”, com esta frase todos respeitavam dignamente o recinto.
Neste tempo ainda existia o “Sereno”, eram pessoas que não dançavam, mas que gostavam de ficar olhando, apreciando os pares em ritmos diferentes bailando nos salões.
As banquinhas vendendo café, aluá, broas, galinha e peru e outros similares, era uma constante nas imediações das festas do Clube Artista.
Como a posse da diretoria acontecia aos 29 de junho de cada ano também se realizava o grande Chitão do Artista, era uma festa de arromba como dizemos hoje popularmente.
Contou-nos Papai que o Sr. Cajão dançava a noite inteira. Certa vez dançava uma Rumba ritmo muito em gosto na época em seguida foi mudado de cadencia, era o Bolero que estava surgindo, o seu par que era Deolina Mourão não sabia os passos da nova dança, e ele disse: olhe! é muito fácil são dois passos dentro e um nas beiradas!...

Histórias de Ipuenses.

HISTÓRIAS DO ZEZÉ DO VALE.

Zezé do Vale era tocador de sanfona, e, diga-se de passagem, um dos melhores da Região.
Sempre era contratado para animar ou tocar “Sambas” e mais “Sambas” por este nosso sertão afora.
Certa vez foi contratado para tocar um “Sambirote” lá para as bandas da Macambira.
Naquela época as festas dançantes, ou Sambas, como queiram, começavam muito cedo da noite, entre sete e oito horas, terminando por volta de meia noite ou qualquer coisa a mais.
Neste contrato Zezé terminou as festividades em torno de uma da madrugada, e juntamente com os outros músicos, após receber a importância devida, rumaram para o “Sítio Salgado”, onde residiam. Alguns ficaram logo no começo da viagem e dormiram em casas de pessoas conhecidas.
Zezé continuou à viagem sozinho e já ao romper da aurora avista o Riacho do Salgado, e só com ele diz: vou tomar um banho para depois dormir até a hora do almoço. E mergulhou no pequeno córrego, - eram 05h30min da manhã quando o mesmo acordou o relógio que estava no seu pulso marcava 11h. Tomou aquele susto e disse: como eu dormi muito no fundo deste rio!
Vale à pena contar...


Zezé do Vale, músico, poeta, charadista e protético, eram as suas profissões.
Certa vez encontrava-se no seu consultório de prótese dentária e eis que lhe chega um paciente solicitando um ajuste na sua dentadura.Zezé muito solicíto atende de imediato o cliente que no momento estava sofrendo dores horríveis na boca em virtude da colocação de uma malvada Dentadura.
Zezé manda que o mesmo sente-se na cadeira (de dentista), então começa a examiná-lo e em pouco tempo consegue aliviar o sofrimento do pobre doente dos dentes.
No dia seguinte aparece o mesmo constituinte.Zezé faz outro atendimento e mais uma vez o grande protético alivia as suas dores. Outras vezes sucederam-se até que um dia, Zezé não suportando mais a angústia seguida de dores do seu paciente, lhe indaga?
Meu amigo,
Quem foi que fez esta sua dentadura?
O cliente responde,
NÃO!... seu Zezé, eu
“Tirei numa rifa”


Biografia Cel. Auton Aragão

Cel. Auton Aragão

Biografado por Francisco Melo

Coronel Auton Aragão, era filho do Coronel Felix José de Sousa Aragão e de D. Rosa Amélia de Sousa. Nasceu em Ipu no dia 16 de agosto de 1881, casando-se em primeiras núpcias com D. Adalgisa Corrêa Aragão, político de largo prestigio na cidade de Ipu.
Do rebento nasceram os filhos: o Médico Dr. Thomaz Corrêa Aragão e o Bacharel Dr. Felix Aragão que mais tarde tornou-se promotor de Justiça da Comarca de Ipu.
Casou-se em segundas núpcias com D. Maria Corrêa Aragão, não nasceram filhos deste enlace.
Coronel Auton Aragão, era ipuense nato, comerciante em Ipu e em Crateús, profundo conhecedor das Selvas Amazonenses, onde trabalhou vários anos. Político de reconhecido valor, sobretudo em Crateús onde residiu por algum tempo. Chegou a Assembléia do Estado do Ceará como Deputado. Como chefe político a sua ação se irradiava em toda Zona Norte do Estado. O seu período como Deputado foi de: 24 de maio de 1933 a 10 de novembro de 1937, quando perdeu o mandato em virtude do Golpe de Estado. Como Prefeito esteve à frente do governo de Crateús, por três vezes. Em 1902 e 1903 trabalhou na comissão de limites, do Brasil com o Peru, como oficial de ligação entre a turma comandada pelo Capitão Epaminondas Tebano Barreto, chefiado pelo grande Euclides da Cunha. Pesquisador inteligente e infatigável organizou a Geografia Regional, com dados colhidos in loco, possuindo cerca de 300 esboços cartográficos. No concurso de Monografia de aspectos municipais para o ano de 1942, promovido pelo Conselho Nacional de Geografia do Brasil, apresentou 04 excelentes trabalhos, e dentre 165 trabalhos apresentados nesse interessante certame, logrou ser aprovado e classificado em 4º lugar motivo porque foram todos premiados. Amigo das letras e conhecedor por excelência dos terrenos, estradas e riachos do nosso Município.
Foi sócio da firma Barbosa Aragão & Cia. Homem de grandes negócios, probo e criterioso, fez jus a uma homenagem que o Poder Municipal lhe outorgou dando-lhe o nome a uma Avenida no Bairro dos Canudos que antes se chamara Boulevard Dr. João Pessoa e hoje chamamos de Avenida Auton Aragão.
Uma outra via Pública na cidade de Crateús leva nome por merecidos méritos quando esteve à frente dos destinos daquela cidade.
Recebeu a patente de Coronel dado pela Guarda Nacional.
Ainda tem o seu nome imortalizado na Escola de Ensino Fundamental e Médio Auton Aragão localizado no Quadro da Igrejinha.
Fundou a firma Dias Aragão & Cia, em 1917, um Armazém de fazenda para venda em grosso. Comprava cera de carnaúba e de abelha, algodão, peles de animais, cereais, mamona, sola, café e etc.
Era revendedor dos produtos THE & RUBBERCO. Of. South América.
Pneus e Câmara de ar para automóveis e Caminhões.
Proprietário de uma fábrica de Beneficiamento de Algodão. Eram seus sócios: Auton Aragão, José Dias Martins, Leopoldina Dias Barbosa na ausência do marido Emídio Barbosa que falecera quando uma das paredes da firma Dias Aragão & Cia veio ao chão matando-o de imediato quando ficou soterrado sobre os escombros.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Variedades.

Variedades.

