terça-feira, 27 de setembro de 2016

Biografia de São Vicente de Paulo.

São Vicente de Paulo nasceu a uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Como era então frequente, Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.

Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600.
Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação: uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança - uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro. Os turcos o conduziram a Túnis, onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, um renegado, que antes era católico e, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas: uma era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava. Ciente da história, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita. O patrão de Pe.Vicente arrependeu-se e propôs a ele uma fuga para a França, que só se realizou dez meses depois, já em 1607.
Eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. De Aigues-Mortes foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente, retornando à Igreja Católica. Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado e, quando este precisou viajar a Roma, levou-os em sua companhia. Durante a estada na cidade, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. E o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge.
O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot. Pe. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.
Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns. Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas. No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até a se colocar no lugar de um deles para libertá-lo. As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades. Foi assim que o Pe. Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. Na missa dominical, ele fazia com o povo a confissão comunitária. Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos. Foi a Paris e, mais tarde, a pedido do Pe. Berulle, voltou para a casa dos Gondi por mais oito anos.
Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior". A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula doPapa Urbano VIII, reconhecendo-a.
Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido, em seu leito de morte, por Vicente, tendo morrido em seus braços. A seguir foi nomeado pela Regente Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência).[3]
Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas. Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).
Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados. Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que a Associação dos Filhos de Maria, hoje Juventude Mariana Vicentina, criada a pedido da Virgem Maria que apareceu a Santa Catarina Labouré na noite de 18 de julho de 1830, e as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.
Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

 PRIMEIRO PLANO - Prof. Leunam Gomes (*)

Para alegria geral, está confirmada a presença do Padre José Linhares ao encontro dos Betanistas, nos dias 14, 15 e 16 de outubro.
Na conversa que tivemos, confirmou ter lido, integralmente, o nosso livro “Seminário da Betânia – AD VITAM -65 Declarações de Amor”.

Hoje o Padre Zé ocupa a Presidência do Conselho de Educação do Ceará. Aliás, Educação é um assunto que ele domina como poucos e sempre esteve à frente, com ideias inovadoras. (foto)

Aliás, para o Dia dos Professores que vem aí, recomendo o livro “PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência em Sala de Aula”. Muito do que lá está foi aprendido com o Padre Zé.

Quando o conterrâneo José Maria Melo se candidatou a deputado estadual, pediu-me a sugestão de um slogan. Propus: “Quem tem passado, tem futuro”. Foi aprovado. E tem sentido.

É muito importante analisar a história dos candidatos, suas ideias, sua coerência, seus compromissos, suas companhias, seu passado.

Tive a satisfação de conduzir a disciplina “Paulo Freire e a Educação Dialógica”, no curso de pós-graduação em Educação Biocêntrica, realizado pelo Centro de Desenvolvimento Humano-CDH, em parceria com a UVA.
Como sempre acontece, nos cursos que envolvem a Educação Biocêntrica há alto nível de satisfação. Especialmente pela valorização da participação de cada um. (foto)

Quem participa de um curso com base na Educação Biocêntrica jamais sairá do mesmo jeito. A mudança acontece, com certeza. E é exatamente o sentido de educação.

A população já está começando a receber os benefícios da gestão Temer. O fim do ENEM vai tirar o sonho de muita gente chegar à universidade.

Milhares já vão deixar de receber o Bolsa Família que mudou a vida de muita gente que passou a ter três refeições por dia. O comércio vai sentir também.

Somente na casa de um amigo, funcionário federal aposentado, o governo retirou oito mil reais da receita mensal do casal. É pouco?

Será que foi para isto que aquele pessoal foi para a rua pedir a saída da Presidenta Dilma que sempre procurou respeitar os direitos dos trabalhadores?

Agora a vez é dos patrões ricos. Em vez de retirar dos muito ricos, o governo  prefere perseguir os mais pobres. E o patrimônio nacional também está sendo sacrificado.

As modificações que fragilizam o Ensino Médio visam empurrar os alunos para a rede particular de ensino. Disciplinas que ensinam a pensar ameaçam ser retiradas. E assim vai.

O pior de tudo são as discriminações nas ações da Lava Jato. Tudo está voltado apenas para perseguir um ou dois partidos. Fatos comprovados, de outras legendas, são esquecidos.

Neste momento, temos que dar razão ao poeta Padre Antônio Tomaz: “Os desenganos vão conosco à frente e as esperanças vão ficando atrás”

(*) LEUNAM GOMES - Ex-aluno dos seminários de Sobral e Olinda, onde concluiu os cursos de Filosofia e Teologia. Professor aposentado da UVA, Mestre em Gestão e Modernização Pública, Radialista, autor dos livros: SEMINÁRIO DE SOBRAL-AD VITAM-65 DECLARAÇÕES DE AMOR, PROFESSOR COM PRAZER é UM HOMEM DE PALAVRA.
Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé
Onde houver erros, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz

Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar
Que ser consolado
Compreender, que ser compreendido
Amar, que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando, que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna

domingo, 25 de setembro de 2016

                         PALACETE IRACEMA


(Grêmio Ipuense)

A Sociedade Grêmio Recreativo Ipuense, instalada em 23 de setembro de 1924 e comemorada com festas e outras atividades no dia 12 de outubro. Na sua vez primeira foi um grande evento, que movimentou todo o escol da Sociedade Ipuense. A sociedade tem personalidade jurídica na forma da das leis em vigor e com sede na cidade de Ipu-CEARÁ, e tem como objetivos:

Congregar as famílias de seus sócios num meio de sociabilidade, promover bailes, festas literárias, comemorações cívicas, reuniões e outros divertimentos congêneres.

 2- Compõe-se a sociedade de quatro calasses de sócios:
Fundadores: aqueles que fundaram a sociedade.
Efetivos: todos os sócios fundadores e todos quantos se associarem.
Adventícios: os que não residirem nesta cidade.
Honorários: os que prestaram relevantes serviços à sociedade. Assim rezam os Estatutos.

Em sessão inaugural presidida por Dr. Ubaldino Maciel Souto Maior, Juiz de Direito da Comarca em 12 de outubro de 1924, foi eleita e empossada a primeira Diretoria da Sociedade, ficando assim constituída:
Emilio Augusto Barbosa – Presidente
José Maria Sabino – Vice - Presidente
Abdoral Timbó – Secretario
Joaquim de Oliveira Lima – Tesoureiro

Diretores do Mês

Edgard Corrêa
Dário Catunda Fontinele
Vicente Jorge Ferreira Maia
Adalberto Aragão
Manoel Dias Filho

Hoje, o Grêmio Ipuense tem sua sede própria, mudou-se do seu local de origem para um outro bem maior e amplo capaz de comportar a nossa sociedade que crescera muito, fica na localidade suburbana de MINAS, proporcionado grandes shows para nossa juventude, com artistas do Sul e Sudeste do País.


O Grêmio possui hoje uma Diretoria dinâmica tendo a frente o seu Presidente Sr. Rodrigues Neto.