Dos Leilões, e dos seus gritadores, quando se referia sempre ao Vicente Papagaio e ao Batista Bernardino.
Das quermesses durantes os festejos religiosos; do Partido Azul e Encarnando, do Boi Pintadinho do Zé Padeiro, das Retretas no Jardim de Iracema, dos fogos de artifícios queimados e fabricados pelo Pe. Corrêa nos festejos de São Sebastião que eram verdadeiramente apoteóticos, tudo isto e mais outras coisas interessantes iremos descrever neste livreto.

A história do XEXÉM, um local onde se realizavam festas-bailes com as mulheres da época. Eram chamadas marafonas de vida fácil. Era localizado abaixo da Estação Ferroviária quase entrando no Bairro dos Canudos. Nas imediações existia outro era “O GATO PRETO” muito cortejado pelos menos favorecidos que não tinham acesso à “VELHA MARIA MAGA”, ou a RUA DA MANGUEIRA e outros, imaginem só a mudança. Que diferença... Hoje a coisa é bem diferente.

O Quebra Bodega, localizado abaixo da Bica, era um lugar reservado para a prática sexual acompanhado de um banho com as águas límpidas do Riacho Ipuçaba, (até que era romântico...) Gostoso...
Do Gangão com sua cachoeira imponente e bonita, a sombra dos mangueirais deliciava toda juventude ipuense com aquele apetecível banho, com uma queda d’água limpa, livre da poluição tão característica nos nossos dias.

Do Partido Azul e o Encarnado, que foram organizados para angariar fundos para a Festa de São Sebastião. Travou-se uma verdadeira batalha cada partido queria ser o primeiro nas arrecadações. Tomou aspecto político e o PSD ficou com o partido Vermelho e o Azul com a UDN.
O Hino do Partido Encarnado papai relatou assim:
Nós somos encarnados
O partido do amor
Somos, somos o abafar na avenida.
Somos mais os vendedores
Em folgar com alegria
Que para o ano ainda somos da folia.

O cordão encarnado
Quando chega na avenida
Alegra os corações
Por mais entristecidos
E depois disto não precisa
Mais de nada
Somente o gozo de sermos encarnados.
Parodia – (Música da Mulher do Leiteiro)

Mulheres que contribuiram para nossa História.Cont...

D. Otilia Cabral Aragão.

Foi uma das professoras fundadoras e das primeiras a lecionar nas Escolas Reunidas de Ipu. Era considerada uma professora competente e muito enérgica. Tinha como especialidade alfabetizar crianças. Deu muito de si no aprimoramento da Educação em nossa Terra. D. Otilia matinha uma Escola Particular em sua residência e usava com freqüência a Palmatória nas argüições da Tabuada. D. Otilia gozava do prestigio da sociedade ipuense em função de suas atividades profissionais, como professora enérgica (Carrasca) e que na época era revestida numa aprendizagem excelente, os alunos aprendiam mesmo. No bê-á-bá também fazia valer a Palmatória a aqueles que não soletravam corretamente as palavras por ela determinada. Era uma ipuense nata, amava a sua terra. É sepultado no Cemitério de Ipu.






Rua Ten. José Gentil Paulino

Rua Ten. José Gentil Paulino. Foi Prefeito de Ipu e político de largo conceito em todo Município e toda Região do Estado do Ceará. Elegeu-se Vereador por várias Legislaturas. Tenente da Guarda Nacional Brasileira título adquirido durante a Guerra do Paraguai. Por seus méritos existe uma Rua no Bairro do Reino de França que tem o seu nome. Fica entre a Travessa Ibiapaba hoje Rua João Anastácio Martins e via Prefeito Antonio Ximenes Veras, constituído de casas elegante que enaltecem o Bairro e a sua Rua.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ipu Educacional

Ipu Educacional.

Relatando um pouco de história de nossas Escolas, nos primórdios de nossa civilização vamos encontrar um pool de entidades educacionais que constituíram os nossos primeiros ABCS num processo alavancativo que até hoje é orgulho premente para esta cidade de São Sebastião.

A Casa D’aula surgiu em 1791, num casarão que se situou no Quadro da Igrejinha, na Praça São Sebastião com o intuito de proporcionar à criançada da época a escolaridade necessária.

Recebeu este nome da Casa D’aula por ter sido construído no tempo no império razão principal de um nome Português cuja pronuncia se caracteriza um sotaque puramente português de Portugal.

Os seus primeiros professores foram: João da Mata que dava aulas para os meninos e Maria Jerônimo Monteiro, que ministrava aulas paras as meninas.

Outros professores apareceram como: dona Neném Rabelo, D. Marfisa Matos, D. Ambrosina. D. Florinda. D. Lili Batista, todas nomeadas pela Província.

Com o passar dos tempos a Casa D’aula muda de nome, e passa a ser chamada de Escolas Reunidas de Ipu em 1923.

Funcionaram inicialmente com as três primeiras séries iniciais lecionando as seguintes professoras: D. Otilia Cabral Aragão, Maria da Penha Mesquita, Carmosinda Xerez. D. Maria Carmélia Frota Passos, Francisca Irene Dias Barbosa, Olívia Rodrigues, Altair Menezes.
As professoras que se seguem datam dos fins foram anos 40 ao inicio dos anos 50.
Maria Dulce Martins, Maria Valdemira Coelho Mello (substituta) Francisca Furtado Mourão e Maria Juracy Torquato.

D. Carmélia Passos foi um destaque nas Escolas Reunidas, dada a sua dedicação especial ao magistério e as causas da Catequese.

Exercia a função de Inspetor Escolar, Thomaz de Aquino Corrêa e Sá e que dada a sua fluência musical compôs o Hino das Escolas Reunidas como se segue.

Hino das Escolas Reunidas de Ipu
Letra e Música de Thomaz de Aquino Corrêa


Mocidade. Lutai com denodo
Contra a treva, que abumbra a razão.
Seja lema do vosso estandarte
Instrução. Instrução. Instrução.

Estudai. Que no livro o estudo,
Só bonança vos pode trazer
Ilustrai vossa mente e tereis.
As delicias que vêm do saber.

Adorai com fervor vosso Ipu
Esta gleba que foi de Iracema
Sua beleza nativa exalta!
E ofertai-lhe de amor, um poema.

Estribilho
Seja pena, o flamejante gládio.
A palavra eloqüente – CANHÃO
Seja o livro, fortíssimo escudo.
Vosso amor pela Pátria – BRASÃO.

As escolas reunidas sofreram profundas modificações na sua estrutura física e funcional cedendo lugar para uma Escola Estadual que chamamos de Escola de Ensino Fundamental e Médio Auton. Aragão. Atualmente, abriga mais de 1.000 alunos. Nada restaram do velho casarão que deu origem as nossas Escolas.

Situada na Rua Princesa Isabel nº 1029 no Quadro da Igrejinha. Foi o antigo prédio onde funcionou a primeira Escola Oficial de Ipu a Casa d’aula em 1791.
Recebe em 1964 o nome do ilustre Ipuense o Cel. Auton Aragão.
Atualmente o Auton Aragão é dirigido pela competente professora Antonio Iramar Miranda Barros e conta com mais de 1000 alunos.
Foi premiada em dois anos consecutivos de a Escola com a melhor Gestão Escolar. (2005/2006).

HINO DA ESCOLA AUTON ARAGÃO

LETRA – Profª Natália Viana
MÚSICA – Prof. Francisco Melo.


Como lava espalhando ideais,
Nossa Escola enaltece o amor,
Em lampejos de glória vislumbra,
Um futuro de grande fulgor.


Estribilho
Nossa crença no futuro
De esperança e doação
Aprendemos no convívio
Da Escola Auton Aragão.


Mocidade vibrante escutai,
Este brado se expande na terra
Em ondas fulgurantes de luz
Refletindo o contorno da serra.


Pela Pátria ideal tão sonhado
Irmanados na fé lutaremos
E os lauréis da vitória suprema
Serão firmes penhor que teremos.

Capela do Patronato - Novena da Graça aos Sábados


Era o Ipu, da Novena da Graça, na Capela de Nossa Senhora das Graças, no Patronato Sousa Carvalho realizada aos sábados.





segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nos Tempos dos Almanaques.



Os Almanaques

Vocês se lembram daqueles almanaques que eram distribuídos pelas Farmácias e Drogarias da cidade? Pois, bem aqui estão os nomes de alguns deles.
Eram muito bem vindo, pois traziam muitas novidades. Mas o que me chamava mais atenção eram as cartas magnéticas. Somente para lembrar.
Lembramos aqui alguns Almanaques que eram fornecidos por Laboratórios as Farmácias ou “Pharmacias”, Dragarias: Almanaque do Biotônico Fontoura, São Lucas, do Licor de Cacau Xavier, Almanaque Brasil, Almanaque das Pílulas de Vida do Dr. Ross, Almanaque da Saúde da Mulher, Almanaque Capivarol, Bromil Almanaque, Guaraina, Almanaque da Emulsão de Escote - do (Peixe)
Vamos fazer aqui algumas etapas dos famosos ALMANAQUES.

domingo, 23 de maio de 2010

Caderdo (1)

Você usou este CADERNO

Mulheres que contribuiram para nossa História.Cont...

Maria da Conceição Assis Araújo.
(Maria Assis)


Filha de Manoel Assis de Araújo e Maria Isabel de Araújo. Nasceu aos 12 de dezembro de 1911 e faleceu aos 11 de maio de 1992, nesta cidade – Ipu-CE.
Estudou nos primeiros anos de sua vida, nas Escolas Reunidas de Ipu.
Cursou o primário e secundário no então “Instituto São Luiz” que funcionou na antiga residência do Cel. José Lourenço no quadro da Igrejinha, tendo como diretor e professor Luis Jacome, natural de Sobral.
Em 1934 resolveu lecionar, mesmo em sua residência, a pedido de muitos pais, preparando alunos para alfabetização ao 5º ano primário.
Tão bem lecionava que ano após ano aumentava o número de alunos, até que resolveu equipar melhor a sua escola, dando-lhe o nome de “Escola São Gerardo”, matriculando em media 100 alunos por ano. Era uma escolinha humilde, como a sua prendada, bondosa e meiga professora – Diretora: Dona Maria Assis.
A escola funcionava em um mobiliário simples, quase sempre doado pelos próprios pais dos alunos, nunca recebeu auxílio de entidades públicas.
Estudaram no período de 1934 a 1974, quarenta anos aproximadamente, 4.000 (quatro mil alunos) dos quais muitos seguiram as mais variadas profissões: sacerdote, religiosas, médicos, engenheiro, advogados, comerciantes, agrônomos, odontólogos, oficiais do exercito, marinha e aeronáutica, professore etc.
A professora e “grande mestra” Dona Maria Assis, tinha uma personalidade admirável, marcado pela doçura, bondade e paciência. Em momento algum usava de arbitrariedade ou asperezas com seus alunos. Aplicava a pedagogia o amor e sempre tinha retorno positivo. Exigia sim, mas, entendia os problemas de cada um.
Foi mestra e catequista, logo ensinava e evangelizava. Em sua vida privada, dona Maria Assis, foi sempre um exemplo de cristã autentica. Fazia parte de todos os movimentos da Igreja e como Filha de Maria, sempre honrou a sua Fita Azul.
Era pacifica, meditativa e toda a sua vida foi um rastro de luminosidade espiritual.
Em seu rosto tranqüilo, víamos a sua perfeição dos escolhidos de Deus. Ela nos transmitia paz.
Dona Maria Assis, hoje goza do premio dos justos.




Avisos para o Teatro. (1)


Mulheres que contribuiram para nossa História.Cont...

Ano de 1937.

Abilio Martins


Padre Doutor José Lourenço.

Padre Doutor José Lourenço de Aragão Araújo.

Nasceu em Ipu no dia 02 de abril de 1921, filho de José Osvaldo Araújo, e Maria Estrela de Aragão Araújo.
Aos 11 anos ingressou no Seminário Diocesano de Sobral de onde, por inclinação de Dom José Tupinambá da Frota, foi para Roma em 1936, com bolsa de estudo para cursar no Colégio Pio Brasileiro o doutorado Cúria Ecumênica. Nesta ocasião, eclodia a Segunda Guerra Mundial, tendo ele, em plena adolescência vivenciado aquela atrocidades, auxiliando os sacerdotes no atendimento aos combatentes feridos.
Em Roma cursou também a Universidade Gregoriana, na qual defendeu tese de doutorado em Filosofia, conquistando com “Magna Laude”.
Freqüentou igualmente a Universidade Santo Apolinário, da qual saiu Licenciado em direito Canônico. Secretariou por algum tempo o Cardeal Aloisi Masella.
Recebeu o diaconato em Roma, a 26 de maio de 1945, tendo feito sua primeira Tonsura nessa mesma cidade, em 20 de julho de 1941.
Recebeu ordens Sacerdotais em Sobral, CE, a 22 de dezembro de 1945, sendo oficiante Dom José Tupinambá da Frota. Celebrou sua Primeira Missa em sua terra natal, Ipu-CE, no dia 23 de dezembro de 1945. Lecionou por alguns anos, várias disciplinas no Seminário de Sobral –CE. Depois se mudou para São Paulo convidado que foi para ser Professor no Seminário Diocesano daquela Capital e lá exerceu também a função de professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e ajudou na implantação da Universidade Católica de Santos, como professor das Faculdades de Direito e Filosofia, embriões daquela casa de ensino superior.
Publicou. “De indivisibilizium intelligentia apud Sancto Tomás de Aquino”, (tese de doutoramento em Filosofia, Roma, 1952). Poliglota dominava os idiomas: inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, grego e latim,
Em 16 de setembro de 1981 foi homenageado com o título de Cidadão Santista, pela Câmara Municipal de Santos/SP.
Faleceu em São Paulo, em 23 de junho de 1991, vindo o seu corpo para ser sepultado em Fortaleza/CE.


Deu uma Pane e a matéria não se completou.(Coisa de quem ainda está se alfabetizando na Nete)
O Prof. Moacir Timbó costumeiramnte oferecia as pessoas que ajudavam nos desfiles do Colégio Ipuense uma lancha ou até mesmo um almoço.
Na foto anteriot o meu nobre amigo por quem eu tenho grande consideração e apreço pede que substitua o Raimundo Augusto (meu irmão) considerando ele o irmão dele o Pascal.
Não é. Estou mostrando estas duas fotos para que possamos fazer a diferença.
Na foto acim estão: Joamir, Mello, Raimundo Augusto e Paulo Soares. Verifique a nitidez da foto e o R. Augusto aparece com a mesma roupa da foto em polêmica.
Na outra fotografia temos: José Renan, Joamir, Mello, R. Augusto e Raimundo Soares.(Nov de 1968)
Eram os intrutores dos desfiles pois, haviam servido o Exercíto e estavam todos aptos a organizar uma ordem, unida.
Lhe mostrarei oprtunamente umas foto com o Pascal em outros momentos do Colégio.

Em 1971 era Diretor do extinto Gináso Ipuense, Prof. Moacir Timbó fez no Pátio da Escola esta Foto para Posteridade
Da esquerda para direita: Prof. Mello, Prof. Moacir Timbó, Dr. Thomaz Corrêa, D. Margariada,Iracy Soares, Profª. Valderez Soares, Cecy Araújo Lima, Edgard Corrêa Neto e R. Martins

sábado, 22 de maio de 2010

Mulheres que contribuiram para nossa História.Cont...

D. Carmélia Frota Passos.

Merece um destaque especial a Professora Maria Carmélia Frota Passos, que de profissão obra de amor ao Magistério-ministério.
Espalhou o bem no campo da Ciência e das Artes e, sobretudo, através da Catequese, formando corações para Deus.
Trabalhou cerca de 30 anos, consumindo-se na doação numa plenitude pura de Amor.
Os rastros luminosos de suas atividades ficaram impressos no Patrimônio Cultural e Educacional de Ipu. Reverenciamos a sua memória. . . Participava de todas as atividades da igreja, promovia Leilões, Quermesses, Dramas em favor das intuições de caridade da cidade especialmente a Igreja.
Foi a primeira Diretora das Escolas Reunidas de Ipu. Era casada com o Sr. Plácido Passos e residia no Quadro da igrejinha onde hoje é a residência de Elias Mororó.
Carmosina Xerez Máximo.

Nascida em Ipu a 27 de março de 1900 e faleceu em 13 de junho de 1983. Foi a primeira professora de dezenas, talvez centenas de ipuenses de sucessivas gerações, muitos dos quais receberam da saudosa mestra a base sólida com que edificaram a carreira e a própria vida. Suas aulas eram dadas numa sala da Rua Cel. Liberalino, mais ou menos defronte ao “Beco Progresso”, quase naquela esquina que dá para atual residência Manoel Gomes do Nascimento. Quem passava pela rua ouvia os alunos repetindo a tabuada ou aprendo a soletrar, em voz alta. Usava o cabelo longo e bem tratado em forma de coque, ou cocó, o que lhe valeu o apelido de “Cocó de Ata Seca”, em alusão a fruta (pinha ou fruta de conde). Figura respeitadíssima e estimada em todo o Ipu e vizinhanças. Era da Pia União das Filhas de Maria e de outras Associações da Igreja. Era muito gentil e amiga de todos. Era no tempo da Palmatória.
Dona Carmosa sempre inspirará sentimentos de saudade e gratidão.





Biografia Dr. Justo Ribeiro

Raimundo Justo Ribeiro
(Dr. Justo).


Raimundo Justo Ribeiro, filho de Jacob Ribeiro e Quitéria Marcelino Ribeiro, nasceu no sítio Ingazeira do município de Ipu, em 17 de julho de 1904. Casado com Maria dos Prazeres dias Ribeiro teve numerosa prole de 16 filhos, 22 netos e uma bisneta. Faleceu dia 06 de junho de 1992, em Fortaleza.
Segundo depoimento dado pelo Dr. Justo a uma de suas filhas, o mesmo afirma que estudou no Colégio Cearense, dos Irmãos Maristas, em Fortaleza, para “cujo Colégio se transportava de navio, via Camocim, e também de cavalo até a cidade de Maranguape, onde tomava o trem para Fortaleza”.
Cursou a Faculdade de Direito do Estado do Ceará, onde colou grau em 1932. Não freqüentou outros cursos e costumava ler obras de Direito, Literatura e História.
Exerceu a função de Promotor de Justiça da Comarca de Ipu, por mais de nove anos consecutivos, a partir de 1931. Foi nomeado Juiz Municipal de Tamboril em 1940, pelo então interventor Menezes Pimentel e, após de ano de exercício naquelas funções pediu exoneração do cargo, para assumir as funções de Diretor Gerente da Casa Bancaria de Ipu S/A, onde permaneceu por vários anos, ou seja, por cerca de nove anos, quando a dita Casa Bancaria encerrou as suas atividades, sem prejuízo para quem quer que fosse, em conseqüência da instalação em Ipu, de uma agencia do Banco do Brasil, para onde corriam os depositantes da mesma Casa Bancária”, segundo o biografado.
Deixando a Casa Bancária, exerceu a advocacia, e nesse período, ocupou por algum tempo o cargo de Prefeito Municipal de Ipu na Intervenção de Menezes Pimentel e, quando este foi demitido pelo Presidente Getulio Vargas, o informante foi exonerado pelo seu sucessor Meneses Pimentel.
Na época em que exercia a advocacia, por escolha unânime de amigos e parentes, foi elevado ás funções Presidente do Partido Social Democrático (PSD).
Exerceu as funções de Deputado Estadual no Governo de Raul Barbosa. Como Deputado Estadual proferiu diversos discursos de interesse público, requerimentos de lei que foram aprovados.
Reconduzido por concurso para o cargo de Juiz de direito do Estado, foi nomeado inicialmente para Farias Brito e dali promovido por merecimento para as Comarcas de Missão Velha, Ipu e Sobral, tendo substituído ainda várias comarcas no Estado, não só como Juiz de direito, mas como Juiz eleitoral, aposentando-se na categoria de Juiz Especial do Estado, equivalente aos Juizes de Direito da Capital.
Citado como um dos filhos ilustres de Ipu no livro comemorativo do Centenário do Ipu e no livro o Ceará, de Raimundo Girão e Antonio Martins Filho, na pg. 228.
Os seus restos mortais repousam hoje em Sobral, ao lado de sua esposa Maria dos Prazeres, com quem viveram 49 anos de feliz união.


Cofidencias de um Tamarineiro

Confidencias de Um Tamarineiro
Valdemira Coelho – 26/08/88

Fui um dos símbolos muito querido desta terra.Eu, pequenino e você minha Ipu com poucas casas, poucas ruas calçadas altas.Praças areientas, vento soprando nos canaviais, nas manhas ensolaradas tardes suaves, noites amenas, a Ibiapaba milenar, a decantada Bica e a Igrejinha que despertava na esperança e acordava na fé.
Cresci com você, minha cidadezinha bonita e aconchegante.
A minha sombra abriguei a primeira Feira Livre do Ipu.
Fui ponto de reunião dos coronéis para o tradicional jogo de cartas de baralho.
Assisti a luz dos lampiões de gás as polemidades litúrgicas que se celebravam na Igrejinha, bem como, o repicar intenso dos sinos chamando os fieis para a Novena do Mártir Santo Padroeiro de nossa cidade.
A noite, junto a mim as cafezeiras com suas lamparinas acesas, vendiam o seu cafezinho aos transeuntes que por ali passavam.
Quantas vezes ao clarão das noites de lua escutei confidencias; casais de namorados trocando juras de amor.
Os seresteiros apaixonados por ali passavam cantando a sua casa amada dedilhando o violão, na quietude das noites.
As crianças brincavam a minha sombra construindo “pequenos açudes” logo após uma chuva, com água das enxurradas que ali paravam.
Fui cantado poeticamente pelos jovens – reminiscências, amor saudade...
Assisti a festa quando Ipu passou de Vila à cidade.
Quanto ao meu nascimento há duas versões:
A primeira, que fui plantado por um dos coronéis da terra no ano de 1870. Consta que o Coronel falava que iria fazer no Quadro da Igrejinha uma mata de tamarindeiros. Se esta versão for verdadeira vivi 118 anos.
Segunda versão conta-se que em arquivos com datas muito remotas encontrou um historiador que o PELOURINHO ou FORCA do Ipu foi construído nos idos de 1700 e era fincado ao lado sul de onde fui erguido.
De acordo com esta versão devo ter mais de 200 anos.
Como nasci numa época em que não se dava importância a Certidão de nascimento ignora a minha idade.
A partir do inicio deste ano fui morrendo aos poucos. Tudo consumado só resta a história que acabo de revelar. Fui muito estimado e por isto agradeço.
Que o meu sucessor, plantado agora viva o mundo maravilhoso que eu vivi, porém um tanto diferente do meu pelo avanço do progresso. É uma nova história que se inicia e seja aureolada de glórias para esta terra que foi meu berço.
Eis as minhas dimensões;
Tronco – 05 metros de circunferência
3,30 metros de altura até onde se abre a minha galhada.
Foram 13 galhos grossos que formaram a minha bonita copa.

Era o Ipu do Coro Santa Cecília, na regência de Thomaz de Aquino Corrêa, depois Joaquim Lima. As cantoras da época eram: Joaquina Lima, Cecília Pombo, Heraclides Coelho, Terezinha Aires, Maria do Carmo Soares, Cesarina Cavalcante, Beatriz Gomes e outras.
Era uma harmonia perfeita, as vozes entoavam hinos e elevavam aos céus a música, em forma de oração. Era o Domine, O Paster Noster, a Missa do Maestro Ciarlindo com o Laudamus cantado por Joaquim Lima.
As Novenas de São Sebastião se realizavam em clima de muita fé, e a missa do dia 20 de janeiro, culminava os festejos numa orquestração das mais belas e perfeitas.
Um hino de amor, o “Coro Santa Cecília”, fazendo a festa do Glorioso São Sebastião.

Poliantéia

Poliantéia realizada pelo Grêmio Ipuense quando do falecimento do Cel. Tomaz de Aquino Corrêa. Era uma homenagem fúnebre muito usada na época as pessoas gradas da terra.
Falaram muitos oradores todos ressaltando a importância que teve em vida o Cel. Thomaz de Aquino Corrêa.
Mons. Gonçalo Lima fez a mais sentida oração quando relatou e enfatizou vários momentos do Seu Thomaz, como Jornalista, editando os jornais: O Ipuense, “A Brisa”, “O Espelho”, “O Paladino”, “O Campo” revista mensal do Sindicato Agrícola Ipuense e “Correio do Norte” em 1917 – Na Arte Dramática difundiu em toda região através de peças Teatrais a juventude ipuense. Fundou o Gabinete Ipuense de Leitura em 1º de julho de 1886. Alquimista por excelência era o médico que não existia naqueles tempos, atendia a todos sem distinção, sempre com um sorriso e uma indicação acertada para os males de quem o procurava. Foi fundador e primeiro proprietário da PHARMACIA IRECEMA, sendo continuada até os dias atuais, pelos seus descendentes.

Poeta, entre os seus versos Papai pode citar alguns que decorara ao longo dos tempos em plena calçada nas bocas de noite, vejamos alguns:


...Eu vi linda maruja
Qual nereida voltando,
E em meneios engraçados
Ia a todos fascinando

***
...Um beija flor já vi morto
Ao pé de verde roseira
Deu-lhe a morte agudo espinho
De uma rosa traiçoeira

***
...Da canela gentil
Roubaste a bela cor
Pra teu colo grácil,
Ó minha linda flor.
Thomaz Corrêa era Poliglota, falava fluentemente o Francês.

No final de toda homenagem do Grêmio, papai que nunca deixava de falar no “Seu Lima”, comentou ainda que o mesmo compusera uma marcha intitulada, “Soluços D’alma”, executada pela Banda de Música sob sua regência ficando assim encerrada a sessão em homenagem póstuma a Thomaz de Aquino Corrêa.

Encontramos um recorte do Jornal “O Povo” nos arquivos do Papai quarta-feira, sete de fevereiro de 1940, que diz o seguinte:
Desembargador Felix Candido de Souza Carvalho, escrito por Quintino Cunha onde lhe rende profunda amizade e conhecimento total de sua vida fazendo um relato total de todas as suas atividades jurídicas em todo Estado Ceará.
Encerra as suas palavras dizendo;
Egrégio Presidente do superior Tribunal de Justiça, que o Ipu se orgulha de o possuir como um dos seus mais ilustres filhos.

Quando comentei este artigo com o Papai ele completou dizendo que era o “Tronco velho dos Sousa Carvalho do Ipu” e que deram nome e construíram o Patronato Souza Carvalho, Escola de incomensurável realce educacional de nossa terra o IPU e em toda Região.

Músicas do Ipu.

SONHO
Letra e música de: Eunice Martins


Hoje,
Amanheceu em mim
Saudades mil sem fim,
Daquele meu viver...
Do cenário da minha terra
Caindo as águas do alto da serra
Beleza imensa
Que agente nunca pode esquecer.

Como era doce
Andar na calçada
De pés descalços
E roupa molhada...
Correr na chuva
E olhar a enxurrada
Ao entardecer.

Hoje,
Eu sonho com a cidade
Em busca da saudade
Que tanto me faz bem
As lembranças que vão chegando
Bem de mansinho
Vão me abraçando
Momentos ternos
Que a vida nunca
Vai me devolver

Como era doce olhar a lua
Andar sonhando
Assim pela rua,
Sorver poesia e fazer poemas ao entardecer

Às Águas do Riacho Ipuçaba – “Todos Tomam”.

Para ser cantado na música da vassourinha
Letra de: Dr. Abílio Martins


Nem mais vale discutir (Bis)
Sobre as águas do riacho
Todos pegam, todos tomam (bis)
Uns em cima outros em baixo
Estribilho
Tomais, tomais, às águas pessoal.
Tapada em cima, protestai embaixo.
Eu quero ver, a briga colossal.
De todos vós senhores do riacho (bis)

No Gangão, toma o João Berto (bis).
Mais em baixo é o Marinho
Quando um abre, o outro fecha (bis).
Nem se importam com o Carrinho.

Mas Carrinho também toma (bis)
Vai tomando devagar
Mané Vitor, mais embaixo (bis).
Deu agora pra tomar.
Zé Lourenço tomou sempre (bis)
Oh! Meu Deus! Oh! Que martírio
Quando toma o Zé Lourenço (bis)
Quem se agasta é o seu Porfírio.

Seu Porfírio também toma (bis)
Como sempre aconteceu
E tapado assim não gosta (bis)
De ficar o Doroteu.

Quando a água chega lá (bis)
Doroteu toma demais
Mais em baixo, meio zangado (bis).
Fica logo seu Tomás.

Lá então e tapação (bis)
Tapação irredutível
Seu Tomás tem teoria (bis)
De elevar um tal de nível.

Mais em baixo, um pouquinho (bis).
Seu Zezim toma demais
Neste ponto ele combina (bis)
Em pensar com seu Tomás

Os Gonçalos também tomam (bis)
Tomam, tomam a granel.
É só deixar um pinguinho (bis)
Pra tomar seu Coronel.

Os de baixo lá não tomam (bis).
Gritam logo a protestar
Só eu sei, porque não tomam (bis).
Nem tem mais o que tomar.

Nem mais vale discutir (bis)
Sobre as águas do riacho
Todos pegam, todos tomam (bis).
Uns em cima, outros embaixo.

Transcrito do Arquivo de Músicas ipuenses da Professora Valdemira Coelho, Joaquim Lima/João Anastácio Martins.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Biografia Felix Cândido

Felix Candido de Souza Carvalho
(Desembargador)

O Desembargador Felix Candido de Sousa Carvalho nasceu na Fazenda Várzea Redonda, Santa Quitéria então termo de Ipu-CE em 10 de maio de 1864.
Cursou humanidades no Liceu do Ceará.
Formou-se em Direito na Faculdade de Recife em 25 de novembro de 1887.
Nomeado Promotor Público da Comarca de Tauá (antigo S. João do Príncipe) por ato de 28 de maio de 1888.
Nomeado Procurador Público de Ipu em 10 de julho de 1889 desde foi removido a Comarca da Capital por ato de 30 de outubro de 1889, permutando em seguida com o Promotor de Baturité.
Nomeado Juiz Municipal de Crateús em junho de 1899.
Nomeado Juiz Municipal de Tamboril em 1891.
Nomeado Juiz de Santana por ato de 12 de agosto de 1895, donde foi removido para viçosa do Ceará por ato de 07 de novembro de 1897.
Nomeado Juiz de direito da comarca de Jardim por ato de 1º de outubro de 1897.
Removido de Jardim para Ipu por ato de 1º de agosto de 1898.
Transferido do Ipu para Pacatuba por ato de 06 de agosto de 1906.
Daí para 2ª vara da Capital por ato de 08 de outubro de 1907.
Em 11 de julho de 1908, foi nomeado Secretario de Estados dos Negócios da Justiça, cargo que foi exonerado a pedido em 24 de julho de 1909.
Foi nomeado Desembargador do Superior Tribunal da Justiça, por título de 24 de julho de 1909, tendo ocupado a Presidência do Tribunal por quatro anos, cargo que exerceu até a data de sua aposentadoria em 07 de fevereiro de 1931.
Casou-se na cidade de Ipu em 28 de junho de 1890 com dona Francisca Carolina Pessoa de Carvalho, filha do falecido desembargador Leocádio de Andrade Pessoa e Dona Hermelinda Mota Pereira.
Filhos: Felix Pessoa de Sousa Carvalho, comerciante no Rio de Janeiro, casado com Dália Mota.
José Eizel Pessoa de Sousa Carvalho, funcionário da Delegacia Fiscal.
Dr. João Huxley Pessoa de Sousa Carvalho funcionário da Alfândega casado com dona Juraci Cavalcante.
Hermelinda, casada com o Dr. Josias Sisnuando de Lima, Juiz de Direito de Quixeramobim.
Ylnah, viúva de Pompilo Temoteo.
Zuleide, casada com Raimundo Carvalho, negociante em Barbalha.
Nemaura casada com Dr. Hélio Coelho advogado em São Paulo.
E as senhoritas: Leoan, Ildegunda, Maria, Mirtes e Berenice.
Adoeceu em 25 de novembro de 1939, vindo a falecer em conseqüência de lesão cardíaca às 8 horas do dia 07 de março de 1940.
Eram seus Pais: Cel. Candido José de Carvalho e Francisca Isabel de Sousa Carvalho.
Quintino Cunha assim se expressou quando de sua morte “A data de hoje assinala trigésimo dia da morte do venerando Desembargador Felix Candido de Sousa Carvalho que fechou o poligonal de sua vida, cercando-a de intensas saudades e recordações”.

Dados extraídos do Jornal O Povo, quarta-feira, 07 de fevereiro de 1940.

Mulheres que contribuiram para nossa História.Cont...

Mãe Ruiva
Mãe Ruiva (das crianças), Comadre Ruiva (dos pais e avós) ou dona Maria Ruiva (das demais pessoas). Nasceu na fazenda Boa Esperança, deste Município, em 1863. Diz-se que muito cedo se afeiçoou a todos os labores do sertão, inclusive ao de “pegar menino”. Já madura, veio residir em Ipu, trazendo a tiracolo uma filha de criação, Maria como ela, moçoila de sua época. Conseguiu comprar uma casinha na Rua da Itália, nas proximidades do contemporâneo Hotel da Maroca, onde se instalaram as duas. A moça Maria casou-se mais tarde com um rapaz de nome João, que tinha o apelido de “Grau 10”. Não sabemos o destino do então jovem casal.

Mãe Ruiva “pegava menino” (fazia parto), de dia ou à noite, a qualquer hora, pois era boa na arte. Às primeiras contrações, bastava mandar chamá-la e reservar um bom Quinado “O Imperial”. Com a chegada do Médico Costa Araújo, a parteira progrediu, pois aprenderia muito com ele das dificuldades do oficio.

Era irreverente, proferia palavrões a torto e a direito, em tom de brincadeira com seus “filhos”, sendo muito estimada e bem recebida por todos os lares de Ipu e das cidades vizinhas.

Seu falecimento ocorreu nesta cidade de Ipu no dia 05 de maio de 1959, quando ela contava 96 anos de idade.

(Prof. Mello – Ipu em Jornal Janeiro de 1991)

Sebastião Laureano da silva, popularmente conhec ido como COQUITE, era uma autêntico folião de nossos carnavais.
Costumeiramnte se fantasiava de Chefe de Trem com todos os aparatos de um chefe.

Autentico comerciante de Gado. Faleceu no ano de 2006 de uma Parada Cardca.´

Aqui a nosssa homnagem meu amigo Coquite.

O Nosso Eterno Rei Momo

Antonio de Araújo Tavares. Meu colega e amigo de infância. Cursou apenas o Ensino Fundamental. Residiu por algum tempo no Rio de Janeiro depois voltou a passou a residir na nossa terra. Fundou e fez funcionou uma casa de comércio com o nome de Cruzeiro Center Frios, com uma variedade enorme de produtos para todos os fins. Era um senhor Mercantil.
Passou por alguns tempos residindo em Fortaleza, lá contraiu doenças cardíacas o que lhe fez parar o seu grande coração. Foi sepultado no Ipu. Era casado D. Diva Melo Tavares. Do rebento nasceram dois filhos Dulce e Pedro César. Foi o REI MOMO por várias décadas, um senhor carnavalesco.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Histórias de Ipuenses

HISTÓRIAS DE RAIMUNDO LOPES DA SAPATARIA

Homem íntegro, austero, resoluto, estava ao lado dos mais fracos, comerciante de conduta ilibada, enfim, bom cidadão e pai de família exemplar.
Djacir Torquato, também homem íntegro comerciante, agropecuarista, sempre trabalhando nas suas várias fazendas. Chegando em casa depois de uma de suas viagens manifestou cansaço ao trabalho do campo.
Foi aconselhado ir ao médico.
Depois de fazer várias consultas, os médicos chegaram a uma conclusão que Djacir estava depressivo e precisava de um certo repouso a ponto de não poder receber nem mesmo visitas; assim foi feito Djacir recolheu-se aos seus aposentos e a família passou a fazer o tratamento indicado pelos médicos.
Djacir melhorava paulatinamente, pois as depressões sempre exigem um tratamento lento.
Raimundo Lopes sabendo do estado de saúde de Djacir foi até a residência do moribundo, ao chegar lá foi informado que as visitas estavam proibidas, mesmo assim Lopes insiste e consegue entrar no quarto do doente, ao ver o estado de Djacir exclama!... “Meu amigo DEJA”, te levanta, o Luiz Paulino que estava muito mais doido do que tu já anda por aí em todo canto da cidade, te levanta, rapaz “.
Ora meu amigo, para quem estava tão doente a ponto de não poder receber nem visitas e recebe uma dessas, é de lascar!...

U.E.I.


U. E. I

União Estudantil Ipuense, órgão que congregava os estudantes de Ipu residentes em Fortaleza.
Fundada a 20 de Abril de 1962, por um grupo de estudantes aqui de Ipu residentes em Fortaleza, estudantes da maior estirpe como, Nildomar Pontes (em memória), Gutenberg Castro, Francisco Melo, Dião Tavares, Luiz Pessoa Aragão e outros.
Esta associação visava ampliação dos nossos conhecimentos, além de termos juntos aos órgãos competentes nossa representação.
A U. E. I. promoveu vários eventos culturais, talvez a primeira e última exposição de livros já realizada no Ipu. Aconteceu nos salões do Grêmio Recreativo Ipuense, vindo da Livraria Feira do Livro de Fortaleza.
Promovemos palestras com personagens das mais expressivas, no cenário político e cultural dos anos 60, como: Pe. Arquimedes Bruno, D.Antonio Fragoso (Bispo de Crateús), Lauro de Oliveira Lima, Pedagogo dos mais renomados do País, aqui do Ipu, contamos com o apoio de palestras sobre a cidade com o historiador e escritor Francisco das Chagas Paz; da professora Valdemira Coelho; do médico Francisco Rocha Aguiar.
Em Fortaleza promovíamos encontros nas salas do Colégio Rui Barbosa, onde discutíamos problemas sociais e políticos dos mais diversos.
Chegamos até mesmo a criar um pequeno coral somente com vozes masculinas, e todos de Ipu.
Tínhamos pontos de encontro em Fortaleza um deles era em frente à Loja de Discos "Vox" (já extinta); na esquina da Rua Ouvidor com Major Facundo era em frente à antiga e também extinta Rouvanni, loja de confecções masculinas, também extinta.
Aos sábados a turma era bem maior. O encontro dava-se em frente ao "CAFÉ CEARASINHO", para combinação da tradicional "PELADA" na praia de Jacareacanga, todos participavam.
Participávamos de seminários, congressos simpósios e outros acontecimentos culturais realizados pelas lideranças Universitárias de Fortaleza.A U. E. I. deixou um marco e uma lembrança que até hoje não conseguimos esquecer.

Era o Ipu do BANCO DOS VELHOS, o ferro e a madeira mudo e indiferente a tudo, inerte indiscreto a todos ouvia silenciosamente. Era o palco onde era recebida a peça “Vocês Sabiam? e estão dizendo por aí”. O elenco formado por Xavier Timbó, Parnaibano, José Bessa Belém, Vicente Belém Rocha, Antonio Carvalho Martins, Antonio José de Vasconcelos, José Dias Martins, Joaquim Dias Martins e outros.
O cenário se apresentava quase sempre colorido pelo mesclado variado da vida e o comportamento da juventude; e esta por sua vez alcunhou o pobre banco que ficava no Jardim de Iracema que somente ouvia de: “O Banco dos Velhos”.
A marcha do progresso acabou destruiu o célebre BANCO tão querido e apreciado. O que não só se viu e muito mais ouviu ficou soterrado no esquecimento. Arrancaram-no e com ele os seus companheiros, o gradil do Jardim foi desfeito e as rosas bonitas e perfumadas nada mais restou.E hoje revivendo o passado, te perguntamos, onde te levou o progresso? E os que te acolheram para os seus encontros? “Banco dos Velhos”, na recordação dos que te queriam bem continuas vivo, intacto e intocável, na saudade que ainda guardam em te os que te apreciavam, na recordação indelével e a tristeza porque já não mais existe.

Era o Ipu do BANCO DOS VELHOS, o ferro e a madeira mudo e indiferente a tudo, inerte indiscreto a todos ouvia silenciosamente. Era o palco onde era recebida a peça “Vocês Sabiam? e estão dizendo por aí”. O elenco formado por Xavier Timbó, Parnaibano, José Bessa Belém, Vicente Belém Rocha, Antonio Carvalho Martins, Antonio José de Vasconcelos, José Dias Martins, Joaquim Dias Martins e outros.
O cenário se apresentava quase sempre colorido pelo mesclado variado da vida e o comportamento da juventude; e esta por sua vez alcunhou o pobre banco que ficava no Jardim de Iracema que somente ouvia de: “O Banco dos Velhos”.
A marcha do progresso acabou destruiu o célebre BANCO tão querido e apreciado. O que não só se viu e muito mais ouviu ficou soterrado no esquecimento. Arrancaram-no e com ele os seus companheiros, o gradil do Jardim foi desfeito e as rosas bonitas e perfumadas nada mais restou.E hoje revivendo o passado, te perguntamos, onde te levou o progresso? E os que te acolheram para os seus encontros? “Banco dos Velhos”, na recordação dos que te queriam bem continuas vivo, intacto e intocável, na saudade que ainda guardam em te os que te apreciavam, na recordação indelével e a tristeza porque já não mais existe.

Poesia. Valdemira Coelho

HOMENAGEM A IPU

Aos clarões da Ciência nasceu
No mais belo pedestal de glória
Ao sopé da montanha se ergueu
Cantando os loiros da vitória.

Terra berço de imensa beleza
Da selvagem brejeira e linda!
Porte esbelto e suave lhaneza
Muito amor e graça infinita

Levemente ao sol matinal
A Cascata de luz se esvoaça.
É canção, melodia, é festival.
Dom de Deus és Divina Graça.

Salve Ipu! Geração forte e viril
Esplendor de uma aurora de luz!
Pedacinho de nosso Brasil
Em ti, tudo nos seduz!

ESTRIBILHO
Ipuense avante exulta!
E a tua gleba engrandeceu
Trabalho vence e luta
Ela é Brasil que cresce.

Outros Exóticos.........Cont......

SEBASTIÃO CEGO OU SEBASTIÃO DA MALU era um moço moreno, alto, tocador de cavaquinho e violão.
Na sua época, no Bairro do Corte, onde residia, acompanhava muito ao violão, a jovem Maria José Mesquita, mais conhecida como Baiquinha, mãe do Jaime Mesquita.
Baiquinha era jovem e bonita, voz harmoniosa, uma das mais bonitas daquele tempo.
Sebastião Cego, nas belas noites de luar, fazia serenata com os amigos: José Procópio, Albertino, (alfaiate) Chico Jorge, Alberto Aragão, que dedilhavam os violões. Sebastião Soares tocava a Flauta, e assim nesta juntada de instrumentos, saiam pelas ruas da nossa cidade, principalmente quando a noite já ia alta, espalhando harmonia e saudades aos amigos e amigas.

Quero falar do Boaventura, ou Pintura como a meninada o chamava.
Era um tipo físico exótico. Rosto magro enriquecido por um farto bigode de pontas viradas e espessas que lhe caia aos peitos.Era um pouco calvo, mas seu cabelo atrás era farto e abundante além de comprido.
Trazia sempre ao pescoço um Rosário, cujos mistérios eram entremeados de medalhas de nossa senhora. Parecia um daqueles Parias da Índia, devido a sua camisa ser de “manapulão” bem frouxa e de mangas compridas. Era sorridente, porém seu sorriso estampava mais tristeza que alegrias. Seus olhos eram tristonhos e lânguidos. Falava a sós. Não sei com quem dialogava, talvez com a esposa que ele mesmo anos atrás matara a facadas, o que lhe rendeu pesada pena.
Dizia-se que passava o dia andando pelas encostas da Serra onde se alimentava de frutos silvestres e animais, até Lagartixa. A noite ia dormir no cemitério, talvez, quem saiba, ao lado do túmulo da amada que matara.Por ter cometido esse tresloucado gesto, passou a auto-impor-se toda essa vida de sofrimento. Hoje tenho certeza, seu pecado foi perdoado, ainda em vida.Seu purgatório deu-se aqui mesmo na terra, e deve-o estar em bom lugar, pois Deus é misericordioso.
Pobre Boaventura, ainda conservo-o mentalmente a tua imagem, que, em menino despertava-me medo, hoje sinto saudade de ti, daí ter lembrado de ti, hoje tu ainda vives, pelo menos para mim.
Que ironia do destino uma pessoa ter o nome de Boaventura e sua vida foi uma má VENTURA.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Usina Hidroelétrica

A HIDROELÉTRICA DE IPU

Servido-se de recursos da própria natureza, a Ipu está predestinada a um grande surto de progresso, o aproveitamento da queda d’água do Ipuçaba, instalando uma possante Usina que fornecesse a luz e força motriz à encantadora cidade de Ipu.
Nunca se apagara da mente do menino ipuense Delmiro Gouveia, a lembrança da passagem nativa com a Bica do Ipu, correndo perenemente da Serra Grande, desperdiçando-se suas águas.
E o sonho vai se realizar – FORÇA HIDRÁULICA no Ipu. A vida vai mudar e mudou mesmo com o beneficiamento da iluminação Elétrica.
Organizada a Sociedade, constituída por: José Tomé de Sabóia, (Fortaleza), Oscar Coelho (Ipu) e Joaquim Sebastião Ferreira (Fortaleza) este último cognominado de “O Homem da Luz”. Joaquim Sebastião casou-se em Ipu com distinta filha do casal Gonçalo Soares de Oliveira e D.Terezinha Soares de Paiva. D. Francisca Soares de Paiva, carinhosamente conhecida como D. Chiquita Soares.
A sociedade ficou assim intitulada: “COELHO FERREIRA E COMPANHIA” e iniciou os preparativos.
O motor da luz de marca “BATACLAN” foi colocado num prédio previamente construído no pé da serra lado Sul da cidade.
Era Prefeito de Ipu Joaquim de Oliveira a Lima, o grande ipuense que não se cansou e envidou todos os esforços para a concretização do evento.
Enfim, chegou o dia tão esperado e almejado pelos ipuenses, a luz seria inaugurada. E assim aconteceu no 20 de janeiro de 1931, aconteceu a tão sonhada inauguração. A cidade se revestia de júbilo. Muitos visitantes se encontravam na cidade, e precisamente às 18 horas do coreto do Jardim de Iracema, aconteceu o ato inaugural.
Proferiu um discurso chamado de oficial o Sr. Oscar Coelho que no momento em que acionou a chave geral pronunciou “Eis a Luz” e a cidade de repente ficou toda iluminada, todos sorriam, cantavam e aplaudiam. A Banda de Música tocou animadas e festivas peças musicais.O sino da Estação Ferroviária tocou e as máquinas apitaram solenemente.
As vinte e uma horas foi iniciado o grande BAILE, na residência do Sr. Manoel Dias Martins, casarão situado na Rua da Goela. A primeira música entoada pela Banda de Santa Quitéria foi à valsa de Zequinha de Abreu intitulada BRANCA.
As festividades duraram três dias.Foi uma das maiores festas realizadas na cidade naquela época